Usando as emoções no caminho espiritual

Por Ram Dass.
Original em inglês no site do autor. Tradução por Melhor Consciência.

Como podemos usar nossas emoções de forma positiva em nosso caminho espiritual? Podemos olhar para a prática da chamada yoga devocional, ou Bhakti Yoga, como é chamada no Hinduísmo. Por exemplo, se a sua relação é, digamos, com Cristo – você poderia pegar uma imagem de Jesus e pensar sobre as qualidades da sua vida; as qualidades da sua compaixão; as qualidades da sua beleza de ser; e as qualidades do seu relembrar às pessoas sobre Deus. Você poderia olhar para aquele ser e ele geraria em você, se você o permitir, respostas emocionais.

Estas respostas emocionais são relacionais. São respostas cálidas, humanas, de Amor, de cuidado, de ternura. Então se você permanecer com aquela imagem de Jesus e continuar a estar com Jesus, você irá além dessas emoções em direção a uma forma mais profunda de estar com ele. De apenas estar com ele no sentido da presença. E aquela presença inclui mais e mais a essência do amor. Mas você passa pela porta de entrada emocional. Você usa o seu coração emocional como um veículo para adentrar aquela forma mais profunda de estar com Deus. Esta é uma forma.

Então existem outras formas de emoções que são geradas – como raiva, tristeza, alegria, todo aquele espectro de emoções. O que se cultiva é a amplitude, ou uma consciência que permite que você reconheça as emoções, e que retorna à palavra ‘apreciação’ novamente. Reconheça as emoções e permita-as, veja-as como parte da condição humana. Elas são como formas-pensamento sutis. Emoções são formas-pensamento realmente sutis. E todas elas emergem em resposta a alguma coisa. Elas são reações que vêm. Se alguém fizer ‘assim’, você tem uma certa resposta emocional. Se fizer ‘assado’, você tem uma resposta diferente.

Você pode sentir o quão reativas suas emoções são a situações. Então você cultiva uma quietude em você mesmo que apenas assiste a essas coisas indo e vindo, surgindo e indo embora. E você aprende a não agir com suas emoções, mas apenas apreciá-las e permiti-las. Essa é parte da forma com que você as utiliza espiritualmente. Espiritualmente, você não age com as suas emoções. Você apenas as reconhece. Você não as nega, no entanto. Você não as derruba. Você reconhece que está com raiva, mas você não precisa dizer “Ei, estou com raiva”. Isso é diferente. Mas você a reconhece; você não a nega. Esta é a chave.

Portanto, a forma que você utiliza emoções como o amor e o cuidado é em práticas devocionais, você as direciona para Deus. E quanto aos outros tipos de domínios emocionais, você os testemunha, você se senta com eles e os assiste mudar, ir e vir, mas você não os nega – você permite que eles sejam queimados na luz da consciência. Porque isso é parte da sua condição humana.

Quando falarmos sobre serviço, vocês verão como lidamos com o sofrimento. E verão que ele desperta emoções intensas. E o seu coração está partido. E você deve deixar o seu coração se partir. Mas você cultivou um outro plano de realidade que é aquele que observa e permite; e por detrás de tudo está a qualidade da equanimidade. Então, as emoções funcionam melhor quando você também tem um outro plano que não é emocional, andando junto com ele, na verdade. Porque perder-se na sua reatividade emocional apenas cava um profundo buraco kármico. Mas permitir a sua humanidade, faz realmente parte. Permitir a sua humanidade.

Prece para os Anjos dos Quatro Elementos

Prece retirada e traduzida de A New Earth: Methods, Exercises, formulas, prayers (Uma Nova Terra: Métodos, exercícios, fórmulas, preces. Tradução livre).
Autor: Omraam Mikhaël Aïvanhov.

Senhor Deus todo-poderoso, criador do céu e da terra,
O mais clemente e misericordioso Pai,
Envie-me seus quatro anjos:
O Anjo da Terra, o Anjo da Água,
O Anjo do Ar e o Anjo do Fogo;
Que a Sua vontade possa se manifestar em mim.

Que o Anjo da Terra possa levar todos os dejetos do meu corpo físico e entregá-los à terra, para que ela os absorva e os envie de volta para mim em forma de saúde e pureza.
Que ele possa limpar todo o meu corpo, para que a vida flua abundantemente por minhas veias e artérias.
Que todo o meu ser possa ser livre, leve e sem cargas, para que o reino de Deus e sua justiça se estabeleçam na terra, e a era dourada raie entre os homens.

Que o Anjo da Água possa lavar todas as manchas do meu coração.
Que o amor abnegado possa habitar em meu coração, trazendo-me felicidade, alegria e bem aventurança.
Que meu coração possa ser puro, transparente e claro como um cristal, para que o reino de Deus e sua justiça se estabeleçam na terra, e a era dourada raie entre os homens.

Que o Anjo do Ar possa purificar o meu intelecto com um influxo de sabedoria e luz.
Que o meu pensamento possa se tornar lúcido, perspicaz e radiante, para que o reino de Deus e sua justiça se estabeleçam na terra, e a era dourada raie entre os homens.

E que o Anjo do Fogo, que não é senão o Anjo do Sol, possa santificar a minha alma e o meu espírito.
Que a verdade absoluta possa penetrar todo o meu ser.
Que minha alma e espírito possam conhecer a vida eterna e ser uma morada para a onipotente criatividade divina, para que o reino de Deus e sua justiça se estabeleçam na terra, e a era dourada raie entre os homens.

Amém, amém, amém.

Que assim seja, que assim seja, que assim seja.

Há mais no morrer do que mostram as aparências

Martha Atkins é uma pesquisadora, aconselhadora e consultora norte americana para assuntos de morte e luto.

Estudou práticas intuitivas e cura energética por mais de 20 anos e divide, na palestra a seguir, um pouco de sua experiência e insight a respeito de fenômenos amplamente testemunhados por familiares de pessoas que viveram seus momentos finais nesta encarnação.

Os depoimentos relatados por Martha são muito tocantes e evidenciam a continuidade da vida após a morte.

Projetado com Grays

Relato de projeção astral por Saulo Calderon

Recife, 20 de novembro de 2014.

Bom dia, amigos.

Venho aqui relatar uma das experiências mais marcantes pra mim.
Raramente tenho contato como esse e acho que aconteceu devido aos questionamentos que havia feito no momento de deitar.

