var analyticsFileTypes = ['']; var analyticsSnippet = 'disabled'; var analyticsEventTracking = 'enabled';

Aurora

Por Wagner Borges
Texto extraído do livro Flama Espiritual* (Edição do Autor, 2007)

Quando o amor é um estado de consciência, tudo se transforma.
A treva da ausência se torna presença!
A solidão escura e fria se torna alvorada.
E os olhos ganham o brilho do amanhecer.
O espaço se abre na luz de um novo despertar.
Então o coração toca suavemente o Multiverso.
Sem sair do lugar, ele beija o infinito.
A magia do amor transformou sua dor em luz.
O tempo dança à sua frente, como por encanto.
As dores de outrora se foram, ficou o amor.
Do fundo do abismo brotou a luz!
E o que era apego e prisão, tornou-se estrela.
Quem ama mesmo, não arrasta correntes.
Pois a luz do amanhecer no brilho do olhar nada pesa.
E o nascer do sol não faz barulho algum!
A luz é presente do amor. É graça. É vôo sutil.
Quem se permite perder a graça, embaça a visão.
Quando o coração não reconhece o presente, perde as asas.
Quem dá abrigo à treva, perde o amanhecer nos olhos.
Quem carrega correntes, perde o vôo sutil.
Cada dia é um presente, que só se sente vivendo…
Quem ama, compreende e reconhece o presente.
E vive contente, para voar melhor, com graça.
Seu coração sabe que a luz não pesa nada.
Na aurora do despertar da consciência, tudo é Presença!
A magia do amor é pura alquimia interior: transmuta a velha dor em luz renovada.
E o milagre acontece: a solidão escura e fria se torna alvorada!

-Nota: A Presença – metáfora celta para designar o Todo que está em tudo.


*O livro Flama Espiritual é uma edição independente de Wagner Borges, com exemplares limitados. A obra contém, além de belos textos (incluindo uma série muito especial de Orações da Presença, de inspiração celta), lindas ilustrações espiritualistas de Cláudio Gianfardoni.

O que é ser espiritualista?

Por Samantha Sabel

Todo espiritualista sabe e procura viver segundo a máxima de que existe uma realidade além da matéria. Chame-se tal realidade de plano espiritual, energia, luz ou outro nome, o que está em jogo para o espiritualista é o exercício permanente da consciência de que aquilo que se apresenta diante dele, no dia a dia do plano físico, nada mais é do que uma capa que oculta uma realidade mais sutil, não imediatamente acessível aos sentidos físicos do ser humano.

A consciência da transitoriedade do material e da continuidade do espiritual é a grande força do espiritualista, que permite a ele alcançar regiões de liberdade, beleza e esperança, mesmo em momentos de grande provação.

O espiritualista maduro atingiu esta consciência por experiências pessoais cabais e intransferíveis, e, defensor da liberdade de juízo de cada um, não sente necessidade de convencer ateus, materialistas, agnósticos e céticos da existência desta outra realidade. Sabe que o momento de percepção de cada ser virá no seu devido tempo.

Preocupa-se mesmo é em continuar aprimorando o seu próprio espírito, pois uma vez revelada a ele esta outra realidade, percebe o quão pequeno é diante da vastidão do universo e da infinitude de experiências que, abertas à sua frente, convidam-no a evoluir sempre mais.

A capa material – nossos corpos e objetos do mundo físico – é, para o espiritualista, uma manifestação do mesmo princípio vital que anima os planos mais sutis. Ela não é exatamente ilusória, no sentido de que não cabe renegar o seu peso e a sua necessidade para os aprendizados evolutivos pelos quais precisamos passar. O que é ilusório, na verdade, é acreditar que a matéria se encerra em si mesma e permanecerá sempre igual; que nossa existência se resume ao que conhecemos hoje e que continuará a ser como é indefinidamente.

Claro que todos sabem, em tese, da impermanência das coisas materiais, mas também todos – materialistas e espiritualistas igualmente – com frequencia tomam atitudes e decisões prejudiciais à própria evolução, baseados na ilusão de que não há nada além da matéria e de que tudo sempre permanecerá como está. Por ignorância ou auto-enganação, não raro buscamos satisfações imediatistas que terão conseqüências físicas e espirituais negativas no médio ou longo prazo.

As fraquezas e vícios físicos, emocionais e mentais, auto e hetero destrutivos, são a grande chaga da humanidade. Sabendo disto, o espiritualista procura se conhecer para dominar, com progressiva maestria, a sua natureza inferior, aquela que, apesar das gratificações imediatas, fomentam o egoísmo, a separação e a destruição. Sabe, por consciência, que pode ser e fazer sempre melhor, e não toma esta certeza de forma leviana. Procura colocá-la em prática de verdade.

Seguindo o princípio da vigilância de si, busca conhecer suas próprias fraquezas, encará-las de frente e dominá-las, subjugando-as a uma natureza superior que também o habita: aquela que fomenta a união, o amor desinteressado e tudo que é engrandecedor e construtivo.

