Mind space – espaço mental

Autoria: Deepak Chopra e Christopher Franke (Transformation of Mind)

Música

Mind space

Everything in nature is a transformation of mind space from one guise to another. The rocks, mountains, oceans and galaxies, are constantly being thought, just as much as we. The lush greenness of Alpine valleys, the simple goodness of children, the frail hands of an old woman that retained their grace despite the scars of age. All these things exist independently of our moods, waiting to be acknowledged for the joy they in fact contain.

When awareness is completely balanced, communicating with the outside world is instantaneous and automatic. It happens with a touch of thought. By remaining in contact with our core of pure awareness we can fully appreciate the beautiful and diverse world out there. The mirror of nature will give us back the reflection of our own inner joy.

I feel the breath of reality. It beckons without disturbing its own stillness, and to know what it whispers I must become just as still myself. Being carries with it a subtle feeling of uniqueness and out of that feeling comes a sense of union with the world, of being bathed in beauty and love. This is reality too. But of a higher order.

Espaço mental

Tudo na natureza é uma transformação do espaço mental de uma forma para outra. As rochas, montanhas, oceanos e galáxias, estão constantemente sendo pensados, tanto quanto nós. O verde exuberante dos vales alpinos, a bondade simples das crianças, as mãos frágeis de uma mulher idosa que mantiveram a sua graça, apesar das cicatrizes de idade. Todas estas coisas existem independentemente de nossos humores, esperando para serem reconhecidas pela alegria que na verdade contêm.

Quando a consciência está completamente equilibrada, a comunicação com o mundo exterior é instantânea e automática. Acontece com um toque de pensamento. Permanecendo em contato com nosso núcleo de consciência pura, podemos apreciar plenamente o mundo belo e diversificado lá fora. O espelho da natureza nos dará de volta o reflexo da nossa própria alegria interior.

Eu sinto o sopro da realidade. Ele acena sem perturbar a sua tranquilidade própria, e para saber o que ele sussurra eu devo tornar-me tão tranquilo quanto. Ser carrega consigo um sentimento sutil de singularidade, e desse sentimento vem uma sensação de união com o mundo, de ser banhado em beleza e amor. Esta é a realidade também. Mas de uma ordem superior.

Transformation of mind

O que ocorreu com a minha vida?

Por: Professor Frank

Depois de tudo o que vi, de todos os livros que li, das experiências que tive, das revelações que descobri; isso é o que resta de mim, uma sombra de todos os sonhos que não vivi.

Sempre acreditei que tinha uma missão, por isso, estudei tanto as religiões, viajei o mundo, escrevi até alguns livros, mas hoje, mal consigo pagar as minhas contas; o mundo me aperta, e não sou laranja, já não consigo produzir sumo, e o tempo vai passando e tento, agarrá-lo com o ralo da minha esperança que talvez algo mude, mas nada muda… se ao menos eu pudesse voltar a ser criança.

Sim, se eu pudesse voltar a ser criança, faria tudo de novo, mais tentaria me afastar das crenças alheias, e assim que idade eu tivesse para dizer não, se vontade eu tivesse, e só se vontade tivesse, eu estudaria tudo aquilo que estudei, mais não levaria tão a sério essa necessidade inútil de ser iluminado, afinal, se estou na Terra é porque tenho que trabalhar um bocado aqui, construir uma vida decente agora, para que eu possa continuar, do céu crente, mas com as contas pagas e com um rumo mais definido, para que ao menos, eu chegasse aos 64 menos ferido e mais realizado por ter vivido de fato.

Talvez saber toda essa espiritualidade possa me ajudar no céu, porém, aqui na Terra, infelizmente, não consegui tornar cotidiano toda essa teoria, e nisso, acho que perdi a chance de aprender a grande lição da espiritualidade que nos ensina tudo o que aprendemos sobre o Divino não serve para nada se não conseguirmos, na prática, ter uma vida melhor.

Professor Frankgraduado em Letras pela Unifai e pela Universidade de Cambridge com especialização em ensino e aprendizagem de língua estrangeira. Consultor em Atendimento ao Cliente, Liderança, Marketing e Outsourcing. Atua como Professor e Consultor de inglês desde 2005.

Túnel e porta no final

Anticâncer: o corpo como terreno sagrado de vida

Dr. David Servan-Schreiber foi um médico e neurocientista francês, pesquisador das funções cerebrais, diagnosticado aos 31 anos de idade com um tumor cerebral altamente agressivo (gliomablastoma multiforme de estágio 4). As estatísticas para esse tipo de câncer apontavam para uma sobrevivência de no máximo 1 ano. Determinado, e tomando uma série de medidas para entender e deter o avanço da sua doença, o Dr David sobreviveu, após o diagnóstico, por quase 20 anos.

