Apertando o grande botão reiniciar

Por John Gottman. Tradução do original Hitting the Big Reset Button

Os feriados de fim de ano são sempre tão estressantes. Por que isso? E o que pode ser feito para aliviar as grandes tensões geradas pelas festas de fim de ano? Eu vou lhe dizer.

O projeto de cada temporada de festas tem a ver com o resurgimento planejado da esperança. As festas de fim de ano tentam fazê-lo reconsiderar a esperança e dar a ela uma nova chance.

Algumas esperanças são, na verdade, propositadamente construídas para a temporada de férias. A esperança de ser capaz de coroar o amor acima do ódio, de fazer a tolerância prevalecer acima da xenofobia, a compaixão acima do cinismo, de lagar mão da inveja, de colocar o altruísmo acima da ganância.

Sim Sim Sim. Eu sei. Blá blá blá.

Mas milagres existem. Todos os anos, os feriados de fim de ano são projetados para nos lembrar intencionalmente de que milagres realmente acontecem. Não toda hora, mas às vezes. Para nos lembrar de que podemos ter esperança e que podemos acreditar de novo, e mais importante, que nós mesmos podemos começar de novo. Podemos ter esperança de que seremos perdoados pelos nossos erros. Podemos esperar que o mundo, enfim, vai abrir os seus grandes braços para nós.

Acima de tudo, esperamos que, finalmente, poderemos apertar o grande botão Reiniciar e começar de novo, como se estivéssemos novos outra vez. O que torna esta época tão estressante é que precisamos tanto dessa última esperança, a de apertar o grande botão Reiniciar.

Esperamos que os maus padrões em nossas vidas irão suavizar, que nossos caminhos errados vão se endireitar, e que as mágoas do passado vão milagrosamente desaparecer. Esperamos tanto que nutrir a nossa gratidão no dia de Ação de Graças pode nos descentrar das muitas decepções que acalentamos durante o ano. Esperamos muito que no Natal o amor irá se espalhar abundantemente para nós, e sem qualquer tensão. Esperamos muito que cantar as lindas músicas típicas da temporada vai finalmente nos unir como um só povo. Esperamos muito que os presentes que daremos e receberemos irão abafar o desespero. Esperamos tanto que a nossa boa comida vai encher além de nossas barrigas, que irão nos preencher com bom ânimo. Esperamos tanto que apenas o fato de estarmos juntos vai criar em nós verdadeira boa vontade para com todos.

Mas o medo nos impede de ter esperança.

Assim como o medo de não ganharmos o prêmio no jogo do parque de diversões, temos medo de que a temporada de festas vai virar para outro lado e que o grande botão Reiniciar irá se revelar uma ilusão, que o milagre da esperança era só uma história que alguém inventou. Os nossos medos acabam com a esperança. E o grande botão Reiniciar desaparece na neblina.

Testemunhamos a chacina em Paris. Estamos horrorizados. Então decidimos que é justo fechar os nossos corações para todos os refugiados, apesar de sermos nós mesmos uma nação de refugiados. Sentimos que é justificável virar o nosso olhar para longe das caravanas das famílias que vemos na Europa, que se estendem para além do horizonte. Vemos esses refugiados também correndo com medo e com horror, todos eles também tentando, desesperadamente, apertar aquele mesmo botão de Reiniciar. Nós nos fechamos e decidimos que eles simplesmente não são como nós.

Vemos crimes horríveis de intolerância religiosa e assim nos sentimos justificados em também sermos intolerantes, justificados em entrarmos nessa temporada de fim de ano fechados com medos primordiais por nossa própria segurança. O medo nos faz entrar nas festas de fim de ano com nossos corações aprisionados no gelo. E por isso pensamos que a esperança não é real, e que os presentes que recebemos não vão derreter nossos corações gelados, e os presentes que damos nos deixam ocos e vazios.

Tememos que não seremos amados e, pior ainda, que não seremos capazes de amar. Tememos que nossas vidas, na verdade, não têm significado real, e que não existe nenhum botão Reiniciar, que o nosso único recurso, depois de limpar os detritos da falsa celebração, é retirar-se para um lugar cínico, protegido contra a decepção, endurecendo os nossos corações ao sofrimento dos outros. Temos medo de nos tornar Scrooge.

O que pode ser feito? Certa vez, ouvi o Dalai Lama dizer que a nossa única obrigação moral é aumentar a compaixão ao nosso redor. Se você olhar de perto, todas as tradições religiosas principais levam a mesma mensagem de amor, compaixão e perdão. Então aqui está o meu conselho. Tire algum tempo sozinho nesta temporada de férias. Faça duas coisas:

1) Faça uma lista de todas as pessoas que são importantes pra você nesse mundo. Pergunte a si mesmo: “O que é que eu posso fazer para que cada uma dessas pessoas se sinta mais amada agora?” Em seguida, realize todas essas coisas de sua lista.

2) Pense sobre o novo caminho que agora você vai tomar. Liste como esse novo caminho será diferente do caminho que você está atualmente. E agora, de verdade, aperte aquele grande botão Reiniciar.