Tem consciência do tamanho dessa tarefa, nunca caindo no ridículo de achar que atingiu o ápice da própria evolução. Se entristece com as próprias quedas ou quando faz caírem consigo outros, mas não desiste de melhorar a si mesmo, procurando tirar lições dos erros cometidos, repará-los e seguir em frente, mais alerta e fortalecido.

Pode passar com mais leveza pelas provas e aproveitar melhor as bênçãos trazidas pela vida material, porque as vê como etapas necessárias de um plano maior e benevolente – embora não isento de reparações severas quando necessário – do qual conhece apenas uma pequena parte.

O espiritualista tem no olhar a capacidade de decantar a essência das coisas, reconhecendo aquilo que é eterno dentro daquilo que é transitório. Percebe que, do ponto de vista da matéria, mesmo a mais bela flor um dia fenecerá; enquanto que, do ponto de vista espiritual, a beleza dos objetos, seres e experiências emana de uma luz imperecível, que jamais pode ser apagada.

Você já experimentou as seis variedades de amor?

Por Roman Krznaric
Original em Inglês: Have You Tried the Six Varieties of Love?

A cultura do café dos dias de hoje tem um vocabulário incrivelmente sofisticado. Você quer um cappuccino, um espresso, um skinny latte ou talvez um iced caramel macchiato? Os Gregos antigos eram igualmente tão sofisticados na forma com que falavam sobre amor, reconhecendo seis diferentes variedades. Eles teriam ficado chocados com a nossa crueza em usar uma única palavra para sussurrar “eu te amo” num jantar à luz de velas e casualmente assinar um email com “muito amor”.

Então quais eram os seis amores conhecidos dos Gregos? E como eles podem nos inspirar a movermo-nos para além de nosso atual vício no amor romântico, que faz com que 94 por cento das pessoas jovens esperem – mas frequentemente fracassem – encontrar uma alma gêmea única que possa satisfazer todas as suas necessidades amorosas?

Eros: O primeiro tipo de amor era eros, nomeado por causa do deus Grego da fertilidade, e representava a ideia de paixão sexual e desejo. Mas os Gregos não pensavam nele como algo sempre positivo, como tendemos hoje. Na verdade, eros era visto como uma forma perigosa, ardente e irracional de amor que poderia dominar e possuir você – uma atitude compartilhada por muitos pensadores espirituais mais tardios, como o escritor Cristão C.S.Lewis. Eros envolvia uma perda de controle que assustava os Gregos. O que é estranho, porque perder o controle é precisamente o que muitas pessoas agora procuram em um relacionamento. Não esperamos, nós todos, apaixonar-nos “loucamente”?

Philia: A segunda variedade de amor era philia ou amizade, que os Gregos valorizavam muito mais do que a sexualidade baixa de eros. Philia abrangia a amizade camarada profunda que se desenvolvia entre irmãos em armas que haviam lutado lado a lado no campo de batalha. Tinha a ver com demonstrar lealdade aos seus amigos, sacrificando-se por eles, assim como dividir suas emoções com eles. (Uma outra forma de philia, às vezes denominada storge, incorporava o amor entre pais e seus filhos.) Todos podemos nos perguntar quanto deste amor philia camarada temos em nossas vidas. É uma questão importante em uma era em que tentamos acumular “amigos” no Facebook ou ‘seguidores’ no Twitter – conquistas que dificilmente teriam impressionado os Gregos.

Ludus: Esta era a ideia dos Gregos de amor divertido, que se referia à afeição divertida entre crianças ou jovens amantes. Todos tivemos um gosto dele no flerte e provocação nos estágios iniciais de um relacionamento. Mas também vivenciamos nosso ludus quando sentamos em roda em um bar contando piadas e rindo com amigos, ou quando saímos para dançar. Dançar com estranhos pode ser a mais fundamental atividade lúdica, quase um substituto divertido para o sexo em si. As normas sociais torcem o nariz para esse tipo de frivolidade adulta divertida, mas um pouco mais de ludus pode ser justamente o que precisamos para apimentar nossas vidas amorosas.

Agape: O quarto amor, e talvez o mais radical, era ágape ou amor abnegado. Este era um amor que você estendia a todas as pessoas, seja membros familiares ou estranhos distantes. Agape foi mais tarde traduzido para o Latim como caritas, que é a origem da nossa palavra caridade. Lewis referia-se a ele como “amor presente”, a mais alta forma de amor Cristão. Mas ele também aparece em outras tradições religiosas, como a ideia de mettā ou “bondade amorosa universal” no Budismo Theravāda. Há evidências crescentes de que agape está em perigoso declínio em muitos países. Níveis de empatia nos E.U.A. caíram quase 50 por cento ao longo dos últimos 40 anos, com a queda mais acentuada ocorrendo na década passada. Precisamos urgentemente renovar nossa capacidade de nos preocuparmos com estranhos.

