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O orgulho é inimigo do amor

Por Samantha Sabel

“O orgulho é inimigo do amor.”

Com essa frase tintinando em minha mente, abri os olhos pela manhã com a sensação de excesso de energia acumulado nas regiões da garganta e dos olhos. Ao mesmo tempo, na altura do peito, uma sensação de frio e de vazio.

Atenta, passei os minutos seguintes tentando identificar a possível relação disso com os sonhos da noite, ou com as experiências dos dias imediatamente anteriores. Não demorei a perceber que o recado era para maneirar naquela nada louvável mania de estar certa, de seguir energicamente as linhas de argumentos que me parecem racionais sem muita consideração pela maneira como o outro se sente ao interagir comigo quando estou nesse modo.

Sim, o tema do dia é o orgulho. O orgulho é tentação à qual frequentemente cedo, e à qual frequentemente vejo tantos cederem. Nas famílias, no trabalho, nos relacionamentos, no trânsito, na frente do espelho.

É claro: o orgulho é inimigo do amor! É disso que falam as autoridades em relacionamento quando elencam o desdém – orgulho revestido de ironia ferina – como o pior veneno que pode rolar numa interação afetiva. Em outras palavras, se você vem praticando desdém – explícito ou como postura mental – para com seu parceiro(a), pode escrever que está colocando o relacionamento na estrada para a ruína… pois ninguém que goza de boa saúde emocional aceita ou gosta de ser desprezado.

O orgulhoso é como alguém que se senta no topo de uma montanha e, percebendo o seu entorno como inferior a si mesmo, não se dá conta da aridez da região que escolheu habitar. Suas atitudes ríspidas, arrogantes e impacientes afastam os outros do seu convívio, agravando cada vez mais a sua sensação de isolamento. O frio que escolheu como habitat começa a ressecar e congelar a própria pele, e muitas vezes a altura a que subiu foi tamanha que o caminho de volta ao vale quente do amor demora demais para poder ser percorrido.

Quase onipresente nos corações humanos, não é à toa que o orgulho figura na lista dos sete pecados capitais. Foi uma das últimas tentações do Buda antes de poder ser iluminado, e também uma das tentações oferecidas a Jesus no deserto. É o orgulho também aquilo que incha o “homem rico que não entra na estreita porta do reino dos céus”.

O intelectual é alguém que está em particular perigo de ceder à tentação do orgulho. Seus esforços para acumular conhecimento o levam para mais perto da ilusão de possuir uma bagagem que o separa qualitativamente dos demais. A mente, força yang, é estimulada pelo confronto, e se não for equilibrada com o yin do coração – a capacidade de sentir com o outro, a compaixão – facilmente se desequilibrará em orgulho e agressividade. Não se trata, é claro, de anular o potencial divinamente concedido da inteligência, mas de alimentá-la de forma proporcional às outras forças vitais, as do coração e da vontade, buscando uma manifestação pessoal mais equilibrada e saudável.

É divertido observar as situações em que o orgulho é quebrado. O amor é por excelência o antídoto contra o orgulho – ele derruba, aliás, todas as ilusões. Quando um doutor arrogante que só pensava na carreira por exemplo for trocar pela primeira vez a fraldinha cheia de cocô do seu filho, ali talvez ele começará a reorganizar sua escala de valores, e é bem provável que ao longo do convívio com a criança o seu próprio ego irá ficando cada vez mais para trás na sua fila de prioridades. O mesmo pode acontecer com alguém que perde por qualquer motivo um talento, uma posição social ou o prestígio que tinha. A bela atriz que envelhece, o atleta que se acidenta, o milionário que perde a fortuna, o senador que não se reelege, o sujeito de destaque, bem versado, que precisou engatinhar novamente quando imigrou para um país estrangeiro.

Circulam na internet algumas boas ideias sobre como domar a fera do orgulho. A devoção a algo melhor do que nós mesmos. Elogiar as qualidades daquele que percebemos como “inimigo” enquanto nos lembramos diligentemente dos nossos próprios defeitos. A lembrança da condição de igualdade que compartilhamos com outros seres vivos – a fragilidade do corpo e a morte física nos igualam a todos, assim como a imortalidade da consciência e os potenciais infinitos. A atitude interna de equanimidade. A real noção de nosso pequeno tamanho no grande esquema da Criação – ou como disse o filósofo, o ridículo de quando uma partícula de poeira cósmica pergunta altivamente se “você sabe com quem está falando?”. A lembrança de que sozinhos não somos capazes de ir muito longe. A lembrança de que já erramos muitas vezes, mesmo quando nos achávamos tão certos do que fazíamos. A lembrança de que ao provocar sofrimento e animosidade no outro com nossa arrogância, estamos caminhando rumo ao nosso próprio sofrimento. O respeito à multiplicidade de caminhos que levam à evolução. O saber apenas que nada sabe.

O orgulho é inimigo do amor. E por consequência, inimigo também da possibilidade de ser realmente feliz.

As pequenas coisas que farão o seu relacionamento dar certo ou quebrar

Autoria de Caroline Sweatt-Eldredge. Traduzido por Leonardo D’Ippolito.

Ele volta para casa do trabalho exausto novamente. Depois de mais uma reunião frustrante que poderia ter sido resolvida com um e-mail, uma conversa tensa com um colega de trabalho sobre o estado da geladeira do escritório e o tráfego previsivelmente horrível no caminho de volta para casa, ele cai no sofá da sala de estar, exala uma respiração profunda, e liga o seu programa de TV favorito. Tudo o que ele quer fazer é descomprimir em silêncio.

Bem nessa hora, ele ouve a porta dos fundos se abrir. Sua esposa está em casa – e de alguma forma ela está mais animada do que nunca. Quando ela entra na sala e tira o casaco, toma um instante de pausa na frente da janela, e diz: “Que clima lindo – está um dia adorável hoje”.

O que ele deveria dizer em seguida? A resposta pode importar mais do que você pensa.

John Gottman passou a sua carreira estudando o que faz os relacionamentos funcionarem – e o que ele descobriu é tão prático quanto importante. Através de sua pesquisa, ele conseguiu identificar quais qualidades e práticas fazem com que um casal seja mestre do próprio relacionamento, bem como o que pode transformar uma relação em um desastre. Ele encontrou uma diferença sutil, mas significativa, entre os mestres e os desastres, que prediz fortemente o futuro dos seus relacionamentos: nos pequenos momentos da vida cotidiana, os mestres de relacionamento são muito mais sensíveis às tentativas dos seus parceiros de se conectar com eles.

Essas tentativas de conexão ou lances emocionais são qualquer esforço por parte de um parceiro para se conectar ou chamar a atenção do seu parceiro. Esses lances podem ser tão óbvios como um pedido direto de abraço na hora de dormir ou tão sutis como um comentário indireto sobre o clima, dirigido a ninguém em particular. Gottman descobriu que os parceiros que respondem de forma positiva consistentemente – ou voltam-se para – os lances emocionais um do outro foram significativamente mais propensos a se sentirem satisfeitos e a permanecerem juntos ao longo do tempo do que aqueles que não o fizeram. De fato, em um estudo de seis anos sobre recém-casados, Gottman descobriu que os casais que permaneceram juntos se voltaram para as ofertas emocionais um do outro 86% do tempo, enquanto que aqueles que se divorciaram voltaram-se para os lances de cada um apenas 33% do tempo.

