O plano astral ilustrado por Fernando Picheli

Tivemos o prazer de conhecer o trabalho do Fernando Picheli, autor do HQ Plano Astral. O Fernando produz ilustrações muito interessantes, de temáticas espirituais.

A linguagem dos quadrinhos usada pelo HQ Plano Astral possui uma grande riqueza, pois ela desperta uma sensibilidade maior, amplia horizontes de percepção, e coloca o pensamento e a imaginação em pontos que outros veículos não conseguem.

O Fernando gentilmente aceitou responder algumas perguntas que fizemos, em uma mini entrevista, que segue abaixo.

Fale um pouco sobre você, quem é o Fernando, de onde você é, e como ocupa o seu tempo atualmente?

Costumo dizer que somos Espíritos imortais vivendo uma experiência na Terra. Então vou falar um pouco do que estou vivenciando nesta atual experiência.
Sou um admirador das ciências exatas e também das artes gráficas. Como um bom libriano busco o equilíbrio em todas as áreas da minha vida. Equilíbrio é a palavra que melhor define a minha busca nesta existência.

Hoje tenho trinta e nove anos, nasci na cidade de Santo André SP, sou formado em Engenharia Mecânica e trabalho como Engenheiro Projetista no ramo automobilístico.
Atualmente meu tempo é dividido entre as atividades do trabalho e de casa, os desenhos que faço como um hobby, a busca e o estudo constante da espiritualidade e os momentos que passo com minha família e amigos.

Como você se envolveu com a arte da ilustração e dos quadrinhos? Como você aprendeu a desenhar? Fez algum treinamento ou é um talento natural?

Comecei a treinar e aperfeiçoar as técnicas de desenho sozinho, por volta dos nove anos de idade. Sempre busquei nos desenhos uma forma de expressar idéias e sentimentos , é algo natural que foi sendo desenvolvido e permanece até hoje. A ideia de desenvolver um trabalho onde eu pudesse juntar conhecimentos da espiritualidade e aperfeiçoar minhas técnicas de desenho é antiga, mas só consegui colocar em prática recentemente, há cerca de um ano e meio. A graphic novel HQ Plano Astral , Os Cartoons e o Diário Ilustrado são hoje o foco deste meu projeto.

Você acompanha HQs hoje em dia, e quais você gosta de acompanhar?

A admiração pelos quadrinhos vem desde criança, posso dizer que as histórias do universo Marvel e DC Comics fizeram parte de toda minha infância e foram a inspiração no que se refere a arte de desenhar. Posso citar aqui a arte de Frank Miller, John Byrne e Chris Claremont como uma das minhas preferidas.
Atualmente dedico meu tempo mais para aprimorar as técnicas de desenho, acompanho alguns Animes e Mangás para estudar os traços e características de desenhos que quero me aperfeiçoar.
Para aqueles que gostam de HQs eu recomendo a leitura de Desvendando os Quadrinhos de Scott McCloud, uma verdadeira viagem ao mundo da arte em quadrinhos.

Como você se envolveu com os assuntos da espiritualidade, e as experiências fora do corpo?

Tive contato desde pequeno com a religião católica, espirita e umbandista de forma natural sem preconceitos e dogmas. Isso permitiu desenvolver e aprender diferentes pontos de vista e enxergar a religião de uma forma mais espiritualista.

Na adolescência estudava muito o espiritismo e participava de trabalhos de assistência espiritual em um pequeno grupo espiritualista coordenado por uma amiga médium a quem considero a pessoa que mais contribuiu para a formação da minha base dentro da espiritualidade.

As experiências fora do corpo começaram aos vinte e três anos de idade, em uma experiência de quase morte. Após uma cirurgia eu despertei fora do corpo totalmente lúcido, estava no quarto do hospital, pude sair andando pelos corredores, saí do hospital e visitei uma cidade extrafísica. Uma experiência fantástica. O fenômeno passou a se repetir quase todos os dias durante os oitos meses de recuperação, e durante esse período me dediquei aos estudos para entender o que estava acontecendo. Desde então as experiências de saída do corpo tem acontecido de forma espontânea.

Quais são autores/pesquisadores ou linhas de estudo que você tem contato, ou tem influência, na espiritualidade?

O Espiritismo, Budismo, Hinduísmo e a Teosofia são as linhas filosóficas onde mais busco informação atualmente.
O primeiro livro que realmente me influenciou foi Nosso Lar, autoria do espírito André Luiz e psicografado por Chico Xavier.
Falando mais especificamente sobre a projeção astral, gosto muito do trabalho realizado pelos pesquisadores Wagner Borges, Moises Esagui e Saulo Calderon. Dentro deste tema, destaco os livros Projeciologia, autoria de Waldo Vieira, Viagem Espiritual II, autoria de Wagner Borges, e o livro Iniciação Viagem Astral, autoria do espírito Lancellin, e psicografado por João Nunes Maia. São sem dúvida três ótimas referências para aqueles que querem aprender mais sobre o assunto.

Como acontece a inspiração para criar algo novo, e como é o seu processo criativo?

Vou definindo aquilo que eu quero transmitir, pode ser uma uma mensagem, uma informação, vou usando a intuição. As imagens vão surgindo na mente, quando a imagem criada transmite a emoção que estou buscando eu armazeno na memória ou faço um rascunho no papel, para não perder a ideia. Muitas das ideias, lugares, situações vem das experiências de saída do corpo que vivenciei.
Muitas vezes a inspiração vem sem eu estar pensando nisso, ouvindo uma música, caminhando, meditando. Elas aparecem na imaginação como blocos de imagens que representam fragmentos de histórias, aí eu vou montando o quebra cabeça, organizando. É um mundo gigantesco que vai se formando dentro da mente, pode ter movimento, cenário, sons ambientes e até música de fundo, é como construir um filme dentro da mente. No caso da Graphic Novel “HQ Plano Astral” eu já tenho quase todos os capítulos feitos na minha mente, já tenho cenas de cada um deles armazenadas na memória, já tenho escolhidas quais as saídas do corpo que realizei que irão fazer parte da obra. O trabalho agora é transferir tudo isso para o desenho, de forma que as pessoas possam visualizar aquilo que já foi criado. Os Cartoons já são mais direcionados a transmissão de uma ideia, o processo é um pouco diferente, mais direto, é colocar no papel de forma artística um conceito, uma mensagem. E por fim o Diário Ilustrado, que nada mais é do que transmitir uma experiência real vivenciada no plano astral.

HQ Plano Astral - Diário Ilustrado