Pragma: Outro amor Grego era pragma ou amor maduro. Este era o profundo entendimento que se desenvolvia entre casais de longo casamento. Tinha a ver com fazer acordos para ajudar o relacionamento a funcionar ao longo do tempo, e demonstrar paciência e tolerância. O psicanalista Erich Fromm disse que gastamos muita energia “caindo na paixão” e precisamos aprender mais como “ficar de pé no amor”. Pragma tem precisamente a ver com ficar de pé no amor – fazer um esforço para dar amor ao invés de apenas recebê-lo. Com as taxas de divórcio atualmente na casa dos 50 por cento, os Gregos certamente pensariam que deveríamos trazer uma dose séria de pragma para nossos relacionamentos.

Philautia: A variedade final de amor era philautia ou auto-amor. Os espertos Gregos perceberam que havia dois tipos. Um era uma variedade não saudável associada com narcisismo, onde você se tornava obcecado consigo, e focado em ganhar fama pessoal e fortuna. Uma versão mais saudável de philautia elevava a sua capacidade mais ampla de amar. A ideia era que se você gosta de si mesmo e se sente seguro em si mesmo, você terá amor suficiente para dar aos outros (hoje isto é refletido no conceito inspirado no Budismo de “auto-compaixão”). Ou como disse Aristóteles, “Todos os sentimentos amigáveis por outros são uma extensão dos sentimentos do homem por si mesmo”.

Então o que os Gregos estão realmente tentando nos dizer? De forma mais impressionante, eles encontraram diversos tipos de amor em relacionamentos com uma ampla gama de pessoas – amigos, família, esposas, estranhos e até mesmo com si mesmos. Isto contrasta com o nosso típico foco em uma única relação romântica, onde esperamos encontrar todos os diferentes amores empacotados em uma única pessoa ou alma gêmea. A mensagem dos Gregos é para alimentar as variedades de amor e conectar-se às suas muitas fontes. Não procure apenas eros, mas cultive philia passando mais tempo com velhos amigos, ou desenvolva o seu ludus dançando noite afora.

Ademais, deveríamos abandonar nossa obsessão com a perfeição. Não espere que seu parceiro lhe ofereça todas as variedades de amor, o tempo todo (sob o risco de você poder negligenciar um parceiro que falhar em atender aos seus desejos). Reconheça que um relacionamento pode começar com bastante eros e divertido ludus, e então evoluir rumo a incorporar mais pragma ou agape abnegado.

Há também o pensamento consolador de que se você sente a falta de um amante em sua vida, ao mapear a extensão na qual todos os seis amores estão presentes, você poderá descobrir que tem muito mais amor do que jamais imaginou.

É hora de introduzirmos as seis variedades de amor Grego em nosso vocabulário cotidiano. Desta forma nos tornaremos tão sofisticados na arte de amar como somos quando pedimos uma xícara de café.

Roman Krznaric é um pensador cultural Australiano e co-fundador da The School of Life em Londres. Este artigo é baseado no seu novo livro, How Should We Live? Great Ideas from the Past for Everyday Life (BlueBridge). www.romankrznaric.com

Conscienciologia e viagens fora do corpo

Transcrição do vídeo da reportagem veiculada pelo Globo Repórter, edição de 29/11/2013.

Diante dos mistérios da vida, o homem olha para o céu em busca de respostas. Haveria, entre nossos sentidos – ver, ouvir, sentir – mais do que podemos comprovar? Nascemos e morremos. É sempre assim.

E, neste mundo agitado, materialista, pra onde vamos nós, quando a luz da vida se apaga?

Mistério. Difícil não citar a fé, as crenças – ou a falta delas – quando falamos de morte. O que nos vem à mente? Tristeza. Saudade. Medo. Seria mesmo o fim de tudo?

Porque a morte é cercada de tantos mistérios? E o que vem depois dela? Será que deixamos de existir por completo? Há vida além desta vida? E se existe, será que é possível se comunicar com quem já morreu? Perguntas no mínimo intrigantes. Mistérios que a ciência tenta explicar.

Nicole. Moça rica, bonita e com uma doença terminal. Tales. Jovem, conquistador, oportunista. Na novela “Amor à Vida”, o casamento planejado para ser um golpe se transforma em amor verdadeiro. Mas era tarde demais.

Como um sentimento poderia vencer a morte? Na ficção, Tales teve sua chance. E conseguiu reencontrar a amada. Mas e na vida real, encontros como este seriam possíveis?

O psicólogo Mário Oliveira acredita que viveu um encontro além da vida. Mário era um bem sucedido engenheiro eletrônico, no Rio de Janeiro. Depois de oito anos de namoro, ele e Cláudia decidiram se casar. Mas a felicidade durou pouco.

“Quando nós casamos. Ela veio a ter um diagnóstico de câncer. Um melanoma já grave, nas costas. E a indicação que os médicos deram é que ela iria morrer em seis meses”, lembrou Mário Oliveira, psicólogo. Cláudia não quis saber de hospital. Fez questão de ser tratada em casa, ao lado do marido. E viveu por mais dois anos. “Faleceu e a gente fica naquela situação, o que é a morte. Eu, como um engenheiro na época, não entendia o que era a morte”, contou Mário.