Ao longo do tempo, todos os momentos aparentemente insignificantes da vida cotidiana em uma relação se tornam algo de imensa importância. Gottman identificou quatro respostas diferentes que as pessoas normalmente utilizam quando seu parceiro lança uma oferta emocional em sua direção. Cada uma pode apoiar ou derrubar o sentimento de união e segurança do relacionamento. Podemos nos voltar para o nosso parceiro; podemos nos voltar entusiasticamente em relação ao nosso parceiro; podemos nos afastar do nosso parceiro; ou podemos nos virar contra o nosso parceiro. No exemplo introdutório, um marido cansado de seu dia recebe uma oferta emocional de sua esposa quando ela comenta sobre o clima. Ele tem uma escolha: ele pode se voltar para sua esposa com um simples e curto “Sim, é”, reconhecendo a sua oferta; ele pode se virar com entusiasmo para ela, envolvendo-a em uma conversa mais longa sobre o dia; pode afastar-se dela ignorando o comentário; ou pode virar-se contra ela pedindo um pouco de paz e silêncio.

Embora uma resposta entusiasmada a uma oferta emocional seja quase sempre apreciada, muitas vezes o simples reconhecimento da oferta do parceiro é o suficiente para aprofundar a conexão do casal. Você não precisa fornecer energia sem fim, atenção e foco para ser um mestre de relacionamento.

Como é que esses pequenos momentos fazem uma diferença tão grande em nossos relacionamentos? Ao se voltar constantemente para o seu parceiro quando ele lhe procura de maneiras pequenas, você fortalece seu relacionamento contra os estresses e os obstáculos da vida. Essencialmente, uma oferta emocional é uma maneira pequena de perguntarmos diariamente aos nossos parceiros: “Você está aqui comigo?” Ou “Eu importo para você?” A resposta a essas perguntas se torna ainda mais importante se tiver havido infidelidade prévia ou se qualquer parceiro tiver uma história de trauma. Ao receber um “sim” metafórico para essas questões de forma consistente ao longo do seu relacionamento, você fortalece a confiança e a conexão entre si.

Preste atenção às pequenas maneiras pelas quais seu parceiro procura você e tente se conectar – e procurar de forma intencional por maneiras de se voltar para o seu parceiro irá ajudá-lo a ser mais eficaz em se conectar com ele. Toda vez que você se volta para o seu parceiro em resposta a uma oferta emocional, você investe na saúde e na segurança do seu relacionamento. Essa sensação de segurança, de sentir-se realmente capaz de conhecer e ser conhecido pelo seu parceiro, criada de forma intencional e consistente, aprofunda o seu senso compartilhado de intimidade e está correlacionada com o aumento da satisfação conjugal.

Como John Gottman nos lembra em seu trabalho, são as pequenas coisas feitas muitas vezes que fazem a maior diferença nos relacionamentos. Ao se voltar para as ofertas emocionais do seu parceiro, você protege o seu relacionamento contra a deterioração e aprofunda o amor que vocês compartilham.

Artigo publicado originalmente em Psychology Today e The Gottman Institute.

Olhos brilhantes, brisa secreta

por Wagner Borges
Texto Postado na Antiga Lista do Grupo de Estudos e Assistência Espiritual do IPPB, no ano de 2003

Madrugada de sexta-feira.
Depois de algumas horas de sono, onde tive duas projeções* consecutivas para fora do corpo físico e participei de trabalhos de assistência espiritual junto com os amparadores extrafísicos**, levanto a carcaça do leito cheio de energias salutares e a forte de vontade de verter alguma coisa legal no mundo.
Faço um café e traço um pedaço de bolo.
Olho pela janela e vejo a noite lá fora. Vou até a varanda do apartamento e aprecio a beleza da madrugada calma da grande cidade. Curto a brisa noturna que chega.
Olho para o céu meio nublado e vejo o brilho de um planeta (Vênus?).
Fico um tempo apreciando o seu brilho intenso e contente por poder apreciar as artes maravilhosas da natureza.
Depois, entro na sala do apartamento e sinto o ambiente cheio de energias suaves. Parece que sou acariciado espiritualmente pela própria aura do ambiente. Fico contente de poder curtir um clima psíquico legal e me sinto muito agradecido à Espiritualidade Maior por dar-me a chance de transitar por entre os planos de maneira consciente e responsável.
Ligo a secretária eletrônica para pegar os diversos recados acumulados.
Anoto os recados e começo a rir…
Uma pessoa pede que eu localize urgente um parente seu que desencarnou há alguns dias. Quer notícias dele. Porém, sequer conheci a pessoa por aqui.
Fico pensando que muitas pessoas imaginam que há uma seção de achados e perdidos do “lado de lá” e que é só dar os dados da pessoa para algum sensitivo localizá-la.
Uma outra deixa um recado pedindo para eu irradiar energias para ela, pois está se sentindo mal e desconfia que há uma obsessão espiritual em cima dela. Há algum tempo, ela procurou-me e disse-me que tinha altas orientações espirituais para editar um livro. Olhei o material e o mesmo estava cheio de coisas confusas, mais parecendo um processo espiritual obsessivo.
Falei para ela, com todo o tato e educação, que aquilo não parecia um material mediúnico sadio, e que ela poderia estar sendo vítima de um espírito sacana – que estava se aproveitando de sua sensibilidade.
No entanto, como ocorre frequentemente, as pessoas não ponderam bem sobre as coisas quando o seu ego toma a frente e lhes tolhe a capacidade de discernimento. Ela ficou aborrecida com o que eu disse, e ainda me prometeu que pegaria diversas orientações espirituais para passar-me posteriormente, pois eu não estava capacitado para apreciar o alto nível do seu material.
Como sempre faço, espero o tempo passar e as “fichas caírem”. Trabalhando há tantos anos com temas espirituais e com o público dessa área, já estou acostumado demais com os rolos psíquicos que as pessoas fazem.
Uma outra quer saber se orando o salmo 23 da Bíblia ela conseguirá afastar os espíritos que estão aparecendo para ela.
Penso que talvez seja melhor ela fazer o salmo vivo do Amor em seu coração e perder o medo de espíritos e irradiar energias a favor dos caras que estão na sua cola espiritual. Porém, presumo que ela não irá gostar desse tipo de dica.
No último recado, uma surpresa. É um amigo dizendo que está com saudades e que acordou rindo muito ao lembrar-se de uma piada que lhe contei há um tempo atrás.
Fico pensando que se as pessoas que deixaram recados com os seus rolos psíquicos lembrassem mais de piadas e estivessem rindo, se isso já não seria uma maneira de libertá-las de suas dúvidas.
Às vezes, não é de um salmo religioso que alguém precisa, mas sim de mais coragem para enfrentar de frente as coisas que estão enroscadas.
Em outros casos, não é de um trabalho espiritual que ela necessita, mas apenas de namorar um pouco e sorrir mais.
E na maioria das vezes, basta estudar, refletir, meditar e se esforçar um pouco para descerrar novos horizontes conscienciais por sua própria vontade e capacidade.
Discernimento, Amor e alegria são estados de consciência internos. Mas dá trabalho e leva tempo para se chegar a algo melhor dentro de si mesmo. Talvez seja por isso que as pessoas estão sempre dependendo de alguma coisa fora delas mesmas para serem felizes.
De toda maneira, faço a minha parte… sento no sofá da sala e fecho os olhos. Em torno, o silêncio da madrugada e a brisa que entra de mansinho. Penso naquelas pessoas e irradio energias sadias na intenção de que o melhor para a evolução delas aconteça.
Em dado momento, surgem várias imagens dentro da tela mental frontal interna. São diversos rostos.
Caramba! São rostos dos corpos que ocupei em outras vidas.
Olho aqueles rostos e presto muita atenção… São brancos, negros, vermelhos e amarelos. São diferentes de aparência, mas o jeito de olhar é o mesmo.
Vejo-os como pessoas diferentes, mas sei que sou eu mesmo.
Engraçado. Esses corpos viraram pó, e eu, não!
Começo a rir ao pensar nisso.
Aqueles corpos eram transitórios, mas as experiências adquiridas por seu intermédio eram reais e necessárias, como são as que ocorrem nesse presente momento.
Quantas idas e vindas dentro da carne já passei?…
Sei lá! E isso pouco importa agora.
Dentro da relatividade das experiências, o que importa é o que faço com elas.
Se erro, aprendo. Se acerto, aprendo.
E, aí, o importante é saber como lidar com cada situação relativa sem perder de vista a realidade que brilha atrás do véu ilusório de nossas percepções.
A Terra não dá os corpos, apenas os empresta por um tempo de aprendizado necessário. Em contrapartida, o espírito também não dá à Terra o brilho estelar do qual procede, apenas o empresta por um tempo de vida ao corpo transitório.
Aqueles rostos pertenciam aos corpos da Terra, mas o brilho do olhar era meu.
Eles se foram. Eu também fui, mas voltei… em outro corpo.
E esse outro corpo também passará!
Aceito isso naturalmente, pois já estou mais acostumado a valorizar o brilho do olhar que levarei comigo para outras etapas à frente.
E sei que é assim com todas as pessoas, independente de raça, sexo, cultura ou condição. É o brilho estelar que importa. É ele que persiste além das ilusões transitórias de fama, poder, beleza e força baseados apenas nos corpos perecíveis.
Não sei quantas vezes mais ocuparei corpos para as experiências que preciso aprender. Entretanto, isso pouco importa a essa altura do campeonato.
Importa mais é o que se faz, com corpo denso ou sem ele.
Estar encarnado, projetado ou desencarnado, tanto faz. O que importa é o que se é e o que se faz em cada momento de experiência.
Poder e miséria, já os tive.
Beleza e feiura, já os tive.
Juventude e velhice, já os tive.
Bondade e maldade, já os tive.
Tudo isso era relativo. Real era só esse brilho no olhar.
Esse brilho imperecível é o que ficou. É o mesmo que olha agora.
É o mesmo que olhará amanhã, e sempre…
A diferença é que antes esse olhar via pouco e permitia muitos rolos relativos.
Hoje, vê um pouco mais além do relativo.
Amanhã, verá mais – além de si mesmo e dos rolos…
E, na eternidade, verá o real: O Todo que está em tudo!***
Enquanto isso, no relativo do aqui e agora, sinto a brisa da madrugada e sinto-me agradecido por poder apreciar os toques sutis que chegam junto com ela no silêncio interplanos aqui do apartamento.
Daqui a pouco irá raiar mais uma aurora. Vou esperá-la com os olhos brilhando.

