Livro sobre projeção astral para crianças

Registramos com alegria o lançamento do livro da Lesly Monrat – um trabalho sobre as experiências fora do corpo, voltado especialmente para as crianças, chamado As histórias de uma projetorinha consciente (Em: A vida que começa quando vamos dormir).

São oito capítulos, escritos com uma linguagem simples, divertida, que falam de assuntos do tipo: o que é energia, corpos sutis, doação energética e planos astrais. O livro vem com uma série de ilustrações muito bacanas, de Michelle Behar.

Projeção astral, crianças no mar

Como a cereja em cima do bolo, algumas músicas foram compostas especialmente para o livro, por Elisabeth Just. Duas delas estão disponíveis na internet, Os Sete Chacras e Valsa da Transformação.

A interação das crianças com a espiritualidade é algo muito comum, que acontece com uma naturalidade até maior do que no universo adulto. Muitos pais não sabem como lidar com o assunto da melhor forma. Assim, o livro é uma obra distinta, pois fala diretamente na linguagem da criança.

Confira um trecho:

-Ah, isso nós chamamos de CORDÃO-DE-PRATA!

-Cordão-de-prata?

-Sim, é um tipo de FIO ENERGÉTICO que liga o seu espírito ao seu corpo físico.

-E pra que serve?

-É por aí que passa toda a informação de um lugar para o outro e TODA ENERGIA que tanto um, quanto o outro precisam, e além disso é esse cordão que vai te levar de volta ao corpo.

-Ah entendi, mas me diz uma coisa, até onde nós podemos ir com ele, ele não pode de repente se romper e ficarmos perdidos aqui no espaço?

-Não, isso nunca vai acontecer. Sabe por quê? Ele não tem fim Gabriela!

-Ele é infinito?

-Sim, e nós podemos ir a qualquer lugar que quisermos que ele estará GRUDADO EM VOCÊ, esse cordão é muito poderoso, e NADA NEM NINGUÉM pode romper esse fio.

-Nossa, ele não parte nunca?

-Só tem um meio desse fio se romper, é quando a pessoa morre, caso contrário nunca, jamais ele pode ser quebrado, ou cortado. Assim você pode ficar tranqüila que nunca ficará perdida no espaço, você sempre voltará para seu corpo físico.

-E você, porque não tem esse fio?

-Porque eu já morri!

Neste instante eu fiquei meio parada, meio sem graça, não sabia se sentia algum tipo de medo, se ficava assustada, ou encantada de estar falando com um…com um… MORTO!

Para adquirir o livro

Quem mora em São Paulo poderá encontrá-lo no IPPB. Quem está fora de São Paulo deve entrar em contato com a autora – mais informações aqui em sua página.

Entre a liberdade e o determinismo

Trecho extraído e traduzido do livro Everyday Mysteries, da filósofa e psicóloga existencialista holandesa radicada na Inglaterra Emmy Van Deurzen

Todos os passos que damos, tudo que decidimos, é o resultado de uma multiplicidade de influências, que incluem elementos do passado, presente, e expectativas futuras. Há fatores determinantes de classe, de país, de cultura e de inteligência. Há fatores hormonais, genéticos e de personalidade. Há fatores situacionais, contextuais, e interpessoais que também afetam cada passo que damos. Nenhum destes fatores sozinho determina o que vai acontecer, ou ao menos, isso é muito raro.

Cada situação é uma nova combinação de elementos, como ondas em um oceano correndo juntas e formando novos padrões e correntes. Não estamos à mercê desses padrões e ondas, nem somos capazes de escolher nosso caminho deliberadamente e isoladamente. Somos, isto sim, apenas capazes de aprender a trilhar nosso caminho em meio às ondas, jogando-nos nelas ou surfando em sua crista, deixando que o mar se feche quando emergimos.

O resultado total de nossas ações é frequentemente imprevisível. Nunca podemos convincentemente retraçar nossos passos e explicar o que aconteceu, sem que criemos novos padrões e ondas nesse processo. A única coisa que é relativamente certa é que não somos unidades autossuficientes, tampouco imutáveis. Para que continuemos a nos sentir vivos, devemos nos permitir ser movidos pelas energias e padrões de atração e repulsão nos campos de energia nos quais estamos inseridos, e dentro dos quais todos os nossos movimentos acontecem.

Não somos nada só por nós mesmos: vivemos apenas na medida em que permitimos o jogo dos elementos através de nós. Em certo sentido, não somos nada mais do que a caixa de ressonância das forças da criação; no entanto, o som que produzimos nesta ressonância afeta estas forças de volta, ainda que de forma modesta.

Mulher pensando

Foto: http://soulconnection.net