Auld Lang Syne, um poema escocês sobre amizade

Auld Lang Syne é um tradicional poema musicado escocês atribuído a Robert Burns, que celebra tempos passados e laços afetivos de longa data. Burns enviou este poema a um amigo em 1788. Na carta ele dizia se tratar na verdade de uma música muito antiga do folclore escocês, anotada por ele enquanto ouvia um homem idoso cantá-la.

Nas culturas de língua inglesa, Auld Lang Syne é tocada em cerimônias que simbolizam despedidas e encerramentos de ciclos, sendo considerada canção típica das celebrações de ano novo. A música é uma expressão sincera de amizade, evocando uma reflexão sobre o passado e enaltecendo as relações estabelecidas.

O vídeo foi produzido com imagens de amizade, amor e confiança, ao som de uma bela versão de Auld Lang Syne do duo escocês The Cast (Mairi Campbell e David Francis). A legenda traz a letra original, e logo abaixo seguem as traduções para o inglês moderno e para o português brasileiro.

Auld Lang Syne (Days Long Ago) Velhos tempos
Should old acquaintances be forgotten
And never be remembered?
Should old acquaintances be forgotten
For days long ago
Deve uma antiga amizade ser esquecida
E nunca ser relembrada?
Deve uma antiga amizade ser esquecida
Pelos velhos tempos
(chorus)
For days long ago, my dear
For days long ago
We’ll drink a cup of kindness yet
For days long ago
(refrão)
Pelos velhos tempos, meu caro
Pelos velhos tempos
Ainda beberemos um copo de bondade
Pelos velhos tempos
(chorus) (refrão)
We two have run about the hills
And pulled the daisies fine
And we’ve wandered many a weary mile
Since the days long ago
Nós dois corremos pelas colinas
E colhemos as margaridas
E vagamos por um bom e cansativo pedaço
Desde os velhos tempos
(chorus) (refrão)
We two have paddled in the stream
From morning sun till dinner-time
But the broad seas have roared between us
Since the days long ago
Nós dois remamos no rio
Do sol da manhã até a hora de jantar
Mas os grandes mares rugiram entre nós
Desde os velhos tempos
(chorus) (refrão)
And here’s my hand, my trusty friend
And give me your hand too
And we will take an excellent good-will drink
For the days of long ago
E aqui está a minha mão, meu amigo fiel
E me dê sua mão também
E beberemos um excelente copo de bem-querer
Pelos velhos tempos

Rica e Infeliz

Por Luiz Carlos Prates

“Só se leva desta vida a vida que a gente leva”. Ouvi muito essa frase quando era guri, muito. Grosso modo, a frase não pode ser contestada. E há outra frase que diz que “O caixão funerário não tem gavetas, nada se leva nele…”

Digo isso, leitora, para lembrar que muitas pessoas passam pela vida juntando objetos, símbolos, como se eles justificassem a vida. Claro que viver desse modo contradita o primeiro ditado, aquele que diz que desta vida só se leva a vida que a gente leva.

Venho ao assunto depois de acabar de ler a seguinte manchete: – “Leilão de joias de Elizabeth Taylor”.

A notícia contava sobre um lote com 80 peças de joias da imensa coleção de preciosidades da famosa atriz. Avaliação inicial: R$ 210 milhões. Elizabeth Taylor, bonita como a lua, não viveu, apenas passou pela vida juntando joias que ela “tirava” dos maridos, foram oito…

A coleção da atriz não se pode encontrar nem mesmo nas mais famosas e ricas joalherias do mundo, era algo singular pela raridade, pela diversidade e pelos artísticos e valores das peças.

Valeu a pena? Um colar caríssimo no pescoço de uma mulher não a garante feliz, o colar é apenas um adereço. A felicidade está na alma, no coração. Mas o ser humano é imensamente estúpido, prende-se às mundanidades materiais imaginando que por elas vai ser feliz. Se fosse assim, Elizabeth Taylor teria sido a mais feliz das mulheres, ou quase isso.