Mário perdeu o rumo. Se isolou de todos. Os meses foram passando, mas o tempo não apagava a dor. “O trabalho ficou bem aquém do que eu era antes. Quer dizer, volta e meia, me via só pensando nisso. Final se semana, minhas relações eram sempre com alguém pra poder desabafar”, disse o psicólogo.

Foi então que Mário conheceu a conscienciologia. Seus seguidores a consideram uma ciência. A conscienciologia acredita na reencarnação e no encontro de pessoas que já morreram. Seriam as chamadas viagens fora do corpo.

“Uma dessas vezes, treinando em casa, acordei, de manhã, bem cedinho, e voltei a dormir. Nesse interim, eu me vejo fora do corpo, próximo a cama e a minha ex-mulher ela se apresenta na minha frente e com um ramo de flores me entregando. E toda aquela angustia que eu passava que eu sentia aquilo foi esvaziado, sumiu, de uma hora pra outra. Aí, ela seguiu o caminho dela e a gente também, no meu caso, também segui o meu caminho”, revelou Mário.

Foi uma mudança radical. Mário não só deixou o emprego que tinha no Rio de Janeiro, como decidiu trocar de cidade e abandonar a engenharia. Queria estudar mais sobre aquele grupo que falava da existência de outras vidas e de encontros com espíritos. E foi parar em Foz do Iguaçu, no Paraná.

Lá, funciona o Centro Internacional de Conscienciologia, um lugar onde segundo os organizadores o ser humano a alma, o espirito, a inteligência, a consciência são os focos das pesquisas. Onde se tenta estudar o passado para entender o presente e também os sentidos do caminho entre a vida e a morte.

Na vizinhança do Centro de Conscienciologia, nomes estranhos como Cognópolis e Cosmoética identificam ruas e condomínios. São palavras novas, criadas pelos frequentadores do centro para explicar fenômenos estudados lá. Já seriam quase três mil novos verbetes.

O mestre desta nova ciência no Brasil é o mineiro Waldo Vieira. Formado em medicina e em odontologia, Waldo coordena 50 grupos de pesquisadores.

“Tudo tem uma causa. Todo efeito tem uma causa. Tem que ter uma causa primária, uma inteligência suprema atrás disso tudo. Quem é que sabe? Eu não sei. Você sabe?”, indagou Waldo Vieira, professor.

Durante dez anos, Waldo Vieira trabalhou com o médium Chico Xavier de quem se afastou por não concordar com dogmas do espiritismo. Mas a conscienciologia guarda muitas semelhanças com a doutrina espírita.

Os seguidores defendem que precisamos passar por várias vidas para que nossa alma consiga evoluir. E a receita deste progresso espiritual estaria em fazer o bem.

“Se você teve uma vida que você assistiu muita gente, você não volta para aquela procedência, você vai para uma comunex mais evoluída, que é uma comunidade extrafísica mais avançada. E assim que é a evolução”, afirmou Waldo Vieira.

O que se vê em um auditório não se trata de uma reunião de pessoas para um debate ou um grupo de estudo. Cada um tem um tipo de questionamento. A maioria deles já passou por experiências consideradas curiosas, estranhas, inexplicáveis. Será que lá elas estão encontrando o que procuram?

O professor de inglês, o neozelandês Jeffrey Lloyd, acredita estar no caminho certo. Jeffrey queria entender o sentido da vida e desenvolver um dom especial que diz ter desde a infância. “Eu percebo as energias do ambiente. Eu percebo as energias das pessoas”, contou Jeffrey Lloyd, professor de inglês. O professor trabalhava como consultor de uma empresa na Austrália quando decidiu se juntar aos pesquisadores da conscienciologia. Morando há um ano e meio em Foz do Iguaçu, ele afirma que a mudança valeu a pena. “Com o tempo, você fica muito calmo, feliz, satisfeito”, diz Jeffrey.

O ex-engenheiro Mário, o viúvo que se mudou para Foz e, agora, é psicólogo, também não tem mais dúvidas. Mário encontrou um novo amor, a Adriana, com quem acabou se casando. Para ela, nada nessa história seria por acaso. “Se a gente começa a pensar em múltiplas vidas, a gente vê que ninguém está se encontrando pela primeira vez. como provavelmente eu tenha uma relação até com a primeira esposa dele, então, é o grupo karma que vai se trocando ali. Então, isso acabou sendo de uma forma natural”, ressalta Adriana Lopes, professora.

Encarar com naturalidade a possibilidade de vida após a morte e buscar respostas para coisas que parecem indecifráveis são desafios que a conscienciologia tenta superar por meio de exercícios individuais. O Centro de Conscienciologia mantem 16 laboratórios para experiências individuais. Um, por exemplo, é o de retrocognições. Em uma sala, durante três horas e meia, a pessoa fica sozinha concentrada e faz uma espécie de viagem mental. Utiliza técnicas próprias que poderiam ajudá-la a lembrar, descobrir, o que foi em vidas passadas.