P.S.:
Será que eu devo ligar para a pessoa do salmo 23 e acordá-la para ver o despontar da aurora?
Será que eu devo dizer para a pessoa que quer receber uma mensagem do seu parente extrafísico para ela prestar atenção na brisa e captar as mensagens secretas que ela porta?
Ou será melhor escrever algo sobre tudo isso e deixar o brilho do olhar espiritual interpenetrar esses escritos – e enviar por eles a mensagem direto no brilho do olhar delas quando lerem?

Paz e Luz.

Wagner Borges – ser humano com qualidades e defeitos, que continua achando que a Espiritualidade é a maior riqueza de alguém, e que sabe que a grande defesa espiritual é quando o olhar de alguém brilha cheio de discernimento, Amor e alegria.

– Notas:
* Projeção da consciência – é a capacidade parapsíquica – inerente a todas as criaturas -, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico. Sinonímias:
Viagem astral – Ocultismo.
Projeção astral – Teosofia.
Projeção do corpo psíquico – Ordem Rosacruz.
Experiência fora do corpo – Parapsicologia.
Viagem da alma – Eckancar.
Viagem espiritual – Espiritualismo.
Viagem fora do corpo – Diversos projetores extrafísicos e autores.
Emancipação da alma (ou desprendimento espiritual) – Espiritismo.
Arrebatamento espiritual – autores cristãos.

** Amparador extrafísico – entidade extrafísica e positiva que ajuda o projetor nas suas experiências extracorpóreas; mentor extrafísico; mestre extrafísico; companheiro espiritual; protetor astral; auxiliar invisível; guardião astral; guia espiritual; benfeitor espiritual.

*** O Todo – expressão hermética para designar o Poder Absoluto que está em tudo. O Supremo, O Grande Arquiteto Do Universo, Deus, O Amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.

“Aconteceu lá um negócio bom…” – Relato de projeção astral do Roberto Pineda

Roberto Pineda mora no estado de São Paulo e vivencia a projeção astral (ou experiência fora do corpo) há vários anos, descrevendo na internet o que ele costuma ver quando está projetado. Recomendamos o site do Pineda para quem gosta de relatos projetivos. O Pineda possui uma excelente habilidade de reportar as coisas do astral.

No relato abaixo ele comenta sobre o encontro com um amigo que não percebeu que morreu.

Os pesquisadores colocam que muitas pessoas passam pela morte do corpo físico, continuam raciocinando e vivendo experiências lá no outro lado, mas não percebem que morreram, e acreditam ainda estarem na vida física.

O relato do Pineda fala um pouco sobre isso.

“Aconteceu lá um negócio bom…”

Hoje (29/04/2013) por volta de umas sete (horas) e pouco da manhã, ao voltar para casa, após várias experiências no astral, encontrei um amigo e vizinho há quase dezoito anos.
 
Fiquei maravilhado em vê-lo, de forma nítida, como se estivéssemos no físico.
 
Observei atentamente que ele estava bem, com saúde perfeita, como se tivesse vindo na casa dele fazer alguma coisa, num dia normal de atividades no físico.
 
Cumprimentando-o, falei para ele:
 
“Oi Jaime, como está???”
 
“Estou bem… Aconteceu lá um negócio bom… O médico disse que acertou a minha medicação… Ele disse que agora basta olhar para mim e já sabe o que eu tenho, a medicação que preciso… Estou curado…”
 
Falou isso e demonstrando estar se lembrando de alguma coisa voltou dentro da casa dele para buscar algo.
 
Surpreso e maravilhado com aquele encontro, voltei sem querer para o meu corpo físico.
 
