Diálogo sobre religiões durante uma projeção no plano mental

Trecho do livro A Viagem de Uma Alma, de Peter Richelieu.

Acharya disse-me que escolhesse um assunto sobre o qual desejasse conversar com um dos habitantes permanentes, para o que eu deveria enviar pensamentos ao éter, pedindo que alguém interessado naquele mesmo assunto entrasse em contato comigo. Sem pensar muito, escolhi, como assunto, as religiões comparadas. Imediatamente, através de formas-pensamentos, a resposta veio na forma de uma pergunta sobre a que religião eu pertencia. Meu pensamento respondeu que era a católico-romana, embora eu não fosse muito praticante. O pensamento-resposta disse que todas as religiões tinham seus usos, dado o fato de capacitarem pessoas que não podiam manter-se sozinhas a ter algo em que se apoiar e, na maioria dos casos, atuavam como guias em decisões que as pessoas deviam tomar durante a existência. Cada religião tivera início com um propósito específico, mas, basicamente, as verdades eram todas as mesmas.

Esse pensamento explicou que a tônica do Cristianismo era o amor, e que, de acordo com a sua filosofia, o homem só poderia evoluir através do amor por seu próximo e sendo tolerante para com as opiniões e ações dos outros homens. A religião iniciada pelo Senhor Buda era apenas uma filosofia, tão bela como a pregada por Cristo – sendo a sabedoria a tônica do budismo. Conforme seus ensinamentos, a coisa mais importante na vida é agir de acordo com a lei do carma, através da qual o homem sofre ou recebe benefícios segundo suas ações, pensamentos e palavras. A tendência dessa religião é eliminar a emoção. A grande religião conhecida como Hinduísmo, que foi revivida por Sri Krishna há cerca de dois mil anos, teve como tônica a limpeza e a conduta disciplinada. Seus membros ortodoxos faziam abluções especiais, a determinados intervalos. O Islamismo, fundado por Maomé, tem como tônica a coragem e, de fato, seus seguidores não carecem dessa virtude em particular. O Zoroastrismo, religião dos persas, foi evoluindo gradualmente, através das muitas encarnações de Zoroastro. O fogo era seu símbolo sagrado e sempre foi considerado elemento de purificação. A tônica dessa religião é a pureza. Seus membros chegavam ao ponto de dizer que o fogo não devia ser profanado para acender cigarros ou cachimbos.

Meu interlocutor criticava o proselitismo sob qualquer forma, e recomendou-me que nunca tentasse modificar a fé de uma pessoa, a não ser que estivesse perfeitamente seguro de que essa pessoa estava procurando algo novo e havia perdido o interesse pela religião sob a qual tinha nascido. Disse, ainda, que jamais pudera compreender um ateu, porque ninguém poderia estar seguro de que não havia vidas passadas ou futuras, mas que simpatizava com os agnósticos, que eram pessoas honestas, apenas desejosas de serem convencidas, caso encontrassem argumentos que as satisfizessem. Era uma pena essas pessoas não compreenderem que a maioria das doutrinas religiosas relacionadas com as condições não físicas jamais poderiam ser provadas através de experimentos no plano físico.

Eu gostaria de ter discutido sobre outros assuntos, mas meu guia disse-me que terminasse a conversação, pois a que tivera já era suficiente para uma noite e talvez muito mais do que poderia reter quando na consciência física.

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