Fui deitar por volta das 23 horas, mas ainda fiquei na cama acordado e fazendo técnica pelo menos uma hora. Durante o processo fiquei pensativo sobre a dificuldade em sair do corpo, a dificuldade na comprovação das experiências e também na forma como mantenho os projetos do GVA, meio que sozinho e na necessidade de sair do corpo para continuar reforçando o que falo. Tem momentos que chegava a pensar em parar o projeto de divulgação para poder melhorar minhas projeções. Pesquisar mais, ir mais a fundo em mim mesmo, buscar respostas mais precisas, formas melhores de abordar… Fiquei nesses questionamentos enquanto mexia as energias.

Nem percebi quando as energias se intensificaram, quase havia perdido a consciência.

Senti o estado vibracional muito fortemente e também os zumbidos intracranianos. Esses são repercussão da atividade cerebral ainda relativamente alta e também do deslocamento da consciência de um veículo de manifestação para outro, o que causa, além disso, espasmos musculares, o queixo balançando, os olhos tremendo… Sim, é quase uma semi-epilepsia, devido ao corpo físico perder contato com o comando e o cérebro estar conectado com os acontecimentos.

Levantei do corpo e parei ao lado da cama!

Normalmente não se faz isso, pois somos puxados de volta. Mas eu estava tão questionador que sentei numa cadeira no quarto e fiquei calmamente olhando para meu corpo e o da esposa dormindo. Faço isso eventualmente, fico ali questionando até onde isso não era uma ilusão, uma criação cerebral, algum tipo de fuga ou loucura. Mas encontrava minha consciência vigilante dizendo que não, que aquilo era real e estava lúcido fora daquela bolota gorda de carne.

Fiquei pensando no quanto somos apagados, no que poderia fazer para melhorar isso. Questionei tão alto nos pensamentos que quase podia ouvir:

Por que apagamos desse jeito?

Num Universo tão grande como esse, por que somos seres tão pequenos?

Por que não sabemos de algo tão simples como está aqui?

Nessa hora senti uma força me chamando. Uma força íntima incrível me pediu para voar pela janela. E fiz.

Decolei pela janela do quarto e peguei altura. Senti minha consciência abrir muito fortemente e a liberdade espiritual me deu uma alegria sem tamanho! Voava e sentia o vento batendo no meu rosto astral. ERA DELICIOSO!

Voei até chegar numa praia e pousei ali. Olhei para o céu, para as estrelas e fiquei admirando! Lembrei do meu corpo deitado e falei em voz alta:

– Cuidado não voltar para lá, mantenha as emoções calmas!

Então vi uma luz no céu bem forte. Ela se movimentava e parecia me chamar, senti que era para seguir e assim fiz. Percebi que ela parou e quando me aproximei fui sugado em sua direção por uma força impressionante. A sensação que tive foi de 1000 vezes a força da gravidade no meu corpo, não tinha como se defender daquilo e parei de lutar, deixei que acontecesse enquanto tentava manter o emocional calmo.

Quando cheguei perto vi que era um tipo de nave, mas não consegui identificar a forma. Percebi que estava num ambiente cheio de luz azul por todo lado e logo pelo menos uns 20 ETs estavam me cercando. Eu era maior que todos eles, eram os grays, com certeza eram eles.

Eram lindos! Seus corpos brilhavam muito e perguntei: Vocês estão em astral, né?

Recebi uma resposta mental: “Não, nós não usamos o corpo astral da forma como você imagina, mas uma manifestação de energia para ficar na mesma frequência.”

E não perdi tempo, comecei a questionar, mesmo sentindo que de alguma forma eles tentavam acalmar minha mente para que não perguntasse coisas que eu não poderia entender. Por favor, queria perguntar, não me neguem isso e nem a oportunidade: Por que é tão difícil assim vencermos as barreiras e sabermos da continuidade simples da vida?

Senti um amor muito grande deles por mim no momento que fiz essa questão. Foi como se fosse um filho que começava a acordar, como se eles estivessem tentando ajudar há tempos e só agora conseguissem algum tipo de resposta de nossa parte, e veio uma resposta mais ou menos nessas palavras na minha mente, mas a sensação era de uma voz mais alta que se fosse em áudio:

“Vocês estão crescendo muito, mal percebem como já melhoraram! O tempo de um contato com irmãos de outras galáxias se aproxima. Estão chegando na fase onde não vivem mais somente para si mesmos. Algumas informações já estão sendo passadas em todo o planeta em dimensões como essa que estamos agora. Intuições estão chegando em todo lugar e novos acessos logo estarão disponíveis. A uma criança não se pode permitir toda ação. Logo vocês conhecerão que a consciência é o veículo de viagem. O homem hoje tenta a todo custo chegar no seu corpo de carne em algum lugar, isso não é possível. Esse tipo de energia pertence somente a esse planeta. Assim como está aqui conosco viajando, perceberão em breve que a forma de viajar pelo universo é através da consciência e isso só é possível quando já se tem gravado em si mesmo a ética, o respeito e o sentimento elevado e isso gera uma inteligência para acessar locais como esse.”

Então é por isso que estamos tão apagados?

“Todos nós somos apagados e acessamos aquilo de acordo com o despertar interno. Logo estarão prontos e terão acesso na tecnologia para irem além. Não desista de continuar tentando.”

E perguntei: Como acessei vocês? Raramente venho em experiências como essas. Como vocês sabem, nosso mundo é muito carente e a maioria das poucas oportunidades que tenho são para ajudarem nossos cidadãos em zonas inferiores, ainda perdidos em si mesmos.

“Seus questionamentos foram ouvidos. Todos são ouvidos, somos muitos aqui, a maioria não consegue lembrar do contato e são atendidos inconscientes . Os poucos que lembram acabam por criarem uma lembrança ruim, pelo instinto natural do medo que ainda estão envoltos.”

Recebi um verdadeiro abraço daqueles seres. Todos me rodearam e me abraçaram, transmitindo um amor sereno. Tão sereno que eu não cabia em mim. Era uma felicidade sem tamanho. Nada poderia explicar o amor deles por nós.

Na verdade eu me sentia um pet amado de um jeito incomensurável por sua família. Foi exatamente assim que me senti, um pequeno cachorrinho cuidado com o maior dos amores já visto, pois eu sabia que eles me olhavam de um jeito superior, onde entendiam que eu não poderia compreender o que eles sabiam. Mesmo eu estando ali, consciente fora do corpo, tendo vencido a barreira do corpo físico, eu ainda era para eles um menino, uma criança, um bebê, onde trocavam as fraldas e me abraçavam com um amor fora de série.
Dei as mãos para dois deles e um me pediu para me ajoelhar e tocou minha testa com sua mão brilhante, tentei ainda perceber quantos dedos aquele “papai” tinha, mas não consegui.