Faça isso para que no próximo ano você possa olhar para trás e dizer: “Aquele 2015, ele foi o ano em que minha vida mudou para sempre, porque naquele ano eu finalmente apertei o grande botão Reiniciar. Naquele ano eu comecei realmente a amar”.

Laços eternos

Pelos Espíritos Joanna de Ângelis e Marco Prisco
Psicografia de Divaldo Pereira Franco

A reencarnação estreita os vínculos do amor, tornando-os laços eternos, pelo quanto faculta de experiências na área da afetividade familiar.

Enquanto as ligações de sangue favorecem o egoísmo, atando as criaturas às algemas das paixões possessivas, a pluralidade das existências ajuda, mediante a superação das conveniências pessoais, a união fraternal.

Os genitores e nubentes, os irmãos e primos, os avós e netos de uma etapa trocarão de lugar no grupo de companheiros que se afinam, permanecendo os motivos e emulações da amizade superior.

O desligamento físico pela desencarnação faz que se recomponham, no além-túmulo, as famílias irmanadas pelo ideal da solidariedade, ensaiando os primeiros passos para a construção da imensa família universal.

Quando a força do amor vigilante detecta as necessidades dos corações que mergulharam na carne, sem egoísmo, pedem aos programadores espirituais das vidas que lhes permitam acompanhar aqueles afetos que os anteciparam, auxiliando-os nos cometimentos encetados, e reaparecem na parentela corporal ou naquela outra, a da fraternidade real que os une e faculta os exemplos de abnegação, renúncia e devotamento.

***

Este amigo que te oferece braço forte; esse companheiro a quem estimas com especial carinho; aquele conhecido a quem te devotas com superior dedicação; estoutro colega que te sensibiliza; essoutro discreto benfeitor da tua vida; aqueloutro vigilante auxiliar que se apaga para que apareças, são teus familiares em espírito, que ontem envergaram as roupagens de um pai abnegado ou de uma mãe sacrificada, de um irmão zeloso ou primo generoso, de uma esposa fiel e querida ou de um marido cuidadoso, ora ao teu lado, noutra modalidade biológica e familiar, alma irmã da tua alma, diminuindo as tuas dores, no carreiro da evolução e impulsionando-te para cima, sem pensarem em si…

Os adversários gratuitos que te sitiam e perturbam, os que te buscam sedentos e esfaimados, vencidos por paixões mesquinhas, são, também, familiares outros a quem ludibriaste e traíste, que agora retornam, necessitados do teu carinho, da tua reabilitação moral, a fim de que se refaça o grupo espiritual, que ascenderá contigo no rumo da felicidade.

***

Jesus, mais de uma vez, confirmou a necessidade dessa fusão dos sentimentos acima dos vínculos humanos, exaltando, a superior necessidade da união familiar pelos laços eternos do espírito. A primeira, fê-lo, ao exclamar, respondendo à solicitação dos que lhe apontavam a mãezinha amada que O buscava, referindo-se: — “Quem é minha mãe, quem são meus irmãos, senão aqueles que fazem a vontade do Pai?” Posteriormente, na Cruz, quando bradou, num sublime testemunho, em resposta direta à Mãe angustiada que O inquirira: — “Meu filho, meu filho, que te fizeram os homens?” elucidando-a e doando-a à Humanidade: — “Mulher, eis aí teu filho” — referindo-se a João, que chorava ao seu lado — “Filho, eis aí tua mãe”, entregando-o ao seu cuidado, através de cuja ação inaugurou a Era da fraternidade universal acima de todos os vínculos terrenos.

A Paz: suprimir primeiro em si as causas de guerra

por Omraam Mikhaël Aïvanhov
em “Respostas a alqumas questões actuais” (Fascículo nº1*)

Inúmeras pessoas dizem que trabalham para a paz no mundo! Por enquanto, esse trabalho consiste sobretudo em se acusarem umas às outras de serem causadores de guerra. Para uns, os culpados são os ricos; para os outros, são os intelectuais, ou os homens políticos, ou os cientistas. Os crentes acusam os descrentes de conduzirem a humanidade para a sua perda, os descrentes acusam os crentes de fanatismo, e por aí adiante… Observem-se e verão que é sempre suprimindo estas ou aquelas pessoas que os humanos julgam poder instalar a paz. E é nisso que se enganam: mesmo que se suprimissem os exércitos e os canhões, no dia seguinte as pessoas teriam inventado outros meios para se combaterem. A paz, na realidade, é um estado interior e nunca se conseguirá obtê-lo suprimindo alguém ou alguma coisa no exterior. É dentro de nós próprios, em primeiro lugar, que é preciso suprimir as causas da guerra.

A partir do momento em que alimenta em si certos estados interiores, como o descontentamento, a revolta, a inveja, o desejo de possuir sempre mais, o homem não pode estar em paz, faça o que fizer. Pelos seus pensamentos e pelos seus sentimentos, ele não só introduz no seu íntimo os germes da desordem e da guerra, como semeia esses germes por toda a parte à sua volta.