Ocorre que este amigo desencarnou ontem (28/04/2013), pela manhã, no hospital, onde estava internado havia uma semana, vítima de câncer no sistema digestivo.
 
No sábado (27/04/2013) entre 12:00 e 13:00 horas, estive, junto com minha esposa, visitando-o no hospital.
 
Ele estava muito abatido, devido a cirurgia, estava ‘entubado’ com oxigênio e outros aparelhos de medição e controle médico, olhou-nos com com certa surpresa pela visita e sorriu.
 
A esposa dele que estava sentada numa poltrona próxima, disse que ele não podia falar, pois estava com soluço devido a não estar comendo há uma semana, ficando só no soro e na medicação.
 
Logo depois, ele fechou os olhos e adormeceu, durante todo o resto da visita.
 
Hoje (29/04/2013) quando o encontrei e ele disse “aconteceu lá um negócio bom…”, ele se referia a excelente recuperação que teve no hospital, achando que o médico tinha acertado na medicação e que ele “já estava de alta médica”
 
Percebi instantaneamente que ele ainda não tinha se dado conta da própria situação de desencarnado, achando que ainda continuava no físico, normalmente.
 
O enterro dele deve acontecer daqui há pouco, as 9:30 hs da manhã.
 
Vou ver se nos próximos dias consigo acompanhá-lo na sua adaptação da sua nova vida no astral e ver se consigo ajudá-lo em alguma coisa.

Homem saindo do corpo

Segundo relato, de 30/Março/2017:

“Depois da morte”

Esta noite (30/03/2017) encontrei no astral um vizinho que morreu há quase 4 anos atrás. Achei interessante postar esta experiência, pois demonstra como é, para alguns, a vida depois da morte.

Conversando com ele, pude observá-lo de perto e percebi que ele está bem.

O corpo astral dele está aparentemente sólido, compacto, como se ainda estivesse com o corpo físico.

A comunicação no astral é rápida e instantânea pelos pensamentos.

Se a pessoa, por exemplo, não tiver consciência de que está desencarnada, a impressão que ela tem é de estar conversando normalmente, como se estivesse no físico.

Como eu demonstrei curiosidade sobre o que ele anda fazendo, ele respondeu que está fazendo um curso.

Pude sentir/perceber que é um curso preparatório para a percepção da vida espiritual.

No astral há infinitas vivencias, deixando a pessoa totalmente envolvida, e como geralmente não há percepção de tempo, a pessoa desencarnada pode passar muito tempo sem perceber que não está mais no físico.

Geralmente amigos espirituais quando percebem que o desencarnado não consegue despertar por si próprio, procuram encaminhá-lo para algum curso que o ajude aos poucos a ir percebendo a nova realidade.

Os ensinamentos de Silver Birch sobre a vida após a morte

Silver Birch é o pseudônimo de um índio pele vermelha desencarnado. Certa vez um artista médium o descreveu como um índio nativo-americano de aparência séria, que usava uma única pena na cabeça e tinha olhos compassivos. Evidências sugerem que Silver Birch era simplesmente uma persona que dava forma a uma consciência muito espiritualmente evoluída, que preferia se disfarçar para que aqueles que liam suas palavras o julgassem não por um nome ou perfil que lhe fosse atribuído, mas pela sabedoria de suas mensagens. Silver Birch em inglês é o nome de uma planta, o Vidoeiro-branco ou bétula-branca.

As mensagens de Silver Birch foram psicografadas por Maurice Barbanell, um médium inglês que foi o fundador e editor da revista semanal Psychic News.

A seguir está a tradução do interessante artigo Silver Birch Teaches About ‘Life in the Beyond’, do site The Search for Life After Death.

Maurice Barbanell, um judeu pobre que morava na região de East End de Londres era, segundo relatos, um ateu. O espiritualismo passava por um lento declínio no início do século 20, embora médiuns ainda fizessem suas demonstrações em salas privadas de toda a Grã-Bretanha e EUA. Barbanell tinha apenas 18 anos quando foi convidado por um amigo para uma roda de mediunidade, e participou dela com zombaria. “Mulheres idosas se tornaram homens chineses e todo tipo de coisa!”, declarou com uma risada. Mas o médium o repreendeu com um aviso, “Você vai fazer isso em breve.” Barbanell zombou, mas voltou uma segunda vez, e logo adormeceu, ou ao menos foi o que pensou. Quando acordou, foi informado de que havia estado em transe, de que o espírito que se manifestou deu seu nome e declarou que Barbanell estava treinando há anos e que, “em pouco tempo, estaria falando em casas espiritualistas”.

Assim, a profecia do médium se tornou realidade e a sabedoria de Silver Birch foi introduzida no mundo através de uma publicação chamada Psychic News, embora o próprio médium Barbanell se manteve anônimo como fonte das transcrições mediúnicas que estava produzindo. Em 1938, foi publicada a primeira impressão de “Teachings of Silver Birch”. O livro está, ao menos até a data de 2006, ainda em produção. Todas as citações desse artigo estão contidas neste livro, embora os ensinamentos sejam tão atemporais que é difícil lembrar que foram falados pela primeira vez nos anos 1920 e 30, muito antes das ideias new age se tornarem populares.

Silver Birch se auto denomina um mensageiro da “Lei”, termo que pode ser interpretado como um conjunto universal de verdades que governam a realidade. O nome Silver Birch é um pseudônimo. Como o próprio Birch diz: “Eu tive que vir na forma de um humilde índio nativo americano para ganhar o seu amor e devoção, não pelo uso de um nome grandioso, e para provar-me pela verdade do que ensinei. Essa é a lei.” Tenha Silver Birch realmente já vivido como um nativo americano ou não, ele usa o termo ‘Grande Espírito’ para se referir a Deus muitas vezes no texto.

Assim como em outros grandes canalizadores, como Jane Roberts, por exemplo, os ensinamentos falam por si. Silver Birch, assim como Seth, não oferece nenhuma prova de sua existência; Não é essa a sua finalidade. Os ensinamentos devem se sustentar por conta própria, independentemente da fonte. Da mesma forma que os ensinamentos surpreendentes de Seth, eu penso que Silver Birch merece ser ouvido, mesmo que não tenhamos nenhum mecanismo para provar suas origens. Como em qualquer ensinamento espiritual, você deve pegar aquilo que é significativo para você.

Silver Birch comenta sobre por que os guias escolhem se comunicar com os humanos na Terra e a luta que eles têm contra as ideias mal compreendidas na religião:

“Nosso trabalho é dar aquilo que, como propósito, traz significado, de modo que, enquanto demonstra a existência da Lei, também permite que o conforto seja dado e o conhecimento seja difundido. Nosso trabalho não é apenas revelar a existência de leis além do físico, mas revelar verdades do espírito. Temos um gigantesco sistema de falsas declarações para nos opormos. Temos de desfazer o mundo de séculos. Temos de destruir a superestrutura de falsidade que foi construída sobre os fundamentos dos credos. Nós nos esforçamos sempre para ensinar aos filhos da matéria como serem livres e como se aquecerem na luz da verdade espiritual.”