Só abri os olhos no corpo físico totalmente arrepiado e com saudades deles. Ainda percebi as energias fortíssimas no ambiente. E o vazio total. Meus “donos” haviam ido. Senti-me num canil com vontade de chorar, risos. Mas acalmei o coração e entendi o meu tamanho e importância por aqui. E respondi a mim mesmo:

Faça a sua parte, Saulo! Faça a sua simples parte. Continue adiante, questionando e dando o seu melhor por onde passar.

E você que lê esse texto, o que espera?
O que tem pensado em relação à sua passagem por aqui?
O que tem feito?
O que tem refletido?

Não estamos sós nessa jornada, não MESMO!
Não desista de ser uma boa pessoa e trazer a maior das bagagens: SER UMA PESSOA ÉTICA!

Vale a pena ser sincero e honesto por um motivo simples: Aonde quer que você vá, você estará levando essa força dentro de você. Faça disso a sua presença. E VOE dentro de si mesmo!

Que saudade do povo cabeçudo e dos “Zoião”. São nossos irmãos maiores e aguardam o nosso despertar interior. E já trabalham nos bastidores ajudando a gente de uma maneira que nem imaginamos…

Muita paz e LUZ dentro de você.

Saulo Calderon

Música: a respiração da alma

“Tudo na natureza canta e vibra; todas as criaturas emitem vibrações que se espalham ao seu redor em forma de ondas musicais. É por isto que é verdadeiro dizer que tudo na natureza é música. Há música em um riacho que corre, no murmúrio de uma fonte, no pingar das gotas de chuva, no rugido de uma catarata e no incessante fluxo e refluxo das ondas do oceano. Há música na voz do vento, no sussurro das folhas e no gorjeio dos pássaros. E a música da natureza constantemente acorda e estimula o sentimento musical no homem, acendendo nele o desejo de se expressar por meio de um instrumento musical ou através da música. Quando o homem sente a necessidade de comunicar seus sentimentos e emoções é para a música que ele se volta mais espontaneamente; quando ele quer expressar seus sentimentos religiosos mais profundos ele se volta para a música; todas as suas alegrias e tristezas, seu amor e toda experiência profunda é expressada na música.

A música é a respiração da alma e da consciência do homem. É através da música que a alma se manifesta no mundo. Quando a consciência superior do homem for despertada, quando ele desenvolver a sua capacidade de perceber as realidades mais sutis, ele começará a ouvir a grande e gloriosa sinfonia que reverbera através do espaço de uma ponta a outra do universo, e ele compreenderá o significado mais profundo da vida.”

(Omraam Mikhaël Aïvanhov, em Creation: artistic and spiritual)

Um belíssimo exemplo de criação musical elevada é o trabalho do guitarrista norte americano Eric Johnson. O clipe a seguir é da inspirada música de sua autoria When the Sun meets the Sky. E logo abaixo, o trecho de uma entrevista com o músico abordando o papel da espiritualidade no seu processo criativo.

Entrevistador: Você nota alguma diferença na sua abordagem da arte na medida em que vai ficando mais velho?

Eric Johnson: Hoje eu sinto que tenho mais distrações. Eu tenho a impressão que a vida era mais simples quando eu era criança. Pode ser apenas uma fase, não sei. Quando você é mais jovem existe um certo elemento de paixão e energia que vem gratuitamente – você acorda de manhã e já o possui. Quando você envelhece você precisa trabalhar um pouquinho para manter essa paixão viva e essa ética de trabalho. Pra mim vale muito a pena. Mas eu preciso fazer um esforço. Por paixão eu quero dizer sentir-se novo, permanecer aberto e não se fechar naquilo tudo que você tem sido, que foi definido pelo seu passado. Quando éramos crianças não éramos tão definidos pelo nosso passado, apenas absorvíamos tudo no momento. E essa é a melhor postura criativa que se pode ter. É importante manter-se dessa forma enquanto você vai envelhecendo. Quando você se prende em toda a história, fica mais desafiador.

Entrevistador: Uma coisa que se destacou quando você era jovem foi a sua disciplina – a meditação, os exercícios espirituais, o tempo que você se dedicou ao seu instrumento. É uma parte central da sua vida?

Eric Johnson: Sim, é.

Entrevistador: Você ainda medita?

Eric Johnson: Sim, eu tento fazer todo dia.

Entrevistador: Quais são os benefícios da meditação?

Eric Johnson: Como seres humanos estamos sempre tendo que visualizar. Com os nossos sentidos, aquilo que vemos, aquilo que ouvimos, estamos sempre colocando pra dentro. Então sempre que não estamos dormindo, e até enquanto estamos dormindo, estamos sempre pensando sobre as coisas, escutando coisas, olhando para as coisas. Tem um bombardeio sem fim disso, que parece que se torna 10 mil estações de rádio ligadas ao mesmo tempo. Então às vezes é bom passar um pouquinho de tempo apenas tentando desligar de tudo isso e voltar a uma fonte dentro de você mesmo, onde você não está sendo bombardeado por isso. Temos essa fonte 24 horas por dia, apenas é difícil para nós estarmos alinhados com ela porque estamos sempre ocupados recebendo todas essas informações. E isso se torna um hábito. Em função da nossa constituição biológica, estamos sempre ampliando, gravitando em torno e desejando tudo isso. Então é quase uma situação sem saída. Jogamos a rede de pesca e puxamos de volta toda essa cacofonia. E então nos perguntamos porque temos a cacofonia, mas ainda estamos jogando as redes de pesca. Então tem a ver com tentar quebrar esse ciclo. É interessante, muitas pessoas são bem adeptas a meditar ou a permanecer nessa fonte, e eu nunca alcancei nenhum grande status fazendo isso. Mas apenas em almejar ou tentar sentar sozinho e ficar quieto por 15 minutos ou 2 horas ou qualquer tempo que você queira, você recebe uma abundância de benefícios, independentemente de você ser bom nisso ou não.

Entrevistador: Uma de suas músicas na noite de ontem, “Promised Man”, mencionava Deus. Você acredita que tem um Deus de alguma forma?

Eric Johnson: Sim, acredito.

Entrevistador: O que você acha que acontece depois que alguém morre?