Imaginem alguém que come e bebe o que calha: essa pessoa introduz no seu organismo certos elementos nocivos que a tornarão doente. E que paz se pode ter quando se perturba o funcionamento do seu organismo, do estômago, do fígado, dos rins, dos intestinos?… Pois bem, no plano psíquico existe a mesma lei: não se deve comer o que calha, senão fica-se doente.

A paz é, pois, consequência de um saber profundo sobre a natureza dos elementos de que o homem se alimenta em todos os planos. Ela só pode instalar-se naqueles que decidiram manifestar-se com bondade, generosidade, desapego. Só esses seres podem espalhar a paz ao seu redor.

Com o pretexto de que criam associações ou militam em movimentos pacifistas, muitas pessoas imaginam que trabalham para a paz. Não, porque a sua vida não é uma vida para a paz: elas nunca pensaram que primeiro são todas as células do seu corpo, todas as partículas do seu ser físico e psíquico que devem viver segundo as leis da paz e da harmonia, a fim de emanarem essa paz para a qual elas pretendem trabalhar. Enquanto falam da paz e escrevem acerca da paz, continuam a alimentar a guerra em si e à sua volta, pois estão incessantemente a lutar contra uma coisa ou outra… A paz, o homem tem primeiro de instalá-la em si mesmo, nos pensamentos, nos sentimentos e nos atos da sua vida quotidiana. Só então é que ele trabalha verdadeiramente para a paz.

*Fascículos antigos publicados em Língua Portuguesa, sem previsão de reedição, enviados periodicamente pela newsletter da Publicações Maitreya. Adaptado ao Português Brasileiro.

Obrigado, Waldo Vieira

Ocorreu ontem o desencarne do Prof. Waldo Vieira, às 17h50, no Hospital Ministro Costa Cavalcante, em Foz do Iguaçu. A pedido do Prof. Waldo não houve cortejo fúnebre e o corpo foi cremado ainda na noite de ontem.

Nossa imensa gratidão ao Prof. Waldo pelo trabalho singular e exemplarismo carismático. O IPPC continuará o seu trabalho com dedicação e inspiração!

A homenagem deste blog com um texto psicografado por ele mesmo.


Alguns parcos vinténs

A alma não se alimenta de filé, não se veste pelos figurinos de passarela, não se maquila, nem tem registro de nascimento nos cartórios humanos.
Fora das realizações de consequências nobilitantes e duradouras, todas as cogitações da criatura mostram-se insatisfatórias.
Dinheiro, beleza física, popularidade, poder, juventude, força ou dominação social não comunicam nenhum descanso de espírito referente ao amanhã.
Dinheiro exige carteira para guardá-lo, apetrecho que a alma não carrega.
Toda beleza exterior se desfaz com sol e chuva.
Em qualquer setor ou lugar, a popularidade se esfuma de um mês para outro.
Poder terrestre exprime simples reflexo de contingências instáveis.
A cada dia a juventude se desmancha.
Força, por mais se suponha vitoriosa, exprime processo de violência.
Brilhos mundanos são fulgurações terra-a-terra que vigem até que a moda os apague ao sopro de seus caprichos.
Ocupada unicamente com tais mecanismos superficiais do cotidiano, a pessoa, por maior seja a sua capacidade de iludir-se e atordoar-se, acaba constrangida à frustração pelo auto desperdício.
De tanto baratear-se, acorda como que desmoralizada ao mundo de si mesma. Suicídio moral em que atira fora, sem objetivo, os talentos da vida eterna que carreia e, instintivamente, reconhece possuir.
Atingindo esse ponto, a criatura já conheceu todos os itinerários humanos sem afazer-se a nenhum. Confundida e agitada, a consciência, então, só repousa na paz quando começa a crer racionalmente e a servir na edificação da melhoria comum.
Eis porque se pergunta: onde a maior força da Doutrina Espírita? A resposta fundamental é sempre única: na certeza do futuro de amor e felicidade para onde caminhamos.
Carece o espírito da fé incorruptível que lhe afugente, em definitivo, o medo da morte. Nada melhor que as realidades do Consolador para suscitar essa confiança.
Ponderemos nossas obrigações ante os princípios que manejamos.
Não queira viver só de você. Ninguém, em estado normal, o consegue.
Acima de suas moedas, você dispõe de tesouros muito mais vastos: seus sentimentos. Além de sua autoridade social, uma vantagem maior você possui: sua compreensão da Imortalidade.
Escolha o seu posto de atividade: sustentação do estudo, auxílio à nova geração, exposição de postulados libertadores, distribuição de consolo, socorro aos doentes, recuperação dos obsessos, proteção aos desvalidos, apostolados multiformes que convertem o Espiritismo num parque de construções e de bênçãos.
Não seja avaro de espírito.
Aja sem demora. Produza. Mostre o seu rendimento. Que fez você esta semana na distribuição de, pelo menos, alguns parcos vinténs dessas verdades?

