Há algo mais: um amor, uma luz – parte LVII

Por Wagner Borges – médium, pesquisador e palestrante espiritualista.

Depoimento de um espírito lúcido e contente

A morte é uma quimera!

E agora, no mundo extrafísico, eu vejo isso claramente. No entanto, quando estava “entalado” no corpo físico, tinha verdadeira paúra só de pensar que um dia eu não existiria mais. Tal possibilidade me deixava tremendo de pavor.

Quando alguém tocava nesse assunto, eu logo me aborrecia com a pessoa. E, confesso, eu detestava os espiritualistas por isso – por eles falarem de vida após a morte e acreditarem num monte de coisas do além…

E, verdade seja dita: eu os invejava secretamente, por eles terem a coragem de estudar tais temas etéreos e enfrentarem os seus medos – coisa inimaginável para o meu raciocínio de então.

O tempo passou e a minha paúra foi só aumentando… E, como acontece com todos que descem a Terra, a morte chegou junto e bateu ponto na minha vida transitória. E não foi do jeito que eu imaginava, graças a Deus!

Fiquei doente por alguns dias… E, numa noite, durante o sono, o meu coração parou. Eu havia tomado um remédio e deitara para dormir, de forma natural. Estava apreensivo pelo fato de estar doente, mas não me dei conta de que a coisa era bem séria.

E, aí, aconteceu a coisa que eu mais temia: fechei os olhos no escuro do quarto e mergulhei no sono. E quando despertei, já estava no mundo astral. Não vi e nem senti nada. Dormi na Terra e acordei no outro mundo – e foi tudo bem.

Por incrível que pareça, logo percebi o que tinha acontecido. E, para minha surpresa, eu estava bem e tranquilo, como se parte de mim já soubesse que tudo seria assim mesmo.

Então, rapidamente me entrosei com todos que ali estavam, desencarnados recentes também. Rimos juntos do medo que tínhamos na Terra. A morte – o nosso bicho papão de outrora -, não era a coisa feia que pintávamos. E, ali, juntos, comemoramos o fato de estarmos vivos além da matéria.

Depois, os amigos espirituais que nos atendiam explicaram tudo. E aí foi até fácil lembrar-me de outras vidas – e também de outras mortes – todas ilusórias, naturalmente.

Eu, que tanto tinha medo, hoje afirmo alegremente: a morte é uma quimera! E peço desculpas aos espiritualistas, pois o idiota era apenas eu (sim, o medo me fazia ser ridículo).

Graças a Deus, deu tudo certo no final (e o bicho papão já era!)

E, agora, é só continuar a viver… Sempre!

Estou “desentalado” da carne e muito contente. E espero que o meu depoimento ajude a extirpar o medo de outros.

Bicho papão? Que nada!
Quimera, só quimera…
A vida continua (ainda bem!)
E por aqui me despeço.
Eu sou o Molina, ao seu dispor**.

- Molina -

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Vitória, 09 de maio de 2013.)

- Nota de Wagner Borges:

Esse espírito me contou detalhes de sua vida pessoal e me deu o seu nome completo, para que eu verificasse posteriormente as suas informações. Segundo ele, isso chancelaria sua presença e confirmaria a veracidade do seu depoimento.

E, depois, realmente eu confirmei o que ele me disse sobre o seu caso. Naturalmente que aqui eu não estou colocando seus dados pessoais, até mesmo para evitar especulações ou reações negativas de seus entes queridos aqui da Terra (o importante é o conteúdo do depoimento dele).

E quando ele diz que a morte é uma quimera, é isso mesmo!

Porque há algo mais: Um Amor. Uma Luz.

Paz e Luz.

- Notas do Texto:

* Esse texto fará parte de um novo livro sobre vida após a morte que publicarei daqui a alguns meses (com diversos textos alusivos à temática da imortalidade da consciência).

** Enquanto eu digitava essas linhas, lembrei-me de um texto antigo, do grupo da Companhia do Amor, onde outro espírito também deu um depoimento muito interessante. Então reproduzo o mesmo na sequência.

Morte de túnel de luz

Risada espiritual

Em minha trajetória pela vida, tenho visto muitas dores e muito sofrimento. Meu coração sente a dor dos semelhantes e se angustia por eles. Dolorido, clamo aos céus que me dêem uma explicação plausível do porquê de tanto drama na Terra.

Sangrado pelo meu sofrimento e pelo dos outros, mergulho em depressão. Sinto a dor do mundo lancetar meu peito como um agrilhão invisível…

Porém, repentinamente, sou invadido por uma intuição, vinda de não sei onde, que me diz que as coisas nem sempre são o que aparentam ser e que, por trás das ilusões humanas, existe uma espécie de “limpador de pára-brisa espiritual”, pronto para limpar os respingos de sujeira que salpicam a alma humana.

Há, nessa voz intuitiva, um quê de sorriso matreiro que me faz lembrar de um certo amigo que já partiu dessas bandas terrestres há muito tempo. E, ao pensar nisso, escuto claramente uma risada gostosa do meu lado.

Por incrível que pareça, não fico assustado por alguém invisível rir ao meu lado. Pelo contrário, sou contagiado por este riso gostoso que me invade a alma.

E, de repente, sinto-me inundado por uma torrente de imagens e idéias. Vejo passar perante meu olhar interior uma série de situações humanas… Vejo gente nascendo e morrendo. Mas vejo, também, gente morrendo e vivendo além da morte, em algum lugar que não sei precisar onde é, mas sei que é por aí, em alguma desses tantos planos de vida que Deus criou.