Ele escreveu o livro “Anticâncer: prevenir e vencer usando nossas defesas naturais“, onde conta sua história pessoal de superação, relatando as mudanças de hábitos de vida que o fizeram sobreviver e manter a saúde por muito mais tempo do que o esperado. Além de analisar substâncias e atitudes que estimulam ou freiam o desenvolvimento de tumores cancerígenos, o Dr. David discute os aspectos da vida humana contemporânea – o ambiente em que vivemos, alimentação, estados mentais e emocionais – que favorecem o surgimento e desenvolvimento do câncer. Suas análises tornam mais claras as razões pelas quais existem hoje tantos casos da doença. Ao final do livro é apresentado um manual prático das mudanças sugeridas pelo médico para prevenir e combater o câncer.

O autor enfatiza a ideia – reconhecida há milênios por medicinas tradicionais do oriente – de que nosso corpo é um “terreno” onde crescem os tecidos vivos, incluindo aí os micro tumores que todos podemos possuir. O meio ambiente, os hábitos de vida, os alimentos e os padrões mentais e emocionais são o seu “adubo”.

O câncer é uma doença crônica que pode levar muitos anos até alcançar um estágio problemático, e o seu desenvolvimento dependerá do quão propício estiver o terreno para sua proliferação. Para prevenir, ou para lutar contra a doença já instalada, é preciso, portanto, cultivar o próprio terreno – o corpo e a mente – com todo o cuidado e carinho que ele requer e merece.

A seguir estão algumas notas práticas, extraídas do livro, para um plano de ação:

Proteger-se

  • Arejar as roupas depois da lavagem a seco, antes de guardá-las no armário (evitar o percloroetileno da lavagem a seco).
  • Evitar cosméticos que tenham alumínio, parabenos (metilparabeno, poliparabeno, butilparabeno) e ftalatos BBP e DEHP (olhar o rótulo dos produtos).
  • Evitar produtos de limpeza que contenham alquifenóis (nonoxinol, octoxinol, nonilfenol e octilfenol).
  • Evitar cremes que contenham estrógeno ou outros hormônios placentários.
  • Evitar panelas de Teflon arranhadas.
  • Evitar aquecer comida ou líquidos em recipientes de plástico que contenham PVC ou em recipientes de isopor ou poliestireno.
  • Evitar exposição ao amianto (telhas ou caixas d’água de cimento-amianto não devem ser usadas).
  • Evitar exposição excessiva a campos eletromagnéticos de telefones celulares (durante as ligações, tentar não ficar tão perto do telefone; evitar manter o celular sempre perto do corpo, não dormir com ele muito próximo; tentar fazer chamadas de curta duração; prefirir as mensagens de texto a longas horas de conversa pelo celular; escolher um aparelho com baixo nível de SAR).

Alimentação

  • Evitar alimentos de alto índice glicêmico: açúcar, farinhas brancas, pão branco, muffins, cereais de café da manhã refinados e adoçados, massas muito cozidas.
  • Evitar geleias e frutas cozidas no açúcar.
  • Evitar refrigerantes, sucos industrializados e álcool entre as refeições.
  • Evitar embutidos, salsichas, linguiça, mortadela, bacon, salames e presuntos (devido aos conservantes nitrito e nitrato).
  • Reduzir as fontes de ômega-6 (óleo de girassol, óleo de milho, óleo de soja, óleo de cártamo, margarinas, gorduras hidrogenadas, gorduras trans, gorduras animais não-orgânicas).
  • Filtrar a água da torneira com filtro a carvão ou de osmose invertida, ou utilizar água mineral ou de fonte.
  • Preferir carne, ovos, manteiga e leite de animais alimentados a pasto.
  • Preferir alimentos orgânicos.
  • Preferir alimentos de baixo índice glicêmico: frutas, arroz integral, pão integral, cereais integrais, massas “al dente”, massas semi integrais, quinoa, aveia.
  • Preferir frutas em estado natural, principalmente mirtilo, cereja, framboesa, frutas cítricas e romã.
  • Aumentar as fontes de ômega-3: peixes e crustáceos, produtos animais orgânicos, capsulas de óleo de peixe, óleo de linhaça, óleo de fígado de bacalhau, óleo de canola.
  • Aumentar as leguminosas lentilha, ervilha, feijão, grão de bico.

Outros alimentos anticâncer (preferir ou aumentar):