A publicitária Mabel Teles já passou por muitos destes experimentos. “Não sei exatamente que época era, mas eu me vi, mais de uma vez, eu era um garoto, e eu andava naquelas carroças antigas, e eu participava de uma trupe de saltimbancos”, lembrou Mabel Teles, publicitária. Mas Mabel admite: “A imaginação é sempre fértil. É por isso que é importante a gente tomar estes assuntos da paranormalidade, do parapsiquismo, de uma maneira bem tranquila, bem calma, bem ponderada, bem racional, pra que a gente consiga, vamos dizer, resultados mais concretos do que fruto apenas da nossa imaginação”, afirmou a publicitária.

Nossa imaginação pode superar todas as expectativas, mas será que é capaz de nos levar a viagens por outras vidas?

Dica de site: Consciencial.org

Dentre os trabalhos espiritualistas brasileiros contemporâneos, destaca-se o do casal Dalton Roque e Andréa Lúcia. Com uma abordagem lúcida, amorosa e didática, Dalton e Andréa são autores de vários livros e textos que compõem um trabalho original e de bastante profundidade consciencial.

O site mantido pela dupla disponibiliza inúmeros textos gratuitos, organizados por temas e esclarecedores de várias questões espirituais. Particularmente útil é a seção Para quem precisa de ajuda, onde estão reunidas muitas ponderações e dicas de assistência espiritual – para si e para os outros.

O portal Consciencial.org, que está também no Facebook, é um site amigo do blog Melhor Consciência e recomendamos aos nossos leitores que acompanhem este belo trabalho desenvolvido pelo casal de autores.

Segue abaixo um dos excelentes textos disponíveis no portal.

Não existe evolução espiritual sem autoconhecimento

Somos seres espirituais vivendo uma experiência humana. E é essa experiência que nos faz amadurecer. O que falta ao ser humano é separar-se do mundo externo e entrar em contato com o interior da consciência. Estamos nesse planeta-escola para aprender e mudar, mas, para isso, é necessário querer aprender e querer mudar.

Quando tomamos consciência da necessidade de mudar e nos dispomos a dar atenção a isso, já começamos a percorrer um caminho melhor. Para a mudança acontecer, é fundamental despir-se de to-da e qualquer convicção, dos velhos dogmas, e reconsiderar o que pensamos do mundo. Quando estamos em um novo patamar de valores e conceitos, significa que o novo é melhor que o anterior.

Percorrer o caminho da mudança faz com que tudo ao redor tenha um sentido que antes não era visto. Compreendemos que todas as pessoas podem nos ensinar algo importante.

O caminho do autoconhecimento é uma aventura de autodescoberta, mas não é uma viagem feita apenas de agradáveis momentos e, para percorrê-lo, tem de se estar disposto a enfrentar a revelação de todos os fantasmas interiores. Para isso, temos de descobrir e superar nossas deficiências.

A chave para tudo isso está dentro de nós. Podemos passar uma vida inteira com lamentações, sem planejamento e sem saber quais são os defeitos e qualidades; ou despertar, para desfrutar o maravilhoso mundo que existe dentro de nós.

consciencial

Ame sem pedir para ser amado de volta

Um esclarecimento espiritual sobre o real significado do amor.

(Capítulo 17 do livro “As Sementes da Felicidade” – de Omraam Mikhaël Aïvanhov)
Extraído e traduzido da edição Inglesa.

“O amor é um tópico que nunca se esgotará. Homens e mulheres podem eternamente falar a respeito dele sem se entediar. É como comer, beber e respirar; o homem não pode viver sem amar, sem falar e ouvir sobre o amor. Por milhares de anos, o amor tem sido o tema de canções, pinturas e livros. De fato, pensamos que um romance, peça ou filme que não tenha interesse no amor é insípido. E no entanto, o que os seres humanos realmente sabem sobre o amor? Não seriam a dor e o sofrimento do amor que eles conhecem melhor? E por que é assim? É porque, para a maioria das pessoas, a felicidade consiste não em amar, mas em ser amado. Claro, elas estão dispostas a amar um pouco também, mas estão convencidas de que é mais importante serem amadas. E se vocês duvidam do que digo, digam-me: por que não lhes é suficiente que amem? Por que sofrem tanto quando descobrem que a pessoa a quem amam não as ama, ou as ama menos do que esperavam? Elas esperam que o amor venha dos outros para que as faça felizes. E se ele não vem – ou se vem mas não dura – elas se sentem deprivadas. Elas não têm fé no seu próprio poder de amar, na força do amor dentro de si mesmas. Elas precisam que alguém de fora delas venha e lhes dê amor.