Os ensinamentos de Silver Birch são prescientes (revelam o que está por vir), especialmente à luz da divisão e turbulência que nosso mundo está enfrentando. Silver Birch não usa meias palavras. Por exemplo, foi perguntado a Silver Birch se era errado participar de uma caça a raposas. O caçador em questão justificou disparar contra a raposa porque a raposa tinha comido 20 galinhas. A resposta de Silver Birch foi inestimável: “Suponha que eu desse uma arma para a raposa e dissesse para atirar em você porque você comeu 20 galinhas?”

O livro de onde estas citações foram retiradas, “Teachings of Silver Birch”, editado por AW Austin e publicado primeiramente em 1938, é uma grande leitura de modo geral, mas como este é um blog dedicado à pesquisa da vida após a morte, eu fiquei mais fascinado com as descrições de Silver Birch do processo da morte, a entrada no mundo espiritual, e a mecânica da nossa nova vida após a morte. À medida que você lê as perguntas e respostas abaixo, tenha em mente que isso estava sendo produzido em torno do início da segunda guerra mundial. Se você tem conhecimentos sobre experiências de quase-morte, canalizadores, transcrições de regressões entre vidas e outras fontes espirituais mais modernas, observe as semelhanças interessantes que existem com os ensinamentos de Silver Birch.

Grande parte do livro está em formato de pergunta/resposta, por isso vou incluir as perguntas em negrito e as respostas de Silver Birch em itálico.

P: O que exatamente acontece após a morte, logo após a respiração ter encerrado no corpo?

SB: Quando a alma está consciente, vê o corpo espiritual se retirando gradualmente e abre seus olhos no mundo do espírito. Fica consciente daqueles que vieram acolhê-la e está pronta para começar sua nova vida. Quando a alma não está consciente, é ajudada a atravessar a passagem e é levada a algum lugar necessário – pode ser um hospital ou uma casa de repouso – até que esteja pronta para que tome consciência de sua nova vida.

P. Quando deixamos o corpo físico, o corpo que usamos no mundo espiritual é real e sólido como o corpo que deixamos para trás?

SB: Muito mais real e muito mais sólido do que aquele que você deixa para trás no mundo da matéria, pois o mundo de vocês não é o mundo real. É apenas a sombra lançada pelo mundo do espírito. O nosso mundo é a realidade, e você não entenderá a realidade até que você passe para o mundo do espírito.

P. Existem mundos espirituais separados, conectados com todos os planetas habitados?

SB: O que você chama de mundo espiritual é apenas a expressão espiritual do universo, que abrange toda a vida expressa em todos os planos.

P. Existe apenas um mundo espiritual?

SB: Sim, mas com um número infinito de expressões, incluindo a vida em outros planetas além da Terra, assim como o seu mundo da matéria, porque eles têm sua expressão espiritual, bem como sua expressão física.

P: Será possível reconhecer, após a morte, o filho que morreu quando era muito jovem?

SB: Sim, porque para o pai será mostrada a criança como ele a conhecia. As pessoas esquecem que a criança vai reconhecer o pai, pois ela tem estado a vigiá-lo o tempo todo, e será a primeira a cumprimenta-lo quando ele vier ao meu mundo.

P: No mundo espiritual, iremos estar perto daqueles que amamos, embora separados por convenção no mundo físico?

SB: É impossível separar o amor do seu amado.

P: Se é verdade que passamos por inúmeras vidas antes desta, por que não somos mais avançados e ideais do que somos?

SB: Você pode estar no mundo da matéria e ser um santo; Você pode estar no mundo da matéria e ser o mais baixo dos baixos. Não depende do plano terrestre. Depende da evolução da alma.

P: Ainda temos um número infinito de vidas de sofrimento e dificuldade para atravessar no futuro, como no passado?

SB: Sim, Infinito. A luta, o sofrimento, através do cadinho da dor faz o Grande Espírito se expressar. O sofrimento exercita o Grande Espírito. O sofrimento permite que o Grande Espírito interior saia purificado, fortalecido, refinado, assim como o ouro emerge do minério por esmagamento, refinando. Até que tenha passado por estes processos, não é revelado como ouro.

P: Se é assim, qual é a utilidade da ideia de céu após a morte?

SB: O que você considera céu hoje você não vai considerar céu amanhã, pois a felicidade consiste em se esforçar, sempre lutando, para o mais alto e mais alto além disso.

P: Qual é o limite da velocidade de viagem dos espíritos?

SB: Nós não temos nenhuma limitação de tempo ou espaço em nossas viagens. Para aqueles que são experientes na vida espiritual não há limitações. Podemos viajar para qualquer parte do seu mundo da matéria com a rapidez do pensamento, que para nós é a nossa grande realidade. Aqueles que residem em determinado grau são limitados em suas viagens a esse grau. Eles não podem exceder isso. Eles não podem viajar mais alto nos reinos do espírito do que o desdobramento de seu caráter alcançou. Essa é a sua limitação. Mas essa é a limitação do espírito na vida espiritual.

P: É possível pecar do outro lado? Em caso afirmativo, qual é a forma mais comum de pecado?

SB: É claro que é possível pecar em nosso mundo. Os pecados do mundo espiritual são os pecados do egoísmo, mas em nosso mundo eles são rapidamente revelados. Eles são conhecidos assim que o pensamento está na mente, e o efeito é visto muito mais rapidamente do que no seu mundo da matéria. O pecado se inscreve naquele que o cometeu e o torna espiritualmente mais baixo do que era antes. É difícil definir mais claramente em sua língua o que esses pecados são, considere que eles são pecados de egoísmo.

P: São os céus ou esferas do espírito, em comparação com esta Terra, reais e substanciais, governados por chefes sábios, senhores ou deuses? Existe uma história destes reinos celestiais para nós moradores da Terra?

SB: Houve muitos a quem a organização do mundo do espírito foi revelado, mas não temos esferas com chefes. Os únicos chefes são as leis naturais. O mundo do espírito não é um mundo onde as esferas são marcadas com limites como vocês têm. É uma vida progressiva dos estágios inferiores aos mais altos, sem fronteiras, porque os estágios se fundem uns nos outros. À medida que a alma se desdobra gradualmente, ela se expressa nos planos superiores do espírito.

P: O mundo espiritual é tão natural e material para os sentidos espirituais quanto o mundo físico é para os nossos sentidos atuais?

SB: Até mais, para esta realidade. Vocês são atualmente prisioneiros. Você é prejudicado pelo corpo material ao qual você está restrito, em todos os lados. Você está apenas expressando uma parcela muito pequena de seu eu real.

P: Você conversa mentalmente no mundo espiritual, ou a língua é usada?

SB: Até que as pessoas aprendam a comunicar sem falar, a fala é usada.

P: As esferas do país etérico onde você vive cercam a terra, o sol ou os planetas?

SB: Elas não cercam nenhum deles. Não são delimitadas por distinções geográficas. Não estão localizadas em formas de esferas ou planetas. Elas fazem parte do vasto universo. Elas se misturam com todas as fases da vida experimentada em todos os planos. Alguns desses planos você conhece. Outros você ainda não conhece, pois existem planetas nos quais há vida, mas ainda desconhecida para o seu mundo.