Eric Johnson: Fala-se tanto sobre o que acontece. As pessoas falam das mesmas coisas – elas vão por um túnel, elas veem a luz. Deve haver alguma simetria, porque tantas pessoas falam sobre isso. Muitas passam por situações em que a vida corre risco e de repente elas estão olhando para baixo e vendo os seus corpos. Se fosse apenas um caso, ou se fossem diferentes casos com diferentes experiências, seria diferente, mas existe uma sincronicidade em tudo isso, eu acho que há alguma coisa. Eu não sei. Eu acho que algumas pessoas têm experiências em que elas percebem que são mais do que os seus corpos físicos – isso enquanto elas ainda estão vivendo aqui. Eu acho que em último caso, quando formos para onde iremos, vamos perceber que somos mais do que o nosso corpo físico.

Entrevistador: Imagine que você está nesse momento de transição. Lá está Eric Johnson caminhando pelos portais do paraíso e o guardião do paraíso lhe dá uma guitarra e diz: “Ok Johnson, você precisa tocar uma música para eu ver se você vai entrar ou não”. O que você tocaria?

Eric Johnson: Ah, caramba. Eu provavelmente tocaria “May This Be Love” do Jimi Hendrix. Ou tentaria!

Dr Hernande Leite sobre emoções e doenças Físicas

(entrevistador) O que é exatamente a Consciencioterapia, e o que é a aplicação da Conscienciologia?

(Dr Hernande Leite) Trocando em miúdos, a Consciencioterapia é a terapia da consciência. Agora, o que é a consciência pra gente? A partir do momento em que a pessoa passa por essa experiência da quase morte, ela descreve fora do corpo, ela tem emoção fora do corpo, tem racionalidade e grava aquilo, e passa aquela memória para a memória física e depois descreve, a gente parte do pressuposto que o corpo emocional, as emoções da pessoa, a racionalidade e a memória dela não são um produto do cérebro físico. Não sendo do cérebro físico ele passa a ser desse corpo espiritual, do perispírito, ou do psicossoma, como a gente chama. Então se uma pessoa tem um trauma de uma vida anterior e ela renasce, provavelmente esse trauma está gravado e vai passar para o inconsciente. A psicologia trabalha com esse inconsciente. Só que as terapias convencionais elas trabalham esse inconsciente dentro de uma determinada vida, como se o inconsciente fosse construído no período do nascimento e no período da infância. A gente considera toda essa parte inconsciente e todo esse arcabouço de trauma emocional, que ele já vem armazenado de outras vidas. Então você precisa dar um significado pra esses traumas e fazer com que a pessoa reinterprete essa questão desses traumas visando o objetivo de nascimento que ela tem, que a gente chama de programação existencial, e que muita gente chama na religião de missão. Então a gente direciona mais esse tipo de tratamento, para que a pessoa trabalhe esses traumas e ela se desenvolva aqui para poder cumprir essa programação existencial, ou essa missão que ela veio fazer aqui.

(entrevistador) Eu não sei se é uma aberração o que eu vou dizer mas eu estou traduzindo por auto-hereditariedade, ou hereditariedade de si mesmo.

(Dr Hernande Leite) Isso, nós chamamos de para-genética. A para-genética são aqueles aspectos que a pessoa tem do pensamento dela, e do sentimento, que interferem no próprio corpo físico. A gente sabe, a medicina psicossomática estuda e já trabalha há muito tempo com o impacto da emoção nas doenças físicas. Ou pioram o quadro, ou seja, agudizam a doença crônica ou tem muitas coisas que a pessoa começa a desenvolver, até sintomas que a pessoa tem (o que se chama de somatização), sem ter uma doença física. Então isso daí a medicina já trabalha muito bem, tem essa especialidade da psicossomática. A psicologia trabalha que esse lado do inconsciente é formado a partir do nascimento, enquanto que a gente trabalha com esse aspecto, ou seja, a partir do momento em que eu morrer, que eu passar para uma outra dimensão, eu vou conservar a minha maneira de pensar e a maneira de sentir. Ou seja, se a pessoa é uma pessoa rancorosa ela guarda esse aspecto de rancor dentro da própria personalidade dela. Então a personalidade dela não é um produto do cérebro físico, a personalidade é um produto que muita gente considera como um aspecto espiritual, e a gente considera como consciencial, daí que vem o nome Conscienciologia.

Hernande Leite é médico cardiologista e professor de Conscienciologia.

Entre o que somos e o que podemos ser

Por Samantha Sabel

Há pelo menos quinze anos nessa vida tenho tido contato com muitas ponderações conscienciais espiritualistas vindas de várias fontes. Essas ponderações me mantêm em saudável conexão com os altos ideais espirituais, aqueles a que todos devemos almejar em benefício próprio e para a melhoria coletiva da humanidade.

A espiritualidade me inspira a melhorar no dia a dia, motivando-me a viver com uma melhor consciência das coisas e a trabalhar com afinco sobre os defeitos que consigo identificar na minha própria personalidade. Personalidade no sentido dado por Aïvanhov, que na esteira de diversas tradições espirituais afirma que o homem possui uma natureza inferior, a personalidade – composta pelos níveis físico, astral e mental – e uma natureza superior, a que chama de individualidade, onde reside nossa latente sabedoria espiritual, composta dos níveis causal, búdico e átmico.

Não quero deixar dúvidas, portanto, de que considero a sabedoria espiritual o bem mais precioso que alguém pode carregar em sua consciência. Mas tenho sentido, ultimamente, que pode surgir uma armadilha psicológica quando compreendemos profundamente os altos ideais espirituais tão difundidos hoje em diversos meios. Essa armadilha é conhecida entre os buscadores sinceros e auto exigentes, que amam os ideais que estudam e que não toleram auto enganações; aqueles que estão empenhados em fazer a espiritualidade acontecer de verdade, para si, nos pequenos e grandes momentos da própria vida.

O melhor nome que consigo encontrar para tal armadilha é “opressão”. Sim, há vezes em que, de frente para a infinita distância que me separa do ideal que almejo para mim e para os outros, me sinto oprimida pela minha própria falibilidade. E a opressão, diferente da motivação, é um entrave: paralisa-nos, deixando-nos sentindo inadequados e incapazes, visto que enfatiza nossas dificuldades e aquilo que não conseguimos ainda ser nem alcançar. A opressão não é espiritualmente produtiva.

Um alto ideal pode, dessa forma, ser opressor. Melhor dizendo, uma consciência clara das próprias faltas somada a uma atitude sincera de busca dos altos ideais trazem no seu bojo o risco da opressão auto depreciativa.

