Fé, dores e ceticismo: vitórias invisíveis

Por Marcelo J. Klajman

É, esse novembro não tem sido fácil para mim. Muitas purificações, muitas dores, mas também muitas vitórias silenciosas, e também o fortalecimento no saber que Deus atua sempre.

Eu tenho aprendido muito com a dor e as limitações impostas pelo Parkinson nos momentos em que entro na fase off (desligado).

É nesse período de tempo que penso o quanto é importante a fé. O saber de uma crença não é um acreditar, mas sim uma certeza. E a minha certeza não é leviana. Ela é construída por percepções de uma presença invisível atuando nos bastidores da minha existência.

Bem, essa semana ultima de Novembro tive na barriga, próximo ao umbigo, um batalhão de furúnculos – uma coisa devastadora, que o nome já lembra dor e sofrimento. E comigo a maioria das dores chega ao extremo: esta região da barriga inchou, fico vermelhão, fiquei com 38 graus de febre, etc. Melhor pular esta parte mórbida. Risos.

Mas eu e a fé estávamos ali. Eu solicitei alivio para a dor atroz que sentia. Solicitei como “Jesus no calvário” – os puritanos vão me perdoando quanto a força da expressão – E a ajuda, a posterior, começou a chegar.

Bem, eu não acreditava em anjos e nem quero que vocês acreditem. Pois o importante eu sei que para mim foi real. Só basta.

Primeiro, porque nunca pensei e jamais evoquei ou me preocupei com assunto. O categorizava como “imaginação” do povo. Contudo ao acordar de madrugada, na ultima segunda feira 28/11/2011, ao abrir os olhos eu os vi. Ali estavam na escuridão do meu quarto 3 seres de pura e intensa luz, altos, na faixa dos 2 metros a 2 metros e 50cm (2 com aparência masculinizada e 1 com aparência feminina), me observando e mandando sensações (energias, passes, sei lá como denominar), me acarinhando.

O primeiro se identificou como Gabriel, o segundo como Miguel (me identifiquei mais com esse. Por que? Não sei) e a moça anja declinou seu nome.

Fiquei surpreso. E só recebi em pacote de informação, esse texto mais ou menos assim:

“Meu querido,

não há nenhuma oração que deixe de ser ouvida.
não há nenhum doente que esteja sozinho ou esquecido.
não há nenhuma lágrima que não estejamos prontos a enxugar.
não há nenhuma mãe que a Mãe das mães deixe de apoiar.

Sentimos as dores do mundo e procuramos auxiliá-los em momentos difíceis que a humanidade vive.

Porem meu querido, a pior das dores é a descrença em um Deus justo, bondoso e amoroso. Esta falta de percepção é mãe da pior doença, o ceticismo: a mãe da guerra, da violência, da ignorância, etc.

Sua dor seria pior se fosse não tivesse o coração aberto, se não fosse grato pela vida.

Todas as orações são ouvidas.

Você nos vê por suas preces terem sido sinceras e não ter deixado de confiar, por ter acreditado.”

Bem, se até os anjos vieram me acarinhar, quem sou eu para duvidar do divino amor?

Está com dor? Sofrendo? Faça desta uma ponte para Deus, transformando os espinhos em flores.

Um abraço,

Marcelo J. Klajman

Anjo da guarda

Prof. Hermógenes – Aproveite o sofrimento

Entrego, confio, aceito e agradeço.

Cuidar do corpo é uma coisa mais prática para os jovens. Faz muito bem, mas não é bastante.

O ser humano não é o corpo, ele possui o corpo, manobra com o corpo, cuida do corpo, mas ele não é o corpo.

Então o Yoga é um estilo de vida. Que cultiva o corpo, mas cultiva também a mente, trabalha com as energias. Você não deixa de praticar Yoga quando já não tem o corpo. Envelhecido, 89 anos, eu continuo praticando Yoga. Mas sem trabalhar o corpo. É muito pobre a concepção do Yoga como ginástica física.

Minha vida não tem o viço, o brilho e as besteiras da juventude. Mas estou feliz, trabalhando. Aprendendo a cada hora. Aprendendo no sorriso e na dor. Estou buscando uma verdade que me liberte, conforme prometeu Jesus Cristo. A verdadeira liberdade é estar na unidade. Eu preciso deixar de me sentir diferente dos outros. Cultivar o amor. O amor reaproxima, vence a distância da ignorância.

A felicidade a turminha busca no filme das seis, no jogo do Flamengo, no jogo da Bolsa. Isso tudo não é, nada disso dá felicidade. Por que? São muito fugazes. Não pode ser feliz aquele que está se sentindo muito bem mas começa a ter medo de perder o objeto que está lhe fazendo tanto bem.

O sofrimento não alcança apenas os maus, os perversos. O sofrimento alcança os bons. O sofrimento dos bons, na minha observação, no meu estudo, pode ser a oportunidade de afastar os futuros obstáculos. Não digo talvez os últimos, mas os obstáculos mais sérios. Então aproveite o sofrimento e veja a lição que ele vem trazer.

Isso que nós estamos fazendo agora é Yoga. Procurar ter uma visão mais verdadeira, mais bela, das coisas.

Prof. Hermógenes