(De “Técnica de Viver“, de Waldo Vieira, pelo Espírito de Kelvin Van Dine)

Obrigado, Waldo Vieira

Maternidade: uma experiência espiritual

Três textos extraídos do livro Viagem Espiritual vol 1. Por Omraam Mikhaël Aïvanhov – Recebido espiritualmente por Wagner Borges

Imagem: bebê elefante durante a gestação (Peter Chinn/National Geographic)

Terra à vista

Estou na “Terra do Ouro”.
Os espelhos do meu passado se quebram perante o meu olhar.
Novas idéias estão surgindo e eu preciso acompanhá-las.
Estou na direção certa. O bebê está sorrindo.
Eu preciso estar ali. Meu mundo está mudando.
Retiro a luz do meu pensamento. A janela está me absorvendo.
Nova experiência à vista. Oscilo entre o medo de falhar e o estímulo de criar.
Não importa, meu destino está à frente: alguém me espera ansiosamente.
E pensar que ela já foi minha namorada!
É, a vida dá muitas voltas!
Estou memorizando os meus projetos; quanto tempo terei?
Deixo aqui vários afetos. Novos amores surgirão em breve.
A roda da vida reclama a minha presença.
Estou agoniado e feliz ao mesmo tempo.
Perco a liberdade e ganho a experiência.
Multidões nascem e morrem todos os dias; sou apenas mais um nesse jogo.
Dessa vez, a bola tem o meu nome.
Quem diria, o milagre da vida oferecendo tantas oportunidades;
Milhões de possibilidades.
Tanta coisa a ser experimentada!
A cidade grande é cinza. O campo é verdejante.
O pobre casebre range de dor. O gabinete é luxuoso e colorido.
As pessoas são imprevisíveis.
Sul, Norte, Leste, Oeste: direções da vida, multiplicidade de experiências.
Porém, meus objetivos são claros:
Espiritualidade e arte, são os brasões da minha experiência.
O movimento se inicia. Estou pronto.
Foi dada a partida.
Estou chegando…
“Oi, mamãe!”

* * *

Cada criança que nascer em sua vida é uma estrelinha que despencou do grande Cosmo e instalou-se em seu colo. Fique contente. Deus emprestou-lhe um filho. Seja um bom educador, respeitando seu sócio de evolução. Dê a ele o melhor que você puder. Não esqueça de que ele é uma estrela que lhe foi confiada. Requer educação material e espiritual para brilhar novamente.

Muita Vidélina*.

– Omraam Mikhaël Aïvanhov –
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 25 de julho de 1991 – Extraído do livro “Viagem Espiritual I” – Editora Universalista – 1993.)

* Vidélina (do búlgaro): Luz Espiritual.


Carta do pequeno infante

Hoje é um grande dia: serei astro do meu próprio filme!
Meu nascimento está confirmado.
Em breve estarei lá, apalpado por mãos amigas.
Vou encher a casa de alegria!
Na educação bacana, forjarei o meu espírito.
Brincarei com meu pai e amarei minha mãe.
Serei um raio de luz na Terra.
Guiarei os meus irmãos, abençoarei os animais.
Nos piores momentos chamarei Deus, e nos melhores também: Ele merece.
Apaziguarei meus pais: meu sorriso irá ligá-los.
Despertarei alegrias aonde for. Viverei agradecendo à vida.
Tratarei das plantas com carinho, admirarei a beleza das flores.
Serei um presente de Deus na Terra: devo isso a Ele.
Deu-me a chance de recomeçar, de esquecer os erros do passado.
Deixarei de ser um adulto culpado para ser uma criança inocente.
Só há um problema: o tempo cobrará seu preço.
Crescerei e serei adulto novamente.
Só que desta vez estarei preparado para ter a maturidade do adulto nas atitudes e a pureza da criança nos sentimentos.
Não vou falhar.
Ganhei bons pais: terei uma educação espiritualista.
Não usarei drogas, não serei pusilânime, não cederei ao orgulho e à maldade, pois, nos momentos difíceis, os valores espirituais me sustentarão.
Por aqui despeço-me: o grande momento se aproxima.
Desejo luz para as crianças; força para os pais; inspiração para os educadores; amor para a humanidade; maturidade para todos e um beijo para Deus.
Como eu disse antes: “Ele merece: é o Pai Real”.

* * *

Esta é a carta do pequeno infante.
Que os pais meditem sobre o texto e assumam a condição, não de pais, mas de educadores dos filhos do Cosmo.
Que deixem o clássico questionamento: “O que meu filho será quando crescer?” – e assumam o questionamento real: “Serei eu um bom educador?”
Dê um bom exemplo ao seu filho: seja a melhor pessoa do mundo.

Boa educação!*

Muita Vidélina**.

– Omraam Mikhaël Aïvanhov –
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 25 de julho de 1991 – Extraído do livro “Viagem Espiritual I” – Editora Universalista – 1993.)