O sentimento que deriva desse quadro, no meu caso particular, é o da tristeza. Fico triste e cansada quando entro nesse modo, constatando minha pequenez e não sabendo direito o que fazer com ela. É como se a consciência tocasse a região de beleza e perfeição que tanto admira, para em seguida se olhar no espelho e ver que vai demorar muito, mas muito tempo mesmo para chegar lá. E bate um desânimo com a própria lentidão e com a própria limitação frente às verdades espirituais que o coração já aceitou sinceramente.

As áreas para melhoria pessoal, do ponto de vista espiritual, são muitas. Existe uma forma espiritualmente ideal de se alimentar, de cuidar do corpo, de se emocionar, de pensar, de sentir, de se relacionar, de se manifestar, e por aí vai. Os degraus de aprendizado que precisamos galgar em cada uma dessas áreas são infinitos. A opressão perante tal vastidão é fruto da impaciência com os próprios erros, que repetimos inúmeras vezes, assim como da pressa em se chegar a pontos evolutivos vindouros que requerem ainda o acúmulo de mais experiência.

Os antídotos para esse modo subjugador parecem ser a paciência e a compreensão, não apenas para com os outros, mas também para consigo mesmo. Por outro lado, deve-se estar atento ao perigo da indulgência nociva, que leva à preguiça de melhorar. Então, como frequentemente se dá, a solução está no ajuste correto entre duas polaridades; nesse caso, os extremos da opressão e da idulgência.

Há que se ter também uma grande dose de amor, por si e pelos outros: estimar o pouco que já se conquistou e encarar a montanha que ainda falta pela frente de forma tenaz, porém tranquila.

Ajudou-me muito ouvir de um colega espiritualista, outro dia, o conselho de adotar a tática dos “passos de bebê”, alegrando-se com os pequenos feitos sem cair na armadilha da auto depreciação. E como esse simples insight me trouxe uma grande força apaziguadora, resolvi compartilhá-lo aqui, grafando essas palavras, esperando que possa ser também de alguma utilidade para outros buscadores.

A natureza ardente de uma vida valorosa

Por Samantha Sabel

“Seja quem você está destinado a ser, e colocará o mundo em chamas”.

Se você já tiver experimentado o sentimento de estar em sintonia com seu projeto de vida mais profundo, você reconhecerá quanta verdade existe nesta frase de Catarina de Siena. Alguns de nós nunca chegam a compreender qual é realmente o propósito de nossa vida, porque este tipo de percepção requer uma grande dose de auto observação, honestidade consigo mesmo e coragem para agir de acordo com nossas aspirações mais íntimas. Não são todos que gostam da ideia de encarar as profundidades do próprio ser, e nem todos apreciam os riscos dos caminhos incertos de uma vida criativa. De minha parte, acredito que um bom grau de auto consciência e a coragem para criar o próprio destino, tomando riscos e decisões muitas vezes difíceis, são duas das poucas coisas realmente necessárias para se levar uma vida boa e que vale a pena.

Voltando à frase de Catarina de Siena, que provavelmente é uma adaptação de “Se você for o que você deveria ser, você incendiará toda a Itália!” (Carta T368 a Stefano Maconi), eu iria adiante e diria que este fogo, que “incendeia o mundo”, deriva da incandescência do “ser” pessoalmente realizado. Neste processo, o “ser” em si mesmo é “incendiado”. Pensando em termos de energias, a sensação pode ser até mesmo fisicamente sentida: quando você faz aquilo que ama fazer e aquilo para o que nasceu, seu ser inteiro treme de excitação, como se estivesse pegando fogo, mas de uma forma controlada, construtiva e produtiva. Você se sente lúcido, incansável, alerta e empoderado. Você sente o impacto positivo de suas ações justas nos outros e nos seus arredores, e recebe feedback maravilhoso, sem solicitar. É uma experiência muito gratificante e, quando acontece, você sabe que está no caminho certo para se tornar mais feliz na medida em que avança naquela direção.

Não sou católica, tampouco crente em santidade institucional, mas isto não diminui a veracidade do que de Siena falou. A ideia possui ressonância com os conceitos psicológico e espiritual de auto-realização. Mas o mais importante é que pode ser facilmente verificada pela experiência vivida.

É importante dizer que um projeto de vida não é necessariamente um empreendimento grandioso e notável. Pode ser algo completamente anônimo e simples, como ser uma boa mãe para o seu filho. Mas em todo caso, envolve tornar-se alguém melhor e ajudar outros a fazerem o mesmo, em qualquer escala que seja. Não pode haver satisfação genuína em buscas egoísticas ou puramente materialistas.

Os sinais inequívocos de que você está cumprindo sua missão na vida – ou vivendo uma vida boa, que vale a pena – são contentamento pacífico, uma crescente alegria de viver, e uma necessidade de compartilhar o amor que você sente com os seres vivos que o acompanham na jornada. Existe uma grande e permanente fonte de Vida, Sabedoria, Amor e Alegria que ultrapassa nossas personalidades individuais e nos conecta a todos. Nossa missão, qualquer que seja a sua forma ou tamanho, sempre envolverá limpar nossos canais internos para permitir que estas águas divinas fluam livremente, atravessando-nos em direção aos outros.

Esta é a razão pela qual a mudança mais poderosa que alguém pode fazer é a mudança de si mesmo. Livrar-nos de tudo que nos divide e diminui – medo, dúvida, ódio, intolerância, arrogância – e nutrir nosso ser superior – nossa capacidade de amar, confiar, compreender e cuidar – tanto em nós mesmos quanto nos outros, são as duas chaves para tornar-se quem você está destinado a ser. E também para, de forma irresistível e cativante, colocar o mundo – incluindo você mesmo – em chamas.

As Três Grandes Leis da Magia

Capítulo 11 do livro O Livro da Magia Divina, de Omraam Mikhaël Aïvanhov. Traduzido da edição Inglesa.