Meu olhar interior vai se ampliando e eu começo a perceber que o sofrimento e a dor são transitórios. Sinto que além, muito além do meu entendimento, está operando um Poder Cósmico que sabe tudo a respeito de todos e que, por isso, sabe o que é melhor para o crescimento evolutivo de cada um.

E, mais ainda, sinto claramente, em algum compartimento oculto do meu Ser, que uma parte de mim (seria um “eu interior”?) compreende isso tudo, de uma maneira que não sei explicar. Nisso, vai brotando em mim uma alegria irresistível e sinto firmemente que há vida em todas as coisas; que o Amor supera tudo; que o sofrimento é efêmero e todos somos eternos. E sou tomado então, por uma risada gostosíssima, como a risada daquele sujeito invisível que continua rindo aqui do lado.

Sigo rindo, rindo, rindo… Porque sei agora, que a morte é uma piada, mortal, sem dúvida, mas é piada, sim! Afinal, ela não mata ninguém mesmo, só desveste o espírito de seu “casulo de carne” – ou, melhor diria, de seu “presunto”.

Súbito, no meio dessa alegria e compreensão espiritual pela qual estou possuído nesse momento, percebo claramente quem é o dono da risada invisível aqui ao meu lado. É o João Grandão, o amigo mais sacana que já tive e que partiu para o além alguns anos atrás, num estúpido acidente de carro.

Como é que eu não reconheci essa risada? E a sua presença espiritual me comprova aquela certeza intuitiva de que estou imbuído no momento: a morte não muda ninguém! Isso é líquido e certo, pois não mudou nem mesmo a risada do João.

E pensar que eu chorei tanto em seu enterro e o sacana já estava rindo do outro lado da vida, talvez até aprontando alguma de suas brincadeiras com algum desencarnado por aí!

Enterrei o corpo do João, mas não a sua alegria. Doravante, quando meu coração sangrar novamente pelo sofrimento da humanidade, eu me lembrarei da risada do João e tentarei olhar o drama humano com outros olhos. A sua risada gostosa será a minha inspiração de agora em diante…

Talvez com uma risada franca, estampada na cara, eu consiga dissolver as angústias de muita gente. Ou, se isso não der certo, quem sabe a leitura desses escritos não consiga fazer as pessoas soltarem o maxilar em uma gostosa “risada-terapêutica-espiritual-evolutiva”?

Inclusive, essa risada se perpetuará por aí, pois também estou deixando aqui na Terra a carcaça velha de guerra e me juntarei ao João no mundo espiritual.

E, então, sairemos os dois rindo, por aí…

- Companhia do Amor* -

(A Turma dos Poetas em Flor).

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Texto extraído do livro “Companhia do Amor – A Turma dos Poetas em Flor – Vol. 1” – Edição do Autor – 2003.)

- Nota:

* A Companhia do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me passam textos e mensagens espirituais há vários anos. Em sua grande maioria, são poetas e muito bem humorados. Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou luzinhas piscando em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas comuns, apenas vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas encarnadas saibam que não existe apenas vida após a morte, mas, também, muita alegria e amor. Os seus textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor.

Para mais detalhes sobre o trabalho dessa turma maravilhosa, ver os livros “Companhia do Amor – A Turma dos Poetas em Flor – Volumes 1 e 2″ – Edição independente – Wagner Borges -, e sua coluna no site do IPPB (que é uma das seções mais visitadas no site).

Experiências fora do corpo com Todd Acamesis

Todd Acamesis é um pesquisador das experiências fora do corpo que mora em Londres, no Reino Unido. Todd vem explorando os estados ampliados de consciência por mais de uma década, incluindo oito anos de trabalho com experiências fora do corpo (projeção astral, viagem astral), e apresenta regularmente palestras e seminários sobre o assunto.

A série de vídeos abaixo foi tirada de um workshop realizado em Fevereiro de 2013 sobre vários temas relacionados à multidimensionalidade.

Nota: para habilitar legendas em português, siga o balão e clique no ícone de legenda na barra do YouTube.

Parte 1 de 10 – Encontro com seres humanos fora do corpo.

Parte 2 de 10 – Ser observado por seres humanos não-físicos. Resgate de pessoas que não sabem que morreram.

Parte 3 de 10 – Resgate de pessoas que não sabem que morreram. Pessoas que morrem e ficam presas em estados de sonho.

Parte 4 de 10 – Ambientes astrais paradisíacos e infernais no parâmetro religioso. O sofrimento como auto-regulação.

Parte 5 de 10 – Plasmagem de condicionamentos e desejos. Reencontros e reconciliações.

Parte 6 de 10 – Realidades holográficas. Plasmagem de condicionamentos. Pessoas que vão ao próprio funeral. Morte de pessoas muito famosas.

Parte 7 de 10 – Clarividência viajora. Expansão de consciência e experiência em nível astral avançado.

Parte 8 de 10 – Projeção em ambiente militar. Contato com consciências não humanas. Manipulação mental.

Parte 9 de 10 – Contato com consciência não humana avançada. Vida e evolução em perspectiva.

Parte 10 de 10 – Seres humanos evoluídos. Importância de ter as próprias experiências. Realidade em perspectiva.

Aqui está a transcrição completa em PDF dos vídeos.