Em conclusão, um longo tratado de Silver Birch descrevendo o mundo espiritual:

Silver Birch em “Vida no Além”

Quando você tiver provado e desfrutado com sua plena consciência tudo o que meu mundo tem para oferecer, você vai perceber que é o amor que carregamos por vocês que nos faz voltar a trabalhar entre vocês. Vocês não provaram as alegrias do mundo do espírito. Não há nada em seu mundo de matéria com o qual você possa comparar com a vida do espírito, liberto dos entraves da carne, livre da prisão do corpo da matéria, com liberdade para ir onde quiser, para ver seus pensamentos tomarem forma, seguir os desejos do seu coração, ser liberado dos problemas do dinheiro. Não, você não experimentou as alegrias do mundo do espírito.

Vocês que estão envolvidos na matéria, ainda não compreendem a beleza como ela pode ser. Vocês não viram nossa luz, cores, paisagens, árvores, pássaros, rios, riachos, montanhas, flores – e, no entanto, seu mundo teme a morte.

A morte traz terror em seus corações. Mas você só vai começar a viver quando você estiver “morto”. Agora você vive, mas na realidade você está quase morto. Tantos estão mortos para as coisas do espírito. A pequena força de vida cintila em seus corpos insignificantes, mas nenhuma coisa espiritual pode encontrar qualquer resposta dentro deles. Mas gradualmente nós progredimos. Gradualmente, a força do espírito fica mais forte em todo o seu mundo da matéria.

Gradualmente a escuridão recua, como deve ser quando confrontada com a luz da verdade espiritual. Não há palavras para comparar a vida em seu mundo da matéria com a vida no mundo do espírito. Nós que estamos ‘mortos’ sabemos muito mais da vida do que vocês. Este é o mundo onde os artistas encontram todos os seus sonhos, onde o pintor e o poeta realizam sua ambição. Onde o gênio tem todo o poder de expressão, onde as repressões da Terra são varridas e todos os dons e talentos são usados ​​no serviço uns para os outros.

Este é o mundo onde não há palavras desajeitadas para expressar inspiração, mas onde o pensamento é a linguagem viva e se revela com a rapidez do relâmpago.

Este é o mundo onde não temos dinheiro para nos preocupar, onde não há competição, não há coerção dos mais fracos contra a parede, onde os fortes são fortes porque eles têm algo a dar para os menos afortunados do que eles.

Não temos desemprego, não temos favelas, não temos egoísmo. Não temos seitas, temos apenas uma religião. Não temos livros sagrados, apenas a operação das leis divinas para nos instruir. E quanto mais próximo você chega ao mundo da matéria, mais desajeitado e difícil é para o espírito se expressar. Eu nunca gosto de voltar. As únicas coisas que me fazem fazer isso são a promessa que eu fiz de servir, e o amor de todos vocês, o que me dá uma compensação.

Morrer não é trágico. Viver em seu mundo é trágico. Ver o jardim do Grande Espírito engasgado com as ervas daninhas do egoísmo, da ganância e da avareza, isso é tragédia.

Morrer é desfrutar da liberdade do espírito, que foi aprisionado atrás das barras do corpo material. É trágico ser libertado do sofrimento, para que a alma seja ela mesma? É trágico ver maravilhas de cores, ouvir música que não pertence à expressão material? Você chama de trágico expressar-se em um corpo que não tem dor, ser capaz de transitar por todo o mundo da matéria em um piscar de olhos e provar as belezas da vida espiritual também?

Não há no seu mundo um artista capaz de capturar com suas pinturas algumas das glórias do meu mundo. Não há um músico que poderia gravar algumas das glórias da esfera da música dentro de suas notas. Não há um escritor que possa descrever em palavras físicas a beleza de partes deste mundo.

Que agradável surpresa vocês terão um dia, quando vocês se tornarem conscientes de nosso mundo. Seu mundo está em fluxo de beleza (a sessão foi realizada no início da primavera). Vocês vêem ao seu redor as manifestações do Grande Espírito, à medida que a aurora da vida se infiltra novamente em seu ambiente e se maravilham com a beleza da flor e da fragrância das flores e dizem: “Quão grande é a obra do Grande Espírito”. E, no entanto, o que você vê é apenas um reflexo muito, muito, pálido das belezas que temos em nosso mundo de espírito. Nós temos flores como você nunca viu, nós temos cores tais como seu olho nunca viu, nós temos paisagens e florestas, nós temos pássaros e plantas, nós temos córregos e montanhas. Você não tem como compará-los a nada. E você será capaz de aprecia-los, mesmo que você seja um fantasma, você será real.

Você vem para o nosso mundo agora, mas você não se lembra. Você visita o mundo espiritual todas as noites. Essa é a sua preparação. Caso contrário, seria um choque quando você viesse aqui para começar a sua vida real. Quando você fizer a passagem, você vai se lembrar de suas visitas.

Você será então libertado da limitação do corpo e você será capaz de expressar ao máximo toda a consciência que foi liberada durante o seu sono. Em sua nova manifestação, isso trará para você todas as memórias que você tem, as memórias de todas as experiências que você tem desfrutado.

Maurice Barbanell e Silver Birch
O médium Maurice Barbanell e a psicopictografia de Silver Birch pelo artista francês Marcel Poncin

O amor é a solução

Por Hugo Lapa

“Muitas pessoas não fazem ideia do poder que as energias positivas, amorosas e pacíficas tem em suas vidas. Posso dizer que já vi muitos casos de pessoas, situações e até doenças físicas se transformarem completamente graças à energia do bem sendo enviada para o problema, pessoa ou situação que nos aflige. Vamos contar rapidamente alguns desses casos para ilustrar como funciona a energia do amor em nossas vidas e como ela pode mudar tudo totalmente.

Sempre que posso, procuro incentivar as pessoas a reagirem amorosamente ao mal que lhes chega. Digo isso por dois motivos: o primeiro motivo é que, quase sempre, o mal que julgamos existir externamente a nós também se encontra dentro de nós mesmos, em ebulição no nosso interior. Por isso, quando irradiamos o bem ao outro, essas energias benéficas fazem bem, em primeiro lugar, a nós mesmos. Além disso, o mal que nos chega externamente sempre vem com o propósito de nos fazer enxergar e curar o mal que existe dentro de nós. O ser humano tem o costume de identificar o mal sempre fora, e nem desconfia o quanto de impurezas carrega em seu interior. O segundo motivo, como já dissemos, é que as energias do bem, da paz, do amor, da compreensão, quando emanadas a algo ou alguém, têm grande poder transformador, tanto de nós mesmos quanto do ambiente à nossa volta e das pessoas.