A Lei dos Registros

Pode ser que você duvide da existência de Deus, que você não acredite nem em anjos nem em demônios, tampouco em céu ou inferno, mas há uma coisa da qual ninguém pode duvidar, de que nossos pensamentos, sentimentos e ações são todos gravados tanto dentro como fora de nós, de que todos eles deixam um rastro. O conhecimento desta lei é a base de toda a vida moral e espiritual porque, se tudo é gravado, não podemos mais nos permitir fazer, pensar, sentir ou desejar o que quer que nos apraza sem discriminação, pois tudo traz certas consequências.
Claro, me dou conta de que essa ideia é nova para muitos. É normal que seres humanos, tão inteligentes, experientes e tecnicamente avançados, gravem coisas; todos sabemos disto. Basta ver todas as imagens, palavras e músicas que já foram gravadas. Mas como pode a natureza gravar coisas? É em questões como esta que se pode ver o quão ignorantes são os seres humanos. A verdade é que nada existe no mundo visível que não já exista no mundo invisível. A inteligência cósmica é pioneira no campo dos registros. Na verdade, Ela foi muito além do homem; os registros que Ela faz são muito mais sutis do que o homem poderia sonhar conseguir. Para proteger os Seus arquivos, a inteligência cósmica gravou tudo que aconteceu na história do universo. É por isto que toda a criação, a terra, as montanhas, e acima de tudo, as pedras, foram desenhadas para gravar e preservar essa história.
Todo evento que acontece reflete e deixa traços em todos os objetos em sua vizinhança, traços que jamais podem ser apagados. Estes traços podem estar enterrados sob camadas e camadas de eventos posteriores, mas eles continuam a existir e é possível redescobri-los. São eles que são conhecidos como Registro Akashico. Mas como seres humanos nunca desenvolveram as faculdades que os permitiriam decifrar estes registros e entender o universo, eles produzem uma infinidade de hipóteses e elaboram teorias que são obrigados a abandonar, uma após a outra, quando provam ser inexatas.
Não apenas os grandes eventos da história do universo são gravados, mas todos os eventos menores de nossas vidas cotidianas também são resgistrados. Tudo que fazemos em nossas casas deixa uma impressão, uma imagem, um negativo fotográfico. A memória de tudo que foi dito ou feito vive, no plano etérico, nas paredes, na mobília e outros objetos, e um médium ou alguém muito sensível pode ver e decifrar tudo.
Deixamos nossa impressão em tudo que tocamos; na verdade, mesmo que não toquemos em nada, nossa simples presença, as emanações de nossos corpos físico e astral, é o suficiente para deixar um rastro no ambiente. Mesmo quando não fazemos nada além de passar por um lugar ou encontrar pessoas casualmente, deixamos traços que podem ser bons ou ruins, luminosos ou escuros. É por isto que é tão importante trabalharmos sobre nossos pensamentos e sentimentos de forma a melhorá-los e purificá-los, pois sabemos que não é apenas pelas nossas ações que fazemos o bem ou o mal, mas também por nossos pensamentos e sentimentos.
Mas antes de serem gravados e deixarem sua impressão no mundo fora de nós, nossos pensamentos e sentimentos são gravados e deixam a sua impressão dentro de nós. É por isto que alguém que nutriu sentimentos de inveja, egoísmo e maldade por um longo tempo, acaba sendo paralisado e envenenado pelas marcas escuras e viscosas que esses pensamentos e sentimentos deixaram dentro dele.
A prova de que tudo é registrado pode ser vista no fato de que as pessoas repentinamente relembram, dúzias de anos mais tarde, um incidente de sua infância. Alguém que tenha escapado por pouco da morte em um acidente, por exemplo, nos contou que viu sua vida se desenrolando ao contrário diante dos seus olhos, como se fosse um filme sendo projetado a uma velocidade estonteante. Como pode que nada daquele registro tenha se perdido?
Uma vez que você conheça esta lei dos registros, você é obrigado a ser razoável e prudente e evitar cometer quaisquer atos repreensíveis porque, mais cedo ou mais tarde, não apenas tais atos emergem à superfície da sua consciência e lhe obrigam a se arrepender, mas alguns eventos e fenômenos bem desagradáveis podem resultar deles. Sim, pois não apenas tudo é gravado como, em virtude da lei da afinidade, seus registros maléficos produzem efeitos maléficos em ambos os mundos visível e invisível; eles interrompem a ordem dos seus átomos e elétrons e atraem forças hostis que irão, um dia, atacar e consumir vocês.
Certamente, muitas pessoas aceitam a noção da lei dos registros, mas não é suficiente aceitar que ela existe. Vocês devem levá-la em conta, na prática, em suas vidas diárias. Onde quer que vá e o que quer que faça, cuide para deixar apenas rastros luminosos atrás de você. Você está caminhando ou dirigindo por uma estrada: abençoe aquela estrada e peça que todos que passam por aquele caminho possam receber paz e luz e ser guiados para o caminho correto. Por que contentar-se em viver inconscientemente e gravar nada além de sujeira e desordem? Por que não tentar trabalhar como o sol que incessantemente impregna o universo com sua luz e calor, sua vida e generosidade? Procure não se deixar ser guiado para atividades negativas, caóticas e destrutivas nunca mais; procure aprender como se comportar perante a criação e todas as criaturas. E em todos os lugares e sempre, o que quer que toque e onde quer que vá, lembre-se de deixar marcas de luz e amor de modo que, mais e mais, todos os seres humanos possam vibrar em uníssono com o mundo divino.

