O que ocorreu com a minha vida?

Por: Professor Frank

Depois de tudo o que vi, de todos os livros que li, das experiências que tive, das revelações que descobri; isso é o que resta de mim, uma sombra de todos os sonhos que não vivi.

Sempre acreditei que tinha uma missão, por isso, estudei tanto as religiões, viajei o mundo, escrevi até alguns livros, mas hoje, mal consigo pagar as minhas contas; o mundo me aperta, e não sou laranja, já não consigo produzir sumo, e o tempo vai passando e tento, agarrá-lo com o ralo da minha esperança que talvez algo mude, mas nada muda… se ao menos eu pudesse voltar a ser criança.

Sim, se eu pudesse voltar a ser criança, faria tudo de novo, mais tentaria me afastar das crenças alheias, e assim que idade eu tivesse para dizer não, se vontade eu tivesse, e só se vontade tivesse, eu estudaria tudo aquilo que estudei, mais não levaria tão a sério essa necessidade inútil de ser iluminado, afinal, se estou na Terra é porque tenho que trabalhar um bocado aqui, construir uma vida decente agora, para que eu possa continuar, do céu crente, mas com as contas pagas e com um rumo mais definido, para que ao menos, eu chegasse aos 64 menos ferido e mais realizado por ter vivido de fato.

Talvez saber toda essa espiritualidade possa me ajudar no céu, porém, aqui na Terra, infelizmente, não consegui tornar cotidiano toda essa teoria, e nisso, acho que perdi a chance de aprender a grande lição da espiritualidade que nos ensina tudo o que aprendemos sobre o Divino não serve para nada se não conseguirmos, na prática, ter uma vida melhor.

Professor Frankgraduado em Letras pela Unifai e pela Universidade de Cambridge com especialização em ensino e aprendizagem de língua estrangeira. Consultor em Atendimento ao Cliente, Liderança, Marketing e Outsourcing. Atua como Professor e Consultor de inglês desde 2005.

Túnel e porta no final

3 comentários em “O que ocorreu com a minha vida?”

  1. Professor Frank, gostaria humildemente de informá-lo que talvez haja um erro em seu texto. Depois de lido e corrigido sinta-se a vontade para excluir meu comentário. O propósito é alertá-lo, e não expor uma situação. O seguinte trecho apresentado abaixo possui erros no emprego da palavra “mais” ao invés de “mas”. Acredito que saiba disso, entretanto saliento que a palavra “mas” atua como uma conjunção coordenada adversativa, devendo ser utilizada em situações que indicam oposição, sentido contrário. E este é o caso das suas duas colocações.

    Já o vocábulo “mais” se classifica como pronome indefinido ou advérbio de intensidade, opondo-se, geralmente, a “menos”.

    Veja abaixo o emprego do “mais” de maneira errada:

    “…faria tudo de novo, mais tentaria me afastar das crenças alheias, e assim que idade eu tivesse para dizer não, se vontade eu tivesse, e só se vontade tivesse, eu estudaria tudo aquilo que estudei, mais não levaria tão a sério essa necessidade…”

    Sua mensagem é muito bonita.

    Saudações.

    Henrique.

  2. …profunda esta tua crônica.

    tenho atualmente na minha frente um
    exemplo vivo de que a teoria na
    prática é outra.

    meu marido, um homem de 65 anos,
    pregador dos ensinamentos esotéricos,
    uma pessoa que sempre tinha uma
    palavra confortadora para qqr
    problema do cotidiano,
    uma mente tranquila, centrada
    na razão e emoção,
    hoje, após um AVC Isquêmico
    que lhe roubou os movimentos
    de um lado do corpo, mesmo
    sem perder os sentidos
    cognitivos, diz pra mim
    que tudo que aprendeu na
    caminhada esotérica, é
    tudo inútil, de nada
    serve.

    ora…

    diante desta afirmação vinda
    de alguém a quem eu sempre
    ouví e respeitei, por acreditar
    na veemência de suas palavras,
    só posso questionar:

    em quem vamos acreditar,
    senão em nós mesmos?

    é para se pensar, não?

    abraços!!

  3. Gente, que contas são essas? Com todos esses títulos eu que sou pobre perto dele sou mendigo, acho que o nobre professor é muito modesto, escreve muito bem para quem fala uma língua estrangeira com propriedade, digo isto, pq o meu português que era ruim piorou depois que dominei até certo ponto o inglês. Religião, esoterismo etc. se você se deixa levar pela teoria como 99% das pessoas está fadado ao fracasso, pois acima de tudo religião e prática e nada mais nem menos, tem suas regras e o voto e pobreza é primordial. Ninguém precisa agradecer por estar doente, mas a resignação é o alvo principal da verdadeira religião neste mundo, esculhambar é humano, psicológico e normal e Deus não vai punir ninguém por isto pois quem peca contra si peca e Deus escolheu nós pecadores para entender isto. Se o nobre colega teve um AVC, aí é que é para mais do que nunca apelar para fé! Fé em que? no Dinheiro? posição de destaque no mundo? claro que não, pois ricos e famosos também não raro suicidam-se. Devemos procurar aquela fé que Jesus falou do tamanho de uma mostarda, mas que remove essas montanhas de Orgulho, Vaidade, Ilusão, falsos juízos estas coisas que pertencem a este mundo e não a nós. Então respeitemos Jesus: A Cesar o que é de César, a Deus o que é de Deus. O Doce Jesus lá na cruz agonizando perguntou ao Pai: porque me abandonaste. Perguntou porque era e é o Mestre dos homens e aprendiz de Deus. Não precisamos agradecer nossos infortúnios mas temos toda liberdade de perguntar: Pai porque nos abandonaste? Batei e as portas vão se abrir e quando elas se abrirem ouviremos a risada que Deus dá das tolices de seus pobres filhinhos se for da vontade d’Ele…

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