Suponha que você faça um novo amigo e, por um tempo, vocês se encontrem com frequência e troquem ideias, olhares afáveis e sorrisos amigáveis. Então, um dia, seu amigo está preocupado com alguma coisa, está com algum problema e tem menos tempo para encontrar com você, escrever para você ou falar no telefone. Você se sente decepcionado e triste porque você pensa que ele o abandonou, e começa a repreendê-lo: “Por que você não veio me ver? Por que não me ligou?” e daí por diante, até que ele fique cansado de ser perturbado. Bem, claro, é normal que você sinta que perdeu algo, mas se você não decidir mudar sua atitude, nunca estará livre do sofrimento. Se você quiser reconquistar sua alegria interna e sua paz, diga a si mesmo que você deve contar apenas com o seu próprio amor, e não esperá-lo dos outros. Enquanto você esperar ser amado, será dependente dos outros, e se os outros falharem em lhe amar ou amarem-lhe menos do que você gostaria – e eles estão no seu perfeito direito de fazê-lo – você sempre será infeliz.

A vida é de tal forma que nunca podemos ter certeza de nada, nem de eventos nem de pessoas. Elas irão às vezes pensar em você, mas elas têm muito maior probabilidade de esquecer você. E isto significa que a menos que você se ancore em algo estável dentro de você mesmo, você será constantemente sacudido e levado para fora do caminho. Sim, é hora de aprender a verdadeira natureza das coisas e compreender o que você deve fazer para ser feliz. E já que você precisa de amor para ser feliz, já que você sente que é quando ama que você floresce e recebe revelações, e já que você deseja que seu amor dure para toda a eternidade, ame sem pedir que seja amado. Se aqueles a quem você ama replicam a sua afeição, tanto melhor; agradeçam ao céu por isso, mas não conte com isso. Se você puder fazer isso encontrará felicidade, pois tudo dependerá de você apenas; você pode ter o que quer, o quanto quer e onde quer. Você será todo-poderoso, independente e terá o controle da situação.

A única coisa com a qual você precisa se preocupar é como manifestar seu amor de forma mais perfeita, como torná-lo mais puro, luminoso e abnegado, menos limitado. Esta é a única condição que deve ser preenchida para se ser feliz através do amor. Olhe para o sol, ele não espera ser amado; ele é assim radiante porque ama o mundo todo. Ele é livre; não espera nada dos outros.

De minha parte, compreendi há muito tempo que grande pesar e decepção me aguardavam se eu contasse com o amor dos irmãos e irmãs da Irmandade. Os pobrezinhos têm tantos problemas e dificuldades, tantos compromissos amarrando-os, que não têm tempo de pensar em mim. Vocês objetarão, ‘Mas eles realmente amam você; se você ouvisse o que dizem de você.’ Sim, eu sei. Eles me amam apenas enquanto não encontraram alguém mais para amar. Quando encontrarem outra pessoa, me esquecerão. É compreensível… um sujeito velho com uma barba que está sempre pregando sobre como deveriam respeitar as leis de Deus e se esforçarem, e que lhes dá uma boa esculachada de vez em quando. Bom, mal posso culpá-los se eles não acharem isso muito apetitoso. Não tenho ilusões quanto a isso. É por isso que sou o primeiro a praticar meu próprio conselho. Digo a mim mesmo que cabe a mim amá-los (mas não mostro a eles que os amo, do contrário tirariam vantagem do fato). E nessa decisão de amar não apenas or irmãos e irmãs, mas toda a criação, o sol, as estrelas, Deus ele mesmo e todas as hierarquias de criaturas luminosas superiores… é nisto que encontro felicidade, uma felicidade que é estável, fiel e verdadeira. Então, por que não fazer como eu faço?

O seu amor deve crescer em luz e compreensão. Não se limitem à dimensão dos sentimentos, pois sentimentos são personalizados demais. Compreensão também é necessária para viver a completude do amor. E é quando vocês decidem amar sem esperar serem amados em retorno que vocês serão verdadeiramente amados. Por quê? Porque, se as pessoas se sentem iluminadas e aquecidas pela sua presença, e ao mesmo tempo sentem-se completamente livres, como podem não amá-lo e achá-lo atraente?

E vocês verão por si mesmos: assim que vocês pararem de procurar pelo amor, ele os perseguirá. Ele os atormentará, na verdade. Você irá afastá-lo da porta de entrada e ele irá se enfiar pela chaminé. Assim que você parar de procurá-lo, ele aparecerá; mas quanto mais você procurar por ele, mais ele irá se esquivar de você. É como caçar a própria sombra; ela sempre foge e você nunca a pega. Sim, procurar amor dos outros é como caçar a própria sombra. Mas se você parar de caçá-la ela estará sempre ali, amigável e sorridente, ao seu lado. Quando você procura amor dos outros, você foca em algo extrínseco, algo fora de você mesmo, e o seu próprio amor lhe abandona. É simplesmente assim que as coisas são. Ao invés de procurar nos outros, portanto, tragam-no de dentro de vocês e dêem a eles. Desta forma o amor estará sempre presente dentro de vocês e vocês estarão no controle da situação.