** Vidélina (do búlgaro): Luz Espiritual.

Nota do médium Wagner Borges: recebi este texto e o anterior na mesma madrugada. Eles foram transmitidos por dois espíritos que estavam na iminência de sofrer uma nova reencarnação na Terra. O Mestre Aïvanhov os trouxe para que dessem esses dois recados que estão aí. Inclusive, os dois já estão reencarnados em São Paulo. São filhos de dois casais, alunos meus. Pude acompanhar o processo reencarnatório de ambos e avisei aos futuros pais que em breve teriam um filho. Eles não acreditaram e até riram muito, pois não estavam planejando ter filhos. Porém, alguns meses depois, foi a minha vez de rir (e acredito que a do Mestre Aïvanhov também): as garotas apareceram grávidas e hoje os espíritos são duas belas crianças aprendendo e evoluindo nesta escola chamada Terra.
O papel do Mestre Aïvanhov nestas duas mensagens foi o de trazer os dois espíritos e ajudá-los na transmissão das mesmas (além de comentá-las, no final), pois eles não tinham experiência nisso. Além disso, estavam muito emocionados e com o processo reencarnatório em andamento.


Maternidade

Um filho é uma dádiva dos céus a uma mulher por quatro motivos:

  1. É um presente de Deus, pois ele é o criador de tudo.
  2. É um presente dos espíritos, pois são eles que coordenam quem reencarnará, e eles sabem o que fazer.
  3. É um presente da Natureza, que objetiva fazer a garota virar mãe, ou melhor dizendo, transformá-la em mulher de verdade.
  4. É um presente da Evolução, pois ela é capaz de transformar uma mulher guerreira em uma criatura enternecida com a expressão da vida em forma de criança, que pulsa em seu ventre, enchendo sua alma de vida e luz.

Que todas as mães saibam disso!

E que as mulheres tristes de espírito se acautelem e pensem bem antes de fazer um aborto, pois há consequências:

  1. A Natureza está olhando.
  2. A Evolução está olhando.
  3. Os espíritos estão olhando.
  4. Deus está olhando.

Um filho é uma estrelinha que Deus tirou do cosmo para iluminar um útero.
Para aguentar essa luz de estrela, pulsando dentro do corpo e da alma, só sendo uma estrela também, isto é, só sendo uma grande mulher!

Paz e Luz.

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Extraído do livro “Viagem Espiritual I” – Editora Universalista – 1993.)

O Amor une, a Verdade liberta

por Samantha Sabel

Quantos insights contidos nessas simples palavras! Para mim, elas resumem a essência do aprendizado de ser humano no seu melhor sentido. Pois o melhor sentido de ser humano é a capacidade de Amar com Verdade. Unir com liberdade. Aproximar sem aprisionar.

Tanto pode ser dito a esse respeito e tanto já o foi, de maneira tão melhor do que posso expressar. Mas dentro do meu microcosmo, posso dizer com sinceridade que entendo, sou provocada e tocada por essa paradoxal combinação: Amor e Verdade.

Sim, porque parte de mim sabe, na prática, o que é amar sem verdade: apego. E sabe também o que é verdade sem amor: arrogância. Amor sem Verdade sufoca; Verdade sem Amor destrói.

Já o Amor com Verdade… é uma verdadeira bomba atômica do bem. É furacão centrífugo e centrípeto ao mesmo tempo. Eleva tudo que toca. Gera força, energia, movimenta o mundo. Faz tudo crescer e melhorar.

Aprendendo a ser humana no melhor sentido, acesso o Amor com Verdade apenas nos meus melhores momentos. Eles nunca duram o suficiente para satisfazer a infinita sede de progredir. E que bom que é assim: a estrada da evolução nunca acaba, e temos sempre novas paisagens para apreciar.

Agora entendo: minha procura essencial é por sentir e compreender como viver o Amor que une e a Verdade que liberta. De forma cada vez mais perene.

A viagem pode ser longa, mas o destino é fabuloso. Banhado de esperança, o caminho se torna mais lindo. E o mantra que melhor o acompanha é esse: Amor e Verdade.

Que assim seja!

A Compaixão Na Senda da Espiritualidade

Excerto do livro Na Senda da Espiritualidade
Autores: José Caldas e Maria Carmelo

O termo “compaixão” começou a ser popularizado enquanto conceito espiritual sobretudo através da divulgação do Budismo no ocidente. Este conceito, por vezes confundido com a noção cristã de “piedade”, é um dos pilares fundamentais da filosofia budista. Ele sugere que, independentemente das diferenças externas e acidentais entre os seres, eles partilham um objetivo comum – a busca da felicidade e a fuga ao sofrimento.

Qualquer ser vivo, racional ou irracional, busca instintivamente aqueles dois objetivos e é neste contexto que se insere a noção de compaixão. Um ser compassivo é aquele que reconhece em todos os seres vivos a mesma natureza única e essencial que os impele a evitar o sofrimento, físico, psicológico ou moral e a procurar a felicidade. Este impulso básico e instintivo é algo de fundamental a todos os seres, algo que se encontra inscrito na sua genética mais profunda.

Assim, a compaixão exige de nós uma atenção plena e permanente no sentido de evitar provocar sofrimento a qualquer ser vivo, sobretudo um sofrimento que derive da arrogância, maldade, leviandade ou interesse pessoal. É necessário efetuar um exercício permanente de identificação com os outros, de procurar continuamente não esquecer que, no fundo, todos os seres, tal como nós, buscam a felicidade e recusam o sofrimento. A prática da compaixão exige que, a cada momento, sejamos capazes de nos colocar no lugar do outro, pesando cuidadosamente as consequências das nossas ações e evitando tudo o que possa causar sofrimentos e injustiças.