A Lei da Afinidade

Aqueles que estudaram a relação que existe entre seres humanos e o cosmos descobriram que existe uma correspondência absoluta entre eles. Cada vibração tem uma tendência de buscar e se unir a uma outra vibração da mesma frequência, e isto significa que todas as criaturas, por meio de suas vibrações particulares e comprimentos de onda, estabelecem contato com outros seres, entidades e forças do mesmo comprimento de onda e da mesma frequência de vibrações, onde quer que estejam no universo. Por meio de seus pensamentos, sentimentos e ações, portanto, o homem busca e atrai para si, por afinidade, as regiões e criaturas visíveis e invisíveis que vibram no mesmo comprimento de onda. Mas, como seres humanos são ignorantes quanto a estas verdades, eles fazem o que quer que sua tendência lhes dite e depois se surpreendem de se encontrar em dificuldades terríveis.
Suponham que temos uma mesa, aqui, na qual colocamos vários diapasões, apenas dois dos quais do mesmo comprimento. Se começarmos a vibrá-los, um após o outro, cada um dará um som diferente, até que cheguemos aos dois idênticos; então, assim que fazemos um deles vibrar, o seu gêmeo responderá, sem ser tocado, e produzirá a mesma nota. Vocês todos são familiarizados com este fenômeno, mas nenhum de vocês sabe o quão importante a lei por detrás dele é para nós. Sim, pois o exato mesmo fenômeno ocorre entre seres humanos e tudo o que existe no universo. Se você tentar ter apenas pensamentos luminosos, desinteressados, e sentimentos puros e generosos, graças à lei da afinidade você atrairá entidades e elementos do espaço afins, e desta forma, você receberá mais e mais ajuda e apoio.
A luz da ciência iniciática dá a cada um de nós o poder de criar o tipo de futuro que queremos. E se aprendermos a cultivar estados mais elevados de mente e alma, nada jamais será capaz de nos separar dos seres lindos, luminosos e nobres dos quais almejamos estar junto.
Muitos de vocês estão freqüentemente desorientados e infelizes, e como vocês não sabem como se libertar do seu tormento, vocês se resignam a ele. Por que não ir e pedir ajuda daqueles que poderiam lhes dar? Eles estão ali, em todos os lugares, muito perto de vocês; se ainda não os estão ajudando de fato é porque vocês não sabem como pedir a eles. Se quiserem que os ouçam, vocês devem tentar ter ao menos um bom pensamento, um bom sentimento, fazer ao menos uma ação desinteressada. Quando você faz isso, começa a vibrar na mesma freqüência destes seres superiores, e percebendo isso, eles serão obrigados a vir e ajudar vocês.
Seus próprios pensamentos, sentimentos e ações determinam exatamente que tipo de elementos, forças e seres serão despertados, e eventualmente, atraídos do espaço até vocês. Este é a lei da afinidade; é uma das grandes leis da magia e vocês devem governar suas vidas por ela. A cada dia, quando vocês sentem que certos pensamentos e sentimentos estão tentando se infiltrar, digam a si mesmos: `Este pensamento ou sentimento necessariamente tem uma afinidade com elementos de um certo tipo no espaço. Se eu me associar a eles, estarei atraindo algo bom ou algo ruim?’ Se você vir que o resultado será bom, vá em frente; se não, tenha cuidado.
Como eu tenho freqüentemente dito, nós somos como peixes em um oceano. Muitos tipos diferentes de peixes vivem nos mares e oceanos e cada um retira da água os elementos que correspondem à sua natureza particular e os usa para formar o seu corpo: o tamanho, o formato da cabeça, a largura e comprimento do seu corpo, o tipo de cauda e a cor e o brilho ou opacidade de suas escamas são todos determinados pelos elementos que absorve. E é exatamente o mesmo para nós: somos peixes nadando no oceano da vida, e somos o que somos por causa dos elementos que formaram nossos diferentes corpos (físico, astral, mental, etc.) Você pode encontrar alguém, por exemplo, que tem uma deficiência em todos os níveis: esta é uma conseqüência de suas encarnações prévias durante as quais, seja por ignorância ou má intenção, ele atraiu entidades e correntes negativas que agora o estão atormentando e atrasando sua vida. E vocês encontrarão outros que, pelo contrário, atraíram elementos superiores durante suas encarnações prévias e que agora são seres bonitos, inteligentes e capazes que são amados e admirados por todos. Então vocês vêem como é importante conhecer a lei da afinidade e começar a trabalhar imediatamente para atrair do oceano do espaço partículas tão brilhantes e luminosas que todos os aspectos do seu ser interior possam começar a melhorar.

A Lei do Retorno

Tudo na vida pode ser estudado de inúmeros pontos de vista diferentes: físico, químico, astronômico, político, financeiro e assim por diante, e cada ponto de vista é válido. Mas até que vocês estudem as coisas do ponto de vista da magia vocês não conseguem entender a única coisa que realmente importa. Sim, se vocês não sabem qual efeito as coisas têm em nós, como objetos e eventos nos influenciam, vocês ainda não sabem a única coisa que realmente importa. Pois tudo na natureza: sol e estrelas, plantas, pedras e animais, tudo que existe, nos afeta e influencia.
E as ações dos seres humanos, seus olhares, gestos e palavras, também são mágicas. Infelizmente, muito poucas pessoas estão conscientes dos efeitos que produzem; elas gesticulam, jogam olhares trevosos e dizem todo tipo de coisas negativas, sem sequer perceber que o cosmos é uma tábua de ressonância imensa e que todas as suas manifestações ricocheteiam nela e voltam para atingi-los. Se você estiver cercado de montanhas e você grita: ‘Eu te amo!’, você ouvirá o eco, ‘Eu te amo, amo amo.’ E o mesmo fenômeno ocorre em todas as áreas de nossas vidas: não apenas toda causa é seguida por um efeito, mas também, como a lei da resposta por eco demonstra, o que quer que você faça consequentemente se vira de volta a você. Isto é o que chamamos, também, de lei do retorno.
As consequencias de nossas ações não são sentidas imediatamente; elas começam por afetar outras pessoas, nossa família e amigos, por exemplo. Às vezes, de fato, elas afetam pessoas que estão muito longe e a quem sequer conhecemos mas que recebem as ondas produzidas por nossos pensamentos, sentimentos e ações.
Deixem-me dar-lhes outro exemplo, aquele do experimento de Gravesande que é, estou certo, familiar a todos vocês. Um número de esferas são penduradas lado a lado em fileira, tocando umas às outras. A primeira bola na ponta é puxada e então deixada cair de volta no lugar onde, é claro, atinge a segunda bola. Mas então algo surpreendente acontece: aquela segunda esfera e todas as outras na fila, à exceção da última, permenecem estáticas; a última bola salta para fora em um ângulo relativo à sua posição original. Este fato é muito importante: é a última bola na série que sofre os efeitos do choque e balança para fora, enquanto todas as outras permanecem imóveis, agindo simplesmente como transmissoras.
Basta refletir por um momento para encontrar um número de aplicações desta lei em nossas vidas. Os diferentes países e grupos sociais no mundo representam uma fileira de esferas ligadas entre si num sistema; se um deles comete um crime, qual bola será levada a balançar para fora da linha? Em outras palavras, qual sofrerá as conseqüências? A última da série. Mas não sabemos qual é a última.
Agora vocês entendem a natureza da ligação que existe entre os homens. Você acha que pode fazer isso ou aquilo sem sofrer por isso. Talvez, por enquanto; mas outros, aquele representados pela última bola na série, serão afetados. E isto é verdadeiro para o bem tanto quanto para o mal. A primeira bola pode dizer para si mesma: ‘atingi meu vizinho e nada aconteceu’. Sim, ela pode pensar que nada aconteceu, mas não sabe que a última bola na série foi afetada.
E isto não é tudo. A última bola recebe o choque e balança para fora, mas então cai de volta no lugar e reproduz o mesmo fenômeno em reverso: as vibrações são transmitidas através de toda a série de bolas, e uma vez mais, é a vez da primeira se deslocar para o lado e de volta novamente. Em outras palavras, a primeira bola sente o movimento contrário de sua ação original.