E agora, se não quiserem acreditar em mim, é melhor prepararem seus lenços. Em todo caso, não faz tanto mal usar lenços, há coisas piores que isso. Algumas pessoas não se contentam com um lenço para enxugar suas lágrimas; preferem recorrer a uma faca, revólver ou veneno. Garanto a vocês, a maioria das tragédias é causada por amor, por uma noção errada do amor, pelo tipo de amor que sempre quer alguma coisa dos outros. Mas o amor do qual eu estou falando, o amor no qual os Iniciados habitam, rejuvenece-os e fortalece-os e os faz incansáveis, luminosos e belos. É um amor que dá vida eterna, ressucita e imortaliza.

Sim, quando o amor é apropriadamente entendido e manifesto ele possui poder extraordinário. Apenas o amor sabe todas as coisas; apenas o amor é capaz de remediar tudo; as forças que ele desencadeia e projeta são inimagináveis.

Diz-se que Deus é amor, mas quando se vêem as tragédias humanas causadas pelo amor, pode-se ver que ainda há muito trabalho por se fazer, um caminho montanha acima ainda muito longo para ser trilhado antes que as alturas do amor divino possam ser alcançadas. Mas por maior que seja o esforço requerido, vale muito a pena, pois o verdadeiro mago, o único mago que é verdadeiramente todo-poderoso, é o amor. Você deve convidá-lo a habitar dentro de você, para que, onde quer que você vá, assim como uma grande chama brilhando através de uma lâmpada, o seu amor brilhe e irradie tudo ao seu redor.”

Experiências Fora do Corpo: O Guia do Iniciante

Foi publicado, neste mês de Setembro, o e-book gratuito Experiências Fora do Corpo: O Guia do Iniciante, de autoria de Cesar de Souza Machado. O Guia do Iniciante tem por objetivo prestar esclarecimentos iniciais, básicos, sobre o fenômeno das experiências fora do corpo para quem pouco ou nada sabe sobre esse assunto.

O e-book está disponível para download no site do autor. Você também pode baixar clicando na figura abaixo:

Experiências Fora do Corpo

15 coisas que você deveria abandonar para ser feliz

Original em inglês por Luminita D. Sauvic. Publicado em português no blog Espalhe o Amor.

Há uma lista de 15 coisas que, se você desistir de todas elas, isso vai fazer sua vida ficar muito, muito mais fácil e muito, muito mais feliz. Nós nos prendemos a tantas coisas que nos causam tantas dores, estresse e sofrimento – e ao invés de deixá-las todas irem embora, agora… Ao invés de permitir que nós mesmos vivamos sem estresse e felizes… Nós nos agarramos a elas. Não mais. Começando a partir de hoje, nós desistiremos de todas essas coisas que não nos servem mais, e abraçaremos a mudança. Preparado? Aqui vamos nós:

1. Desista da sua necessidade de estar sempre certo

Há tantos de nós que não conseguem suportar a idéia de estarmos errados, querendo sempre estar certos, mesmo sob o risco de terminar grandes relacionamentos ou causar um grande nível de estresse e dor, para nós e para outros. Isso não vale a pena. Quando você sentir a necessidade “urgente” de entrar em uma briga sobre quem está certo e quem está errado, pergunte a si mesmo o seguinte: “Eu preferiria ser a pessoa certa ou a pessoa gentil? Que diferença isso vai fazer? O meu ego é realmente grande desse jeito?”

2. Desista da sua necessidade de controle

Esteja disposto a desistir da sua necessidade de sempre controlar tudo que acontece a você e em volta de você – situações, pessoas, eventos etc. Seja com seus amados, colegas de trabalho ou somente estranhos que você encontra na rua – apenas permita-os ser. Permita que tudo e todos sejam como eles são e você verá o quão melhor isso vai fazer você se sentir.

Ao se desapegar, tudo se torna realizado. O mundo é vencido por aqueles que se desapegam. Quando você tenta e tenta, o mundo se torna mais do que vencer.” (Lao Tzu)

3. Desista da culpa

Desista da sua necessidade de culpar outros pelo que você tem ou não tem, pelo que você sente ou não sente. Pare de dar seus poderes para outros e comece a assumir as responsabilidades da sua própria vida.

4. Desista da sua conversa interior derrotista

Oh, meu Deus! Quantas pessoas estão machucando a elas mesmas por causa das suas mentalidades negativas, poluídas e repetitivas? Não acredite em tudo que sua mente está lhe dizendo – especialmente se é negativista e auto-destrutiva. Porque você é melhor do que tudo isso.

A mente é um instrumento supremo se usada corretamente. Usada de maneira errada, no entanto, ela se torna muito destrutiva.” – Eckhart Tolle

5. Desista das suas crenças limitantes

Crenças a respeito daquilo que você pensa que pode ou não pode fazer, sobre o que é possível ou impossível. De agora em diante, você não mais irá permitir que suas crenças limitantes mantenham você paralisado no lugar errado. Abra suas asas e voe!

Uma crença não é uma idéia presa pela mente, ela é uma idéia que prende a mente.” – Elly Roselle.