É evidente que, uma vez mais se impõe aqui a prática da discriminação inteligente. Será que não deveremos sancionar os prevaricadores para não os fazer sofrer? Não deveremos contrariar os nossos filhos para não se sentirem traumatizados? Todo o sofrimento que aqui referimos é aquele que deriva da injustiça ou do egoísmo pessoal.

Ninguém tem o direito de infligir sofrimento apenas por conveniência, negligência ou maldade pessoal. Mas, por vezes, esse mesmo sofrimento é inevitável como reparação e equilíbrio de injustiças ou como forma de amadurecimento da personalidade. O que é fundamental é que todas as acções assentem numa preocupação genuína de equilibrar, educar e ajudar. Se assim fizermos, acabaremos inevitavelmente por tratar todos os seres vivos como gostaríamos de ser tratados.

E chegamos aqui à famosa “Regra de Ouro” da espiritualidade. Desde a Antiguidade profunda, a Regra de Ouro tem sido uma referência moral constante. Pensadores e Mestres de todos os tempos ensinaram esse princípio, chamado “de ouro” para indicar a sua posição central e privilegiada como regra fundamental de vida.

“Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti” ou “Faz apenas aos outros o que gostarias que te fizessem a ti” são duas versões desta famosa máxima universal. Repare-se, a partir dos exemplos seguintes, como, na verdade, ela tem sido uma máxima permanentemente validada pelos grandes Mestres da espiritualidade.

O que detestares para ti, não o faças ao teu próximo.
Rabi Hillel, sábio judeu do período do segundo Templo de Jerusalém.

O que não quiseres que te façam, não o faças aos demais.
Confúcio, pensador Chinês.

Que ninguém faça aos outros aquilo que para si seria repugnante.
Mahabharata, texto sagrado hindu.

Só é boa aquela natureza que não faz ao outro aquilo que não é bom para si própria.
Zoroastro, profeta persa.

Não trates os outros como não gostarias que te tratassem.
Ensinamento budista.

O que é odiável para ti, não o faças ao teu próximo: a Torah é isto; o resto são apenas comentários.
Talmud.

Não te vingarás nem te irarás contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Pentateuco, atribuído a Moisés.

Nenhum de vocês será um verdadeiro fiel até que deseje ao seu semelhante aquilo que deseja para si mesmo.
Ensinamento Islã.

Se os teus olhos estiverem focados na justiça, escolhe para o teu próximo o que escolheres para ti próprio.
Fé Bahá’í.

Se não fores capaz de nutrir e ajudar a ti mesmo, não serás capaz de nutrir e ajudar os outros.
Índios Norte Americanos.

Assim como te consideras a ti mesmo, considera os outros.
Ensinamento Sikh.

Vê o proveito do teu semelhante como o teu próprio proveito, e a sua perda como a tua própria perda.
Taoísmo.

Homem, aquilo de que não gostares, não o faças aos teus semelhantes.
Tradição Africana de Ba-Congo.

Este é o resumo de qualquer dever: não faças aos outros nada que te magoasse se te fizessem a ti.
Mahabharata 5, 1517

Deveríamos tratar todas as criaturas do mundo como gostaríamos que nos tratassem.
Mahavira, Sutrakritanga 1,11,33

Não sou nenhum estranho para ninguém e ninguém me é estranho. Na realidade, sou amigo de todos.
O Siri Guru Granth Sahib, p. 1299

Na verdade, esta insistência permanente numa atitude que parece ir contra a nossa experiência diária de conflito e desconfiança constantes em relação a terceiros exige-nos que olhemos para além das aparências e das diferenças e procuremos encontrar não aquilo que divide mas o que une todos os seres vivos. E este traço comum – a busca da felicidade e a fuga ao sofrimento – foi já há largos milênios identificado por todos os grandes Mestres da humanidade.

E é isto que a compaixão nos exige. Que nos coloquemos permanentemente no lugar dos outros quando com eles interagimos. Que tenhamos o máximo cuidado em nunca provocar qualquer sofrimento desnecessário e que procuremos ser sempre gentis e corteses.

Na verdade, existem dois motivos distintos que dificultam a prática da compaixão: a desconfiança e o orgulho pessoal.

Não é fácil assumir uma postura compassiva em relação a pessoas que não conhecemos ou de quem desconfiemos (com ou sem razão) que nos querem mal. Achamos que se o fizermos, estaremos a colocar-nos, ou aos nossos próximos, desnecessariamente em perigo. Ora, a compaixão não implica qualquer tipo de postura ingênua ou tonta em que abrimos a nossa casa ou confiamos os nossos filhos a pessoas pouco recomendáveis. Significa apenas que nos abstemos de ferir ou magoar terceiros sem justificação e que estamos dispostos a ser amáveis e prestáveis com todos, sem ódios nem calculismos.