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Isto significa que todos os nossos infortúnios se originam de falhas que cometemos no passado, seja nesta vida ou em encarnações prévias: os efeitos que estamos sentindo hoje são simplesmente o retorno. Qualquer um que tenha tempo de estudar a questão e verificar isto por si mesmo será obrigado a reconhecer que esta é uma lei infalível.
Você quer ser amado? Tudo que tem a fazer é amar. Aquele que ama desencadeia forças no universo, e um dia, estas forças retornarão para ele. Mesmo que quisesse evitá-las, ele não poderia: todos irão amá-lo. As leis que governam a agricultura são idênticas. Na realidade, pode-se dizer que a agricultura foi baseada na lei do retorno: “Você colhe aquilo que você semeia”. E para cada grão de trigo que você semeia você colherá dez. Vêem? Quando vem de volta, é amplificado. De agora em diante, portanto, sejam muito cautelosos não apenas quanto aos seus atos, mas também seus pensamentos e sentimentos e desejos porque, embora embora sejam outros que precisem absorver o impacto deles num primeiro momento, no longo prazo são vocês que serão prejudicados.

Como Manter a Consciência Espiritual no Mundo Material

Por Huberto Rohden – trecho extraído do livro Rumo à Consciência Cósmica

O maior dos problemas da vida humana não é, propriamente, o contato consciente com o mundo espiritual, pela contemplação, de que falamos. O problema dos problemas está em como manter acesa a consciência espiritual no meio das materialidades do mundo cotidiano.

A meditação não é um fim, mas é um meio.

Por via de regra, depois de estabelecer o contato consciente com o Eu divino, deve o homem regressar ao plano dos seus afazeres profissionais, trabalhando em qualquer setor honesto da vida humana – a não ser que outra seja a sua missão peculiar.

Esse regresso, porém, é meramente externo, funcional; internamente, experiencialmente, continua o homem a viver no “reino dos céus”, na sua consciência crística “eu e o Pai somos um”.

Mahatma Gandhi, quando convidado para se isolar numa caverna para manter sua espiritualidade respondeu que ele trazia dentro de si essa caverna sagrada. Todo homem deve ter, dentro de si, o seu céu portátil, mesmo em pleno inferno do mundo profano. Sua alma deve ser uma Vestal a alimentar o fogo sagrado no altar da Divindade.

Para que o regresso externo ao mundo das coisas profanas possa ser realizado sem detrimento da sacralidade interior, requer-se que o homem esteja firmemente consolidado na experiência do seu centro divino.

Essa consolidação e solidez consiste na compreensão experiencial da verdade última sobre si mesmo, a consciência inabalável de que a última e mais profunda Realidade do homem é Deus, o Infinito, o Eterno.

[…]

Enquanto o homem conhece apenas a lei escravizante do seu ego, não pode viver livre no meio dos escravos, puro no meio dos impuros, e fará bem em tentar viver puro longe dos impuros, livre longe dos escravos, sacro longe dos profanos. Mas, se algum dia descobrir a verdade libertadora sobre si mesmo; se descobrir o seu Eu divino, ultrapassará todas as leis da escravidão e ingressará na zona da verdade libertadora. E assim, plenamente liberto, poderá viver no meio dos escravos sem perder a sua liberdade. Levará consigo o seu nirvana espiritual ao meio de todos os sansaras materiais. Se o pode ou não pode, isto depende unicamente do nível da sua consciência, do grau de intensidade com que ele experimentou a verdade libertadora sobre si mesmo.

A linguagem de cada dia revela o estado de consciência do grosso da humanidade. Quando o homem diz “eu estou doente”, ou “eu sou inteligente”, ou ainda “eu fui ofendido”, identifica-se com algo que não é ele, mas que apenas tem, identifica-se com o seu ego, esquecido do seu Eu, que não pode estar doente, que não é apenas inteligente, que não pode ser ofendido.

Há milhões de anos que a humanidade vive nessa ilusão de se identificar com o seu ego periférico. E cada homem individual vive durante alguns decênios nessa mesma ilusão.

Por isto, é difícil ao homem quebrar os grilhões tradicionais, habituar-se à verdade libertadora do que ele é, realmente, o seu Eu, a sua alma, o espirito de Deus que nele habita.

É necessário que o homem se liberte dessa hipnose coletiva, que Jesus chama “o dominador deste mundo, que é o poder das trevas, e que tem poder sobre vós”.

Para conseguir a conquista desse “tesouro oculto” e realizar a “única coisa necessária” é indispensável que o homem pratique, frequentemente, o exercício de “dissociação” do seu ego, a fim de poder ouvir a voz do Eu, que só se manifesta em profundo silêncio.

O ego vive no ruído.
O Eu habita no silêncio.

É necessário que o homem reserve, para esse silêncio auscultativo, uma parcela das 24 horas de cada dia. O mundo chamado civilizado costuma assinar ao homem 8 horas para o trabalho, 8 para o sono e 8 para o descanso e os divertimentos. É evidente que com semelhante programa, marcaremos passo a vida inteira e não sairemos, jamais, do círculo vicioso tradicional.

Meia hora de manhã cedo e, possivelmente, meia hora à noite, é o tempo necessário para que o principiante adquira um início de experiência espiritual. O melhor período da manhã é entre 4 e 6 horas. É indispensável, ao principiante, que faça esse exercício de interiorização num lugar onde não seja perturbado. Os ruídos da natureza – do mar, dos ventos, dos passarinhos etc. – não perturbam o silencio; mas qualquer voz humana causa interferências disturbantes.

É favorável preludiar a meditação com uma música suave e concentrativa.

Quando o meditante entra na zona de contemplação, todas as músicas humanas são dispensáveis; basta-lhe a música cósmica do Universo.

[…]

Somente quem atingiu o zênite da contemplação espiritual, e se habituou a viver nela como em seu ambiente natural, é que pode, sem perigo, regressar ao mundo das escravidões sem sucumbir à escravidão antiga. Uma vez que conheceu vitalmente a verdade sobre si mesmo, está a tal ponto liberto de todas as inverdades do ego que pode viver puro no meio dos impuros, livre no meio dos escravos, porque a consciência de ele ser a “luz do mundo” lhe conferiu definitiva imunidade. A luz é a única realidade incontaminável; pode penetrar todas as impurezas sem se tornar impura.

É esta a meta suprema da meditação e da contemplação.