  • azeite de oliva
  • couve-de-bruxelas, couve-da-china, brócolis, couve-flor (sulforafane e indole-3-carbinol)
  • cenoura, batata-doce, inhame, abóboras, tomate, beterraba (caroteno, vitamina A e licopenos)
  • espinafre (magnésio)
  • cogumelos shitake, maitake, kawaratake ou enoki, cremini, portobello, champinhons de Paris (lentinane e polissacarídeos)
  • cúrcuma e curry
  • menta, tomilho, manjerona, manjericão, orégano, alecrim (terpenos)
  • salsa, aipo (apigenina)
  • alho, cebola, alho-poró, cebolinha
  • canela (proantocianidinas)
  • raiz de gengibre (gingerol)
  • iogurte orgânico com lactobacilos acidofilus ou lactobacilos bifidus
  • Algas nori, kombu, wakame, arame e dulse (fucoidane)
  • frutas vermelhas: morango, framboesa, mirtilo (blueberry), amora, airela (ácido elágico e polifenóis), cereja (ácido glucárico)
  • frutas cítricas: laranja, tangerina, limão, grapefruit ou pomelo (flavonoides)
  • caqui, damasco (vitamina A) e suco de romã
  • nozes e avelãs (ômega-3 vegetal, magnésio), noz-pecã (ácido elágico), amêndoa (magnésio)
  • soja orgânica, tofu (isoflavonas)
  • chocolate amargo com 70% ou mais de cacau (proantocianidina)
  • vinho tinto (resveratrol) moderadamente (no máximo uma taça por dia), durante as refeições (em dietas saudáveis)
  • chá verde (EGCG), em especial os japoneses: sencha, gyokuro, matcha
  • chá/infusão de raiz de gengibre

Exercício e sol

  • Fazer 30 minutos de atividade física diariamente. Caminhada, corrida, aulas de ginástica, karatê, bicicleta, natação, entre outros. Não é preciso fazer muito, mas é importante que seja frequente, regular.
  • Tomar sol durante 20 minutos por dia quando for possível (produz vitamina D).

Meditação

  • Diariamente, por alguns minutos, praticar um método de auto-centragem e de tranquilidade, para “voltar a si no presente”. Yôga voltada para meditação, coerência cardíaca, tai chi, qigong, relaxamento. Voltar a atenção para dentro de si, prestar atenção na respiração, evitar a mente agitada e dispersa.

Sentimentos

  • Procurar resolver ou trabalhar melhor eventuais traumas passados.
  • Aprender a acolher e a compreender as próprias emoções: inclusive o medo, a tristeza, o desespero e a raiva.
  • Procurar deixar as emoções se dissiparem sem se prender nelas.
  • Livrar-se do sentimento de impotência.
  • Conversar, recuperar a calma e a força interior.
  • Buscar compartilhar as emoções com outra pessoa

Com uma abordagem lúcida e equilibrada, o autor recomenda uma junção dos tratamentos convencionais e naturais, psicoterapêuticos e espirituais no combate à doença. Trata-se de uma ótima leitura para todos que se interessam pela abordagem integral da saúde humana.

Anticâncer - prevenir e vencer usando nossas defesas naturais

Auld Lang Syne, um poema escocês sobre amizade

Auld Lang Syne é um tradicional poema musicado escocês atribuído a Robert Burns, que celebra tempos passados e laços afetivos de longa data. Burns enviou este poema a um amigo em 1788. Na carta ele dizia se tratar na verdade de uma música muito antiga do folclore escocês, anotada por ele enquanto ouvia um homem idoso cantá-la.

Nas culturas de língua inglesa, Auld Lang Syne é tocada em cerimônias que simbolizam despedidas e encerramentos de ciclos, sendo considerada canção típica das celebrações de ano novo. A música é uma expressão sincera de amizade, evocando uma reflexão sobre o passado e enaltecendo as relações estabelecidas.

O vídeo foi produzido com imagens de amizade, amor e confiança, ao som de uma bela versão de Auld Lang Syne do duo escocês The Cast (Mairi Campbell e David Francis). A legenda traz a letra original, e logo abaixo seguem as traduções para o inglês moderno e para o português brasileiro.

Auld Lang Syne (Days Long Ago) Velhos tempos
Should old acquaintances be forgotten
And never be remembered?
Should old acquaintances be forgotten
For days long ago
Deve uma antiga amizade ser esquecida
E nunca ser relembrada?
Deve uma antiga amizade ser esquecida
Pelos velhos tempos
(chorus)
For days long ago, my dear
For days long ago
We’ll drink a cup of kindness yet
For days long ago
(refrão)
Pelos velhos tempos, meu caro
Pelos velhos tempos
Ainda beberemos um copo de bondade
Pelos velhos tempos
(chorus) (refrão)
We two have run about the hills
And pulled the daisies fine
And we’ve wandered many a weary mile
Since the days long ago
Nós dois corremos pelas colinas
E colhemos as margaridas
E vagamos por um bom e cansativo pedaço
Desde os velhos tempos
(chorus) (refrão)
We two have paddled in the stream
From morning sun till dinner-time
But the broad seas have roared between us
Since the days long ago
Nós dois remamos no rio
Do sol da manhã até a hora de jantar
Mas os grandes mares rugiram entre nós
Desde os velhos tempos
(chorus) (refrão)
And here’s my hand, my trusty friend
And give me your hand too
And we will take an excellent good-will drink
For the days of long ago
E aqui está a minha mão, meu amigo fiel
E me dê sua mão também
E beberemos um excelente copo de bem-querer
Pelos velhos tempos