Relembramos aqui um episódio ilustrativo desta situação que teve lugar durante uma entrevista com o Dalai Lama. O jornalista perguntou, talvez em tom provocador, o que faria ele caso se encontrasse com uma pistola na mão junto a um sequestrador que ameaçasse matar uma família. Ele respondeu que provavelmente daria um tiro na perna ao assaltante para o deter e depois far-lhe-ia uma festinha na cabeça. Isto significa que, por vezes, a vida exige que tomemos posições agressivas e até violentas. Mas podemos fazê-lo sem ódio, maldade ou ressentimento. Fazêmo-lo porque era necessário e com o menor grau de violência possível. O problema com o exercício da agressividade não reside na agressividade em si que, por vezes, poderá ser inevitável. O problema reside nos sentimentos de ódio, de rancor, de ressentimento a ela associados que conduzem, frequentemente, ao abuso e ao excesso.

Outro obstáculo à prática da compaixão reside no orgulho pessoal, na arrogância, no excesso de amor-próprio. Por vezes, criamos de nós próprios uma imagem de uma certa superioridade, dureza ou formalismo que temos dificuldade em superar. Essa imagem torna-se um traço da nossa personalidade e julgamos que a prática da compaixão poderá por em causa essa auto-imagem e levar-nos a cair no ridículo, no vexame, na humilhação, no vazio. Esta é, na verdade, uma das grandes armas que o ego tem à sua disposição. Ao longo da vida, vamos construindo uma determinada imagem de nós próprios que, com tempo, se consolida, se cristaliza e se torna quase impossível de alterar. Nós somos aquilo e não haverá qualquer hipótese de mudar, sob pena de deixarmos de ser o que sempre fomos (pensamos nós). Sentimos que, se o fizermos, corremos o risco de perder a nossa identidade e de nos desautorizarmos perante os outros. É essa imagem que orienta a forma como reagimos aos problemas, às ameaças, aos imprevistos. Sem ela, perdemos a nossa bússola existencial e não sabemos como agir. Esta é uma ameaça que o nosso ego se esforça para que pareça bem real.

A casca do ego é de uma rigidez implacável. Todos nós já passamos certamente pela experiência de termos de abdicar de certos comportamentos e atitudes defensivas que parecem deixar-nos expostos e indefesos perante os outros. É como se o nosso universo desabasse e nos encontrássemos nús perante o mundo. A humilhação e o sentimento de impotência são frequentemente insuportáveis e traumatizantes. Do ponto de vista comportamental, o ser humano é um pouco como o ouriço-cacheiro. Mal pressente a mais pequena ameaça fecha-se profundamente e assume uma postura violentamente defensiva.

Na verdade, qualquer mudança, profunda ou superficial, exige sempre um esforço de adaptação. As falsas mudanças em que tudo fica praticamente na mesma não são mudanças, são fraudes que praticamos sobre nós próprios. É necessário que nos convençamos que a espiritualidade “light ou low cost” não existe. As profundas transformações que temos de fazer no nosso interior para atingirmos uma prática perfeita do Altruísmo, da Compaixão e do Desapego serão lentas e dolorosas. Não é com queima de incenso, o uso de roupas exóticas ou a prática de abraços gentis que o processo de transformação pode decorrer. Ele exige dois requisitos fundamentais para que possa ter êxito:

– Que tenhamos uma real consciência dos passos a dar e dos esforços a desenvolver;
– Que exista uma real determinação, perseverança e firmeza na prossecução dos objectivos definidos.

Todas as escolas, movimentos ou “mestres” que proponham o contrário ou que nos tentem convencer que apenas temos de mudar de roupa, de queimar incenso, de termos pena de nós próprios, de nos amarmos muito, de lermos a aura ou conviver com os anjos para caminharmos rumo à espiritualidade serão, na melhor hipótese, fraudes piedosas, ou, na pior, burlões mais ou menos sofisticados ou descarados.

Alguns Mestres chamam aos seus discípulos “Guerreiros da Luz”. E, quando estes Lhes perguntam qual o inimigo a conquistar, os Mestres, simplesmente, oferecem-lhes… um espelho.

Usando as emoções no caminho espiritual

Por Ram Dass.
Original em inglês no site do autor. Tradução por Melhor Consciência.

Como podemos usar nossas emoções de forma positiva em nosso caminho espiritual? Podemos olhar para a prática da chamada yoga devocional, ou Bhakti Yoga, como é chamada no Hinduísmo. Por exemplo, se a sua relação é, digamos, com Cristo – você poderia pegar uma imagem de Jesus e pensar sobre as qualidades da sua vida; as qualidades da sua compaixão; as qualidades da sua beleza de ser; e as qualidades do seu relembrar às pessoas sobre Deus. Você poderia olhar para aquele ser e ele geraria em você, se você o permitir, respostas emocionais.

Estas respostas emocionais são relacionais. São respostas cálidas, humanas, de Amor, de cuidado, de ternura. Então se você permanecer com aquela imagem de Jesus e continuar a estar com Jesus, você irá além dessas emoções em direção a uma forma mais profunda de estar com ele. De apenas estar com ele no sentido da presença. E aquela presença inclui mais e mais a essência do amor. Mas você passa pela porta de entrada emocional. Você usa o seu coração emocional como um veículo para adentrar aquela forma mais profunda de estar com Deus. Esta é uma forma.