Um dos casos que tomei conhecimento foi de uma moça que trabalhava numa repartição pública e era severamente perseguida por sua chefe. Não importava estar certa ou errada em suas tarefas, não importava o contexto: a chefe sempre dava um jeito de culpá-la pelo problema e de expôr suas falhas energicamente. A moça estava saturada com tudo aquilo e muito raivosa com sua chefe. Ela me contou essa história e eu lhe aconselhei a tratar o problema de um modo diferente. Ao invés de pensar na chefe com raiva, desejando pular em seu pescoço sempre que a via, sugeri que ela começasse a tratar sua chefe muito bem, de forma gentil, amorosa, irradiando luz, paz e tranquilidade a ela. Disse também que ela deveria, antes de dormir, mentalizar sua chefe e enviar energias de amor, além de fazer orações pedindo tudo de positivo para essa pessoa. Ela decidiu aceitar esse desafio e começou a praticar tudo isso. O tempo passou… e, para sua grata surpresa, aos poucos a chefe começou a mudar sua atitude; começou a tratá-la melhor, a não mais persegui-la e até, em algumas poucas ocasiões, passou a elogiá-la em público. O resultado foi surpreendente. Isso mostrou a essa moça que o amor, quando canalizado de forma pura e desprendida, como pregam os mestres das religiões, os santos, e os avatares da humanidade, tem de fato um grande poder transformador. Projetar o amor, o bem e a paz ao outro; orar por ele, desejar sua felicidade, pode realmente mudar nossa vida e a vida de outras pessoas.

Tratar uma pessoa amorosamente; responder o mal com o bem; não devolver irritação com irritação, calúnia com calúnia, ofensa com ofensa, agressão com agressão, mas devolver, isso sim, a irritação com a calma, a calúnia com a verdade, a ofensa com o gentileza, a agressão com amor, é o melhor meio de se neutralizar a negatividade e de dissolver todo o mal. Aquele que recebe uma agressão e agride de volta, ou fica com raiva do agressor, alimenta aquela energia, amplifica o problema e planta as sementes da discórdia, da confusão e nos degrada em espírito. No caso da perseguição da chefe, o amor irradiado pela moça foi aos poucos mudando a vibração de ambas, suprindo o mau humor da chefe, inutilizando sua cisma e transmutando qualquer resquício de cólera.

Casos como esse se repetem todos os dias e a solução é mais simples do que a maioria pensa. Trata-se apenas de responder o mal com o bem, a obscuridade com a luz, a raiva com a tranquilidade, o ódio com amor. Há muitas outras situações de pais que fizeram o mesmo com os filhos e tudo melhorou; filhos que passaram a responder amorosamente ao padrasto e a situação se amenizou; parentes que se odiavam e passaram a conviver em harmonia após um deles começar a responder amorosamente e irradiar o amor ao outro. Tudo isso é simples de ser feito e está ao alcance de todos.

Uma pesquisa realizada com monges tibetanos torturados pelos militares chineses demonstrou o efeito benéfico do amor e do perdão sobre o combate dos traumas, da raiva, da mágoa, da depressão e de outros efeitos da tortura. Os monges tibetanos cultivam a crença de que a resposta amorosa e compassiva é a melhor saída para lidar com nossos detratores. O que aconteceu no Tibet com alguns monges foi o seguinte: no momento em que esses monges eram torturados pelos soldados chineses, ao invés de sentirem ódio por eles, de pensar negativamente sobre eles, ou de desejar seu mal, eles oravam e pediam que os soldados compreendessem o mal que estavam realizando; mentalizavam que seu espírito acordasse daquele sono de ilusão; pediam a inteligência da vida que os abençoasse e os fizesse bem, para que, assim, eles encontrassem o caminho do bem. Anos após a tortura, alguns psicólogos que analisaram o caso desses monges chegaram à conclusão de que eles não apresentavam os sinais clássicos do chamado TEPT (Transtorno de Estresse Pós-traumático), que é uma psicopatologia sofrida por pessoas que passaram por traumas intensos, torturas, acidentes e outras circunstâncias emocionais limítrofes. Os psicólogos concluíram que toda a mentalização positiva, amorosa e compreensiva que esses monges tiveram com seus algozes os salvou de danos psicológicos gravíssimos após a tortura. Isso mais uma vez nos demonstra que o amor, o perdão, a mentalização da paz, da compreensão, tudo isso pode não apenas transformar uma relação entre pessoas, mas também nos proteger efetivamente contra os efeitos deletérios do mal.

Ao longo de muitos anos trabalhando com terapia e atendendo voluntariamente de centenas ou milhares de pessoas que já me procuraram presencialmente ou nas redes sociais para resolver os mais diversos problemas, chego à conclusão de que o amor é uma surpreendente solução para praticamente tudo em nossa vida. Muitas pessoas acreditam que se dando bem na vida poderão viver com amor e paz, mas a verdade é exatamente o contrário: responder amorosamente, pacificamente, de forma compreensiva e compassiva aos problemas é justamente o modo de se dar bem na vida e encontrar ainda mais amor, mais paz e mais felicidade.

Aplicação Prática

A prática do amor é muito simples, mas difícil de ser executada por algumas pessoas. A aplicação dessa mensagem consiste no seguinte: quando uma pessoa estiver tomada pela ira, lançar-te brados ofensivos, desferir agressões gratuitas, perseguir-te, enganar-te ou lhe fizer qualquer tipo de mal, a primeira coisa a fazer é não reagir da mesma forma. Trate a pessoa com bondade, amabilidade, doçura e compreensão. Se a pessoa te ofender, responda de forma amorosa dentro do contexto do diálogo; se a pessoa te ferir e for embora, não pense nela com raiva, indignação ou revolta, mas deseje seu bem, irradie energias de paz e compaixão, ore por ela e peça a Deus que uma chuva de energia divina caia sobre ela; pense o bem sobre ela, pense amorosamente, deseje sua melhora; peça ao cosmos para abrir seus olhos; irradie pensamentos positivos e elevados para essa pessoa.

Depois que fizer isso, atente para uma coisa muito importante: não espere por resultados, muito menos que eles venham rapidamente. Não pense que você pode mudar a pessoa, pois não temos esse poder, mas você poderá transformar a relação entre você e ela. Faça apenas a sua parte sem esperar nada… Em algum momento a tendência é tudo ir melhorando, não apenas na situação, mas você ficando mais tranquilo e mais desprendido. Não desista… insista e confie na perfeição divina.

Deixe o bem, o amor e a paz inundarem sua vida. O resultado será paz, felicidade e liberdade.”

Hugo Lapa.

Transfomação para autocura: e-book gratuito

Foi lançado recentemente pelo portal Consciencial.org o e-book gratuito intitulado O própósito universal da existência: transformação para autocura, que aborda uma visão espiritual e holística da saúde humana.

Nele estão reunidos oito colaboradores que escrevem sobre diferentes aspectos da busca por uma existência mais feliz e equilibrada, de um ponto de vista primordialmente espiritual.

Os temas abordados no livro são:

– Ponderações sobre o despertar da consciência e prática de autocura pelos chacras (Wagner Borges)

– A autocura como um processo de autoconhecimento e expansão da consciência (Andréa Lúcia)

– O despertar espiritual como caminho essencial da autocura (Samantha Sabel)

– Particularidades da espiritualidade feminina (Ise Mahsati)

– Relacionamento com os mentores espirituais (Victor Rebelo)

– Práticas de cura da alma (Dalton Campos Roque)

– Saúde pública, educação para a paz e espiritualidade (Adilson Marques)

– Qualidade vibracional das músicas (Áurio Corrá / áudio de entrevistas)

A obra compartilha pensamentos, sentimentos, energias e conceitos a respeito da autocura e da evolução consciencial na prática. Sua leitura beneficiará a todos que buscam nos estudos espirituais a oportunidade de realizar boas transformações em si e no seu contexto.