6. Desista de reclamar

Desista da sua necessidade de reclamar sobre aquelas muitas, muitas, muuuitas coisas – pessoas, situações, eventos – que lhe fazem infeliz, triste e deprimido. Ninguém pode fazer você infeliz, nenhuma situação pode fazer você triste ou miserável, a não ser que você permita que isso aconteça. Não é a situação que dispara aqueles sentimentos em você, mas sim como você escolhe olhar para tudo aquilo. Nunca subestime o poder do pensamento positivo.

7. Desista do luxo das críticas

Abandone sua necessidade de criticar coisas, eventos ou pessoas que são diferentes de você. Nós somos todos diferentes, e mesmo assim somos iguais. Todos nós queremos ser felizes, todos nós queremos amar e sermos amados e todos nós queremos ser compreendidos. Todos nós queremos algo, e algo é desejado por todos nós.

8. Desista da sua necessidade de impressionar os outros

Pare de pensar tão seriamente em ser algo que você não é somente pra fazer os outros gostarem de você. Isso não funciona desse jeito. No momento em que você pára de tentar tão seriamente ser algo que você não é, no momento em que você tira todas as suas máscaras, no momento em que você aceita e abraça seu eu verdadeiro, você descobrirá as pessoas sendo atraídas por você, sem esforço algum.

9. Abandone a sua resistência à mudança

Mudar é bom. Mudar irá lhe ajudar a ir de A a B. Mudar irá ajudar você a fazer melhorias em sua vida e também na vida de pessoas à sua volta. Siga seu destino, e abrace a mudança – não resista a ela.

Siga o seu destino e o universo irá abrir portas para você onde antes só havia muros.” – Joseph Campbell

10. Desista das etiquetas

Pare de etiquetar coisas, pessoas ou eventos que você não entende. Páre de chamá-los “estranhos” ou “diferentes”. Tente abrir sua mente, pouco a pouco. As mentes só funcionam quanto estão abertas.

A mais alta forma de ignorância é quando você rejeita algo sobre o qual você não sabe nada.” – Wayne Dyer

11. Desista dos seus medos

Medo é só uma ilusão. Ele não existe – você o criou. Está tudo na sua mente. Corrija o seu interior e tudo no seu exterior irá se encaixar.

A única coisa que nós temos que temer é o próprio medo.” – Franklin D. Roosevelt.

12. Desista das suas desculpas

Coloque-as em um pacote e diga a elas que estão despedidas. Você não mais precisa delas. Um monte de vezes nós limitamos a nós mesmos por causa das muitas desculpas que usamos. Ao invés de crescer e trabalhar em melhorar nós mesmos e nossas vidas, nós nos tornamos presos, mentindo para nós mesmos, usando todos os tipos de desculpas – desculpas que 99,9% das vezes não são nem reais.

13. Desista do seu passado

Eu sei, eu sei. É difícil. Especialmente quando o passado parece tão melhor do que o presente – e o futuro parece tão assustador. Você deve levar em conta o fato de que o momento presente é tudo o que você tem e tudo que você terá na vida. O passado que você agora está buscando reviver – o passado com o qual você ainda sonha – foi ignorado por você quando ele era presente. Pare de se iludir. Esteja presente em tudo que você faz, e aproveite a vida. Afinal, a vida é uma jornada, não um destino. Tenha uma visão clara do futuro. Prepare a si mesmo, mas sempre esteja presente no seu agora.

14. Desista do apego

Este é um conceito que, para a maioria de nós, é tão difícil de compreender e eu tenho que dizer a você que isso era complicado pra mim, também. E ainda é… Mas não é mais algo impossível. Você fica melhor e melhor nisso com tempo e prática. No momento em que você desliga a si mesmo de todas as coisas, você se torna muito mais cheio de paz, tão tolerante, tão gentil e tão sereno… Isso não significa que você não dê o seu amor para estas coisas – porque amor e apego não têm nada a ver um com o outro. Apego vem de um lugar de medo, enquanto amor… Bem, amor real é puro, gentil e sem ego. Onde há amor não pode haver medo, e por causa disso, apego e amor não coexistem. Livrando-se do apego, você chegará em um lugar onde você será capaz de entender todas as coisas sem tentar. Um estado além das palavras.

15. Desista de viver sua vida através das expectativas de outras pessoas

Muitas pessoas estão vivendo uma vida que não é a vida delas. Elas vivem vidas de acordo com o que os outros pensam que é melhor para elas, de acordo com o que seus pais pensam que é melhor, pelo que seus amigos pensam, seus inimigos, professores, governo e até do que a mídia pensa que é melhor para elas. Elas ignoram suas vozes interiores, aquele chamado interno… Essas pessoas estão tão ocupadas em procurar agradar a todo mundo, preocupadas em atender as expectativas de outros, que elas perdem o controle de suas próprias vidas. Elas esquecem o que as torna felizes, o que elas querem, o que elas precisam… E, eventualmente, elas esquecem delas próprias. Você tem uma vida – essa aqui, agora – e você precisa vivê-la, apropriar-se dela e, especialmente, não deixar que a opinião de outras pessoas distraiam você do seu caminho.

Travelling light