Então existem outras formas de emoções que são geradas – como raiva, tristeza, alegria, todo aquele espectro de emoções. O que se cultiva é a amplitude, ou uma consciência que permite que você reconheça as emoções, e que retorna à palavra ‘apreciação’ novamente. Reconheça as emoções e permita-as, veja-as como parte da condição humana. Elas são como formas-pensamento sutis. Emoções são formas-pensamento realmente sutis. E todas elas emergem em resposta a alguma coisa. Elas são reações que vêm. Se alguém fizer ‘assim’, você tem uma certa resposta emocional. Se fizer ‘assado’, você tem uma resposta diferente.

Você pode sentir o quão reativas suas emoções são a situações. Então você cultiva uma quietude em você mesmo que apenas assiste a essas coisas indo e vindo, surgindo e indo embora. E você aprende a não agir com suas emoções, mas apenas apreciá-las e permiti-las. Essa é parte da forma com que você as utiliza espiritualmente. Espiritualmente, você não age com as suas emoções. Você apenas as reconhece. Você não as nega, no entanto. Você não as derruba. Você reconhece que está com raiva, mas você não precisa dizer “Ei, estou com raiva”. Isso é diferente. Mas você a reconhece; você não a nega. Esta é a chave.

Portanto, a forma que você utiliza emoções como o amor e o cuidado é em práticas devocionais, você as direciona para Deus. E quanto aos outros tipos de domínios emocionais, você os testemunha, você se senta com eles e os assiste mudar, ir e vir, mas você não os nega – você permite que eles sejam queimados na luz da consciência. Porque isso é parte da sua condição humana.

Quando falarmos sobre serviço, vocês verão como lidamos com o sofrimento. E verão que ele desperta emoções intensas. E o seu coração está partido. E você deve deixar o seu coração se partir. Mas você cultivou um outro plano de realidade que é aquele que observa e permite; e por detrás de tudo está a qualidade da equanimidade. Então, as emoções funcionam melhor quando você também tem um outro plano que não é emocional, andando junto com ele, na verdade. Porque perder-se na sua reatividade emocional apenas cava um profundo buraco kármico. Mas permitir a sua humanidade, faz realmente parte. Permitir a sua humanidade.

Prece para os Anjos dos Quatro Elementos

Prece retirada e traduzida de A New Earth: Methods, Exercises, formulas, prayers (Uma Nova Terra: Métodos, exercícios, fórmulas, preces. Tradução livre).
Autor: Omraam Mikhaël Aïvanhov.

Senhor Deus todo-poderoso, criador do céu e da terra,
O mais clemente e misericordioso Pai,
Envie-me seus quatro anjos:
O Anjo da Terra, o Anjo da Água,
O Anjo do Ar e o Anjo do Fogo;
Que a Sua vontade possa se manifestar em mim.

Que o Anjo da Terra possa levar todos os dejetos do meu corpo físico e entregá-los à terra, para que ela os absorva e os envie de volta para mim em forma de saúde e pureza.
Que ele possa limpar todo o meu corpo, para que a vida flua abundantemente por minhas veias e artérias.
Que todo o meu ser possa ser livre, leve e sem cargas, para que o reino de Deus e sua justiça se estabeleçam na terra, e a era dourada raie entre os homens.

Que o Anjo da Água possa lavar todas as manchas do meu coração.
Que o amor abnegado possa habitar em meu coração, trazendo-me felicidade, alegria e bem aventurança.
Que meu coração possa ser puro, transparente e claro como um cristal, para que o reino de Deus e sua justiça se estabeleçam na terra, e a era dourada raie entre os homens.

Que o Anjo do Ar possa purificar o meu intelecto com um influxo de sabedoria e luz.
Que o meu pensamento possa se tornar lúcido, perspicaz e radiante, para que o reino de Deus e sua justiça se estabeleçam na terra, e a era dourada raie entre os homens.

E que o Anjo do Fogo, que não é senão o Anjo do Sol, possa santificar a minha alma e o meu espírito.
Que a verdade absoluta possa penetrar todo o meu ser.
Que minha alma e espírito possam conhecer a vida eterna e ser uma morada para a onipotente criatividade divina, para que o reino de Deus e sua justiça se estabeleçam na terra, e a era dourada raie entre os homens.

Amém, amém, amém.

Que assim seja, que assim seja, que assim seja.

Há mais no morrer do que mostram as aparências

Martha Atkins é uma pesquisadora, aconselhadora e consultora norte americana para assuntos de morte e luto.

Estudou práticas intuitivas e cura energética por mais de 20 anos e divide, na palestra a seguir, um pouco de sua experiência e insight a respeito de fenômenos amplamente testemunhados por familiares de pessoas que viveram seus momentos finais nesta encarnação.

Os depoimentos relatados por Martha são muito tocantes e evidenciam a continuidade da vida após a morte.