Para baixá-lo, clique aqui.

E-book_capa

Recapitulação

Capítulo II do livro Indulgência
Por Emmanuel/Chico Xavier

Cada dia, na Terra, a vida se te recomeça no coração.

Cada nascer do sol é nova luz para que aí nos desfaçamos da sombra que ainda nos obscurece o espírito.

E, nos círculos da evolução em que ainda te agitas, a claridade matinal é como que o convite sempre renovado para as obras do bem.

A Infinita Bondade do Céu te apagou a lembrança temporariamente, a fim de que o esquecimento te valorize a movimentação da consciência sempre livre para escolher.

Não te detenhas em dúvidas e incertezas.

Vale-te do dia para a sementeira do bem.

Cada pessoa que te busca é alguém que regressa de longe para auxiliar-te na edificação da felicidade ou para auxiliar-te no aprimoramento interior que necessitas desenvolver.

Cada problema que te preocupa é serviço que deixaste à distância, sem solução, retornando-te à esfera de trabalho, para o aclaramento do raciocínio ou para a melhoria do coração.

Cada sofrimento é uma sombra que estendeste no passado e que volta ao presente, a fim de que a transformes em luz.

Cada aflição que te requisita a alma é o espinheiro que cultivaste no pretérito a reaproximar-se de ti, para que convertas os acúleos antigos em flores de amor para a imortalidade.

Vale-te das bênçãos do olvido temporário e dos valores potenciais de cada dia, trabalhando em favor da própria elevação, porque, mais tarde, a memória ser-te-á restaurada no santuário interno e abençoarás a dor e a luta de agora por preciosos recursos de reajuste, concórdia e sublimação.

Permanecer no centro: um ensinamento essencial

Por Omraam Mikhaël Aïvanhov
Traduzido de A New Dawn: Society and Politics in the Light of Initiatic Science – Part 1 (Complete Works: Vol.25)

“… A Ciência Iniciática ensina que a verdadeira força consiste em permanecer no centro, naquele núcleo central de luz e calor, de inteligência e amor. De minha parte, toda a minha vida tenho me esforçado para me aproximar deste centro a fim de ver as coisas como realmente são e, se eu as entendo hoje, é porque eu me movi para mais perto do centro. Se eu desviar do centro – mesmo que apenas por alguns dias – a desordem começa a parecer normal para mim também, e eu começo a me perguntar o que é tão repreensível nela. É por isso que eu entendo as outras pessoas. O problema, porém, é que elas não entendem a si mesmas; não sabem onde estão ou por quê. Eu sei onde elas estão, porque tudo na minha cabeça está devidamente classificado e arquivado onde pertence. Eu sei exatamente onde alguém está e o quão perto ou quão longe está do centro, do mundo divino.

Ah, sim, esta questão do centro e periferia é tão importante. Muitas vezes falei a vocês sobre ela e sobre o símbolo do círculo com o ponto no centro que podemos ver em nossos olhos, assim como em outras partes do nosso corpo. E no entanto, apesar de os seres humanos carregarem uma forma simbólica deste ‘livro de sabedoria’ permanentemente em seus corpos, eles nunca o entenderam. Tem sido parte deles por milhões de anos mas nunca apredenderam a decifrá-lo. A periferia e o centro ambos existem e devemos ficar perto, o mais perto possível, do centro, pois apenas lá encontraremos paz. Na periferia existe apenas confusão e desordem e quanto mais vocês se aproximam dela mais em perigo estão de serem jogados para ainda mais longe do centro até que se desintegrem no espaço. O centro representa o ponto mais alto do homem, o ápice do seu ser, sua alma e espírito. E a periferia representa a discórdia e as dificuldades que ele encontra quando a sua consciência se descentra e habita tudo que é estrangeiro e estranho à sua alma e espírito. A maioria dos seres humanos passa o seu tempo balançando para frente e para trás entre o centro e a periferia: um pouco de paz e tranquilidade seguido por dificuldades e desordem; novamente, um momento de paz, e assim por diante. Muito poucos são capazes de permanecer imóveis no centro, no pico do seu ser.

Circulo_e_ponto

Para ilustrar este conceito da periferia e do centro, tenho muitas vezes usado a imagem do ‘rotor’, a plataforma circular giratória que se vê em parques de diversão. Naturalmente, o rotor é apenas um divertimento, mas é um excelente exemplo dos efeitos das forças centrífuga e centrípeta que existem não só no plano físico mas também na vida espiritual. Se você não quiser ser arremessado para fora do centro pela força centrífuga, é necessário checar constantemente a sua posição e, se achar que se afastou em direção à periferia, lembre a si mesmo que sofrerá por isso e, em seguida, sem perder tempo, retorne ao centro.

Quando perceber sinais de caos em sua vida interior, tome isso como um aviso: mais cedo ou mais tarde você está fadado a ser emboscado ou reduzido a pó, derrubado, a bater ou ser atingido por alguém. É assim que a lei funciona. É claro, um médico irá explicar a sua condição dizendo que você está sofrendo de uma falta ou um excesso de minerais ou vitaminas; um padre vai dizer que é porque você não vai à igreja; o político local dirá que é porque você não pertence ao partido dele, etc. Todos eles terão suas próprias teorias sobre o que o aflige, mas eu posso dar-lhe a explicação real – e é muito simples: é porque você se desviou do centro. Vocês podem não entender o que estou dizendo realmente, mas esta é a explicação mais precisa; muito mais precisa do que as explicações oferecidas por médicos, padres e políticos, porque resume toda uma filosofia.

A linguagem que eu uso vem de muito longe e muito alto. Não é a linguagem complicada que vocês usam, com todas aquelas palavras e frases que sou obrigado a adotar a fim de me fazer entender por vocês. Eu preferiria muito mais falar com vocês na minha própria linguagem, a linguagem de símbolos cabalísticos, astrológicos, geométricos. Mas vocês não conhecem esse idioma e nenhum de vocês me entenderia. Eu tenho que usar a sua linguagem e tirar exemplos das coisas que vocês vêem e experienciam em suas vidas diárias se eu quiser que me entendam, mas ainda tenho a minha própria linguagem especial. Sei de antemão que, se eu disser a alguém, ‘Você está muito fora do centro, camarada!’, ele não vai entender, e no entanto é a explicação mais precisa para as suas dificuldades. Tentem entender, portanto, que devemos constantemente nos aproximar deste centro dentro de nós. É isto que estamos fazendo aqui, todos os dias, várias vezes ao dia, por meio de nossas meditações e exercícios espirituais e, em especial, todas as manhãs ao nascer do sol.

Na medida em que nos aproximamos do sol – simbolicamente falando – recebemos mais luz e maior calor e a vida se torna mais intensa. Aqueles que se afastam do centro, do sol espiritual, perguntam-se por que estão frios e na escuridão, por que a vida os abandona. Posso dizer-lhes; é muito simples: ‘Você se desviou para muito longe do centro; você precisa retornar a ele a fim de encontrar luz, calor e vida.”

Omraam Mikhaël Aïvanhov
Le Bonfin, 15 de Julho de 1968