O mundo, os nossos amigos, nós mesmos estamos, mais das vezes, vivendo o equívoco de buscar nas farturas materiais a felicidade que só pode ser encontrada na simplicidade e no desapego à matéria.

Se a Elizabeth Taylor tivesse passado pela vida usando um anelzinho de camelô talvez fosse muito mais feliz. Ou feliz, o que ela me pareceu nunca ter sido.

VIDA
Elizabeth Taylor enquanto viveu conheceu fama, riqueza e especiais distinções. Mas foi infeliz. Quem casa oito vezes não conheceu a felicidade, não a felicidade do tempo, do conhecimento de outra pessoa, do olhar juntos o mesmo horizonte, o horizonte dos sonhos, dos planos. Elizabeth escondeu-se nas joias para encobrir sua pobreza existencial. Quantas iguais a ela, talvez até lendo agora estas linhas…?

VÍCIOS
O leilão de joias da Elizabeth Taylor fez-me voltar a lembrar dela. E de outras iguais a ela. Bonita, muito bonita, o que para uma mulher é quase tudo, mas pode ser quase nada. Foi viciada em drogas, bebeu demais. As drogas escondem fraquezas, medos e infelicidades. As drogas são sintomas, jamais causa.

SER
É o “ser” que nos faz felizes. O “ter” nos pode em alguns aspectos anestesiar com as banalidades e os supérfluos da vida. Mas quando fechamos a porta do quarto e a sós nos miramos no espelho da alma, sentimos um imenso vazio quando só o que vemos é o ter, e quase nada do ser. Ser enriquece mais que ter.

 

Luiz Carlos Prates, é psicólogo por opção e jornalista por vocação. Possui em sua bagagem, 50 anos de carreira, dos quais completa em 2011, 30 anos de mídia catarinense.

Joia coração

Falando sobre erros e lições, na lata IV

Por Companhia do Amor, A Turma dos Poetas em Flor.

Recebido espiritualmente por Wagner Borges.

(Papo Direto e Coisas da Vida)

Cada dia é um novo recomeço…
E, se você quiser crescer, essa é a dica.
Aliás, por que mudar algo?
O fato é que o mundo está abarrotado de gente infeliz.
Então, não aumente essa conta com o seu caso.
Você não é vítima de nada!
E aquela Luz continua em seu coração, como sempre…
E, por mais que você faça por onde, ela não se apaga.
Mas, você pode se iludir e impedi-la de irradiar mais.
Ou melhor, falando claro: quando você age como casca grossa.
Aí, meu camarada, não tem jeito. Realmente a coisa fica feia em você.
E, se alguém aprontou com você, problema da pessoa (e do carma dela).
Cabe a você fazer a sua parte – e superar… E tocar a bola de sua vida.
Cada um é cada um! Mas a sua reação diante das coisas é sempre sua.
Se você fica chateado, isso prejudica a você mesmo – e enfeia o mundo.
Porque, meu chapa, você, de cara amarrada, é feio de dar dó.
E ai de quem ousar filmá-lo nessa hora… Porque pensará que você é uma fera.
Mas, os espíritos o conhecem bem, de muitas vidas. Sabem com você é, na real.
Por trás dessa carranca está um garoto frágil e com medo de amar.
É isso mesmo… E quem o conhece bem, sabe que você é um tigre de papel.
Aliás, quando você chora escondido, pensa que os espíritos não veem?
O mundo espiritual inteiro sabe quem você é… Então, pare de embaçar o jogo.
Assuma suas coisas e seja você mesmo. Tenha coragem de amar e ser feliz.
Escute mais o seu coração. Não seja inflexível com nada. E ouse abrir sua mente…
E aqueles seus amigos – que só lhe dão conselhos infelizes -, caia fora deles.
Porque eles negam a Luz dentro deles mesmos – e vão negar a sua também.
E você sabe bem que a vida não é só isso que você vê e sente – é muito maior.
Nada tema, meu jovem! Para de valorizar os seus problemas – agora mesmo.
Você não tem um problema sério demais… Aliás, sério é só você.
Porque, ainda bem, as coisas são mais simples do que você imagina.
Escute mais quem lhe quer bem e dê valor a quem lhe ama realmente.
Não fuja do Amor, isso é impossível. E o seu coração sabe disso!
E nem peça a Jesus para ajudá-lo nisso, pois Ele já tem muito o que fazer.
E nem incomode os espíritos com suas tolices. Se resolva, meu chapa!
E nada de encher a cara de novo. Chega de lambanças e arroubos emocionais.
Sua mãe já não aguenta mais. E o seu pai, coitado, tenta nem pensar no seu caso.
E você, em lugar de olhar o sofrimento deles, só escuta os seus amigos infelizes.
E, por causa das preces de sua genitora, o Papai do Céu mandou a gente aqui.
E nós falamos o que é preciso, na lata! Sem circunlóquios e sem dourar a pílula.
Tome jeito, rapaz! Saia do seu mundinho arrogante e olhe a Luz de frente.
E isso é dentro do seu coração, onde o Amor o espera… Logo, assuma sua vida!
E, só então, nem mais nem menos, nós lhe daremos a mensagem que você pediu.
Até lá, vamos ver como você acerta as coisas (ou como o carma lhe acerta).
E nós lhe desejamos só coisas boas. E que, finalmente, o Amor o arrebate…
Tenha a coragem de enfrentar a si mesmo e ouse ser feliz.
Fique em paz, meu chapa! E dê uma banana para o seu orgulho.

P.S.:
Você pediu uma ajudinha aos espíritos.
Mas quem fez a prece foi sua mãe.
E foi por ela, não por você, que nós viemos.
Porque o Papai do Céu quis assim.
Foi pelo Amor dela, não pelo seu orgulho.
E, agora, vê se cresce de uma vez…
Ame. Se ilumine. Se resolva. Assuma!
E não se esqueça dessa Luz no seu coração.
Aceite-a. E, por favor, seja feliz.
Para que, da próxima vez, o papo seja outro…
Papo de Amor e coisas de poesia.
Coisas de poeta, além da vida mesma.
Vida além da vida… Coisas do Papai do Céu.
Papo de espíritos legais, da Luz.
Papo de coisas além… Só do Bem.
Coisas legais, sim, como sempre.

Vamos nessa!

E que o Papai do Céu abençoe sua vida.

- Companhia do Amor -
A Turma dos Poetas em Flor.

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 07 de dezembro de 2011.)

Nota de Wagner Borges: Muito embora esse recado dos espíritos da Companhia do Amor esteja direcionado para uma pessoa específica, penso que o mesmo poderá ser útil para reflexão de outras pessoas – inclusive, eu mesmo. Então, estou disponibilizando-o em aberto para todos.

Francisco de Assis

Meditação em um instante

Fonte: One Moment Meditation

Diálogo sobre religiões durante uma projeção no plano mental

Trecho do livro A Viagem de Uma Alma, de Peter Richelieu.

Acharya disse-me que escolhesse um assunto sobre o qual desejasse conversar com um dos habitantes permanentes, para o que eu deveria enviar pensamentos ao éter, pedindo que alguém interessado naquele mesmo assunto entrasse em contato comigo. Sem pensar muito, escolhi, como assunto, as religiões comparadas. Imediatamente, através de formas-pensamentos, a resposta veio na forma de uma pergunta sobre a que religião eu pertencia. Meu pensamento respondeu que era a católico-romana, embora eu não fosse muito praticante. O pensamento-resposta disse que todas as religiões tinham seus usos, dado o fato de capacitarem pessoas que não podiam manter-se sozinhas a ter algo em que se apoiar e, na maioria dos casos, atuavam como guias em decisões que as pessoas deviam tomar durante a existência. Cada religião tivera início com um propósito específico, mas, basicamente, as verdades eram todas as mesmas.

Esse pensamento explicou que a tônica do Cristianismo era o amor, e que, de acordo com a sua filosofia, o homem só poderia evoluir através do amor por seu próximo e sendo tolerante para com as opiniões e ações dos outros homens. A religião iniciada pelo Senhor Buda era apenas uma filosofia, tão bela como a pregada por Cristo – sendo a sabedoria a tônica do budismo. Conforme seus ensinamentos, a coisa mais importante na vida é agir de acordo com a lei do carma, através da qual o homem sofre ou recebe benefícios segundo suas ações, pensamentos e palavras. A tendência dessa religião é eliminar a emoção. A grande religião conhecida como Hinduísmo, que foi revivida por Sri Krishna há cerca de dois mil anos, teve como tônica a limpeza e a conduta disciplinada. Seus membros ortodoxos faziam abluções especiais, a determinados intervalos. O Islamismo, fundado por Maomé, tem como tônica a coragem e, de fato, seus seguidores não carecem dessa virtude em particular. O Zoroastrismo, religião dos persas, foi evoluindo gradualmente, através das muitas encarnações de Zoroastro. O fogo era seu símbolo sagrado e sempre foi considerado elemento de purificação. A tônica dessa religião é a pureza. Seus membros chegavam ao ponto de dizer que o fogo não devia ser profanado para acender cigarros ou cachimbos.

Meu interlocutor criticava o proselitismo sob qualquer forma, e recomendou-me que nunca tentasse modificar a fé de uma pessoa, a não ser que estivesse perfeitamente seguro de que essa pessoa estava procurando algo novo e havia perdido o interesse pela religião sob a qual tinha nascido. Disse, ainda, que jamais pudera compreender um ateu, porque ninguém poderia estar seguro de que não havia vidas passadas ou futuras, mas que simpatizava com os agnósticos, que eram pessoas honestas, apenas desejosas de serem convencidas, caso encontrassem argumentos que as satisfizessem. Era uma pena essas pessoas não compreenderem que a maioria das doutrinas religiosas relacionadas com as condições não físicas jamais poderiam ser provadas através de experimentos no plano físico.

Eu gostaria de ter discutido sobre outros assuntos, mas meu guia disse-me que terminasse a conversação, pois a que tivera já era suficiente para uma noite e talvez muito mais do que poderia reter quando na consciência física.

Todas as religiões

Fé, dores e ceticismo: vitórias invisíveis

Por Marcelo J. Klajman

É, esse novembro não tem sido fácil para mim. Muitas purificações, muitas dores, mas também muitas vitórias silenciosas, e também o fortalecimento no saber que Deus atua sempre.

Eu tenho aprendido muito com a dor e as limitações impostas pelo Parkinson nos momentos em que entro na fase off (desligado).

É nesse período de tempo que penso o quanto é importante a fé. O saber de uma crença não é um acreditar, mas sim uma certeza. E a minha certeza não é leviana. Ela é construída por percepções de uma presença invisível atuando nos bastidores da minha existência.

Bem, essa semana ultima de Novembro tive na barriga, próximo ao umbigo, um batalhão de furúnculos – uma coisa devastadora, que o nome já lembra dor e sofrimento. E comigo a maioria das dores chega ao extremo: esta região da barriga inchou, fico vermelhão, fiquei com 38 graus de febre, etc. Melhor pular esta parte mórbida. Risos.

Mas eu e a fé estávamos ali. Eu solicitei alivio para a dor atroz que sentia. Solicitei como “Jesus no calvário” – os puritanos vão me perdoando quanto a força da expressão – E a ajuda, a posterior, começou a chegar.

Bem, eu não acreditava em anjos e nem quero que vocês acreditem. Pois o importante eu sei que para mim foi real. Só basta.

Primeiro, porque nunca pensei e jamais evoquei ou me preocupei com assunto. O categorizava como “imaginação” do povo. Contudo ao acordar de madrugada, na ultima segunda feira 28/11/2011, ao abrir os olhos eu os vi. Ali estavam na escuridão do meu quarto 3 seres de pura e intensa luz, altos, na faixa dos 2 metros a 2 metros e 50cm (2 com aparência masculinizada e 1 com aparência feminina), me observando e mandando sensações (energias, passes, sei lá como denominar), me acarinhando.

O primeiro se identificou como Gabriel, o segundo como Miguel (me identifiquei mais com esse. Por que? Não sei) e a moça anja declinou seu nome.

Fiquei surpreso. E só recebi em pacote de informação, esse texto mais ou menos assim:

“Meu querido,

não há nenhuma oração que deixe de ser ouvida.
não há nenhum doente que esteja sozinho ou esquecido.
não há nenhuma lágrima que não estejamos prontos a enxugar.
não há nenhuma mãe que a Mãe das mães deixe de apoiar.

Sentimos as dores do mundo e procuramos auxiliá-los em momentos difíceis que a humanidade vive.

Porem meu querido, a pior das dores é a descrença em um Deus justo, bondoso e amoroso. Esta falta de percepção é mãe da pior doença, o ceticismo: a mãe da guerra, da violência, da ignorância, etc.

Sua dor seria pior se fosse não tivesse o coração aberto, se não fosse grato pela vida.

Todas as orações são ouvidas.

Você nos vê por suas preces terem sido sinceras e não ter deixado de confiar, por ter acreditado.”

Bem, se até os anjos vieram me acarinhar, quem sou eu para duvidar do divino amor?

Está com dor? Sofrendo? Faça desta uma ponte para Deus, transformando os espinhos em flores.

Um abraço,

Marcelo J. Klajman

Anjo da guarda

Prof. Hermógenes – Aproveite o sofrimento

Entrego, confio, aceito e agradeço.

Cuidar do corpo é uma coisa mais prática para os jovens. Faz muito bem, mas não é bastante.

O ser humano não é o corpo, ele possui o corpo, manobra com o corpo, cuida do corpo, mas ele não é o corpo.

Então o Yoga é um estilo de vida. Que cultiva o corpo, mas cultiva também a mente, trabalha com as energias. Você não deixa de praticar Yoga quando já não tem o corpo. Envelhecido, 89 anos, eu continuo praticando Yoga. Mas sem trabalhar o corpo. É muito pobre a concepção do Yoga como ginástica física.

Minha vida não tem o viço, o brilho e as besteiras da juventude. Mas estou feliz, trabalhando. Aprendendo a cada hora. Aprendendo no sorriso e na dor. Estou buscando uma verdade que me liberte, conforme prometeu Jesus Cristo. A verdadeira liberdade é estar na unidade. Eu preciso deixar de me sentir diferente dos outros. Cultivar o amor. O amor reaproxima, vence a distância da ignorância.

A felicidade a turminha busca no filme das seis, no jogo do Flamengo, no jogo da Bolsa. Isso tudo não é, nada disso dá felicidade. Por que? São muito fugazes. Não pode ser feliz aquele que está se sentindo muito bem mas começa a ter medo de perder o objeto que está lhe fazendo tanto bem.

O sofrimento não alcança apenas os maus, os perversos. O sofrimento alcança os bons. O sofrimento dos bons, na minha observação, no meu estudo, pode ser a oportunidade de afastar os futuros obstáculos. Não digo talvez os últimos, mas os obstáculos mais sérios. Então aproveite o sofrimento e veja a lição que ele vem trazer.

Isso que nós estamos fazendo agora é Yoga. Procurar ter uma visão mais verdadeira, mais bela, das coisas.

Prof. Hermógenes

Homens-livros

Por Wagnes Borges

O Universo é uma imensa livraria. A Terra é apenas uma de suas estantes. Somos os livros colocados nela.

Da mesma maneira que as pessoas compram livros apenas pela beleza da capa, sem pesquisarem o índice e conteúdo do mesmo, muitas pessoas avaliam os outros pela aparência externa, pela capa física, sem considerarem a parte interna.

Outras procuram livros com títulos bombásticos, sensacionalistas, histórias de terror ou romances profundos.

Também é assim com as pessoas: há aquelas que buscam sensacionalismos baratos, dramas alheios ou apenas um romance profundo ou rasteiro.

Somos homens-livros lendo uns aos outros. Podemos ficar só na capa ou aprofundarmos nossa leitura até as páginas vivas do coração.

A capa pode ser interessante, mas é no conteúdo que brilha a essência do texto.

O corpo pode ter uma bela plástica, mas é o espírito que dá brilho aos olhos.

Também podemos ler nas páginas experientes da vida muitos textos de sabedoria. Depende do que estamos buscando na estante.

Podemos ver em cada homem-livro um texto-espírito impresso nas linhas do corpo. Deus colocou sua assinatura divina ali, nas páginas do coração, mas só quem lê o interior descobre isso.

Só quem vence a ilusão da capa e mergulha nas páginas da vida íntima de alguém, descobre seu real valor, humano e espiritual.

Que todos nós possamos ser bons leitores conscientes. Que nas páginas de nossos corações, possamos ler uma história de amor profundo.

Que em nossos espíritos possamos ler uma história imortal.

E que, sendo homens-livros, nós possamos ser leitura interessante e criativa nas várias estantes da livraria-universo, pois somos homens-livros, forever!

A capa amassa e as folhas podem rasgar. Mas, ninguém amassa ou rasga as ideias e sentimentos de uma consciência imortal.

O que não foi bem escrito em uma vida poderá ser bem escrito mais à frente, em uma próxima existência, ou além…

Mas, com toda certeza, será publicado pela Editora da Vida, na estante terrestre ou em qualquer outra estante por aí…

P.S.: Há homens-livros de várias capas e cores, mas Deus é o editor de todos eles.

(Este texto é dedicado aqueles homens-livros que sabem ler nas entrelinhas do brilho dos olhos e na luz de um sorriso a graça da vida em todos os planos.)

Wagnes Borges – nascido no Rio de Janeiro em setembro de 1961, é pesquisador espiritualista e conferencista.

Livros

Encontro com Serenão – Waldo Vieira

Uma das palavras que se escuta com frequência nos meios do IIPC é Serenão. Essa é a classificação que o Waldo usa para consciências muito avançadas, que se encontram no ápice da nossa etapa evolutiva atual, e representam o grau máximo de evolução que se pode atingir na dimensão da Terra.

Os serenões estão nas últimas ou na última reencarnação no planeta, e muito em breve passarão a atuar como consciências livres. Possuem elevada espiritualidade e suas programações de vida envolvem grandes projetos com a coletividade. Em outras linhas de estudo espiritual talvez seriam chamados de bodisatvas, avatares, mestres ascensionados ou espíritos de luz.

O Waldo estima que existem 200 serenões encarnados na Terra. Três deles são conhecidos por viverem na América:

  • Esquimó, em Montauk(NY), EUA
  • Rosa dos ventos, em Natal(RN), Brasil
  • Australino, em Córdoba, Argentina

No vídeo abaixo o Waldo relata um encontro que teve com um desses serenões.

Glossário:

  • Holopensene: conjunto de pensamentos, sentimentos e energias de um determinado local.
  • Consciex: consciência extrafísica ou espírito desencarnado.

O Entrave

Extraído do livro Sabedoria de Sri Aurobindo, Editora Shakti

Quando tivermos passado além dos conhecimentos, então teremos O
Conhecimento;
a Razão foi o auxílio,
a Razão é o entrave.

Quando tivermos passado além do querer, então teremos o Poder;
o Esforço foi o auxílio,
o Esforço é o entrave.

Quando tivermos passado além dos prazeres, então teremos a felicidade;
o Desejo foi o auxílio,
o Desejo é o entrave.

Quando tivermos passado além da individualização, então seremos as
Pessoas reais;
o Ego foi o auxílio,
o Ego é o entrave.

Quando tivermos passado além da humanidade, então seremos o Homem;
o Animal foi o auxílio,
o Animal é o entrave.

Transforma tua razão em uma intuição ordenada;
que tudo em ti seja luz.
Este é teu alvo.

Transforma teu esforço em um conhecimento igual e soberano da força
da alma;
que tudo em ti seja força consciente.
Este é teu alvo.

Transforma teu prazer em um êxtase igual e sem objetivo;
que tudo em ti seja felicidade.
Este é teu alvo.

Transforma o indivíduo dividido na personalidade universal;
que tudo em ti seja divino.
Este é teu alvo.

Transforma o animal no Pastor dos rebanhos;
que tudo em ti seja Krishna.
Este é teu alvo.

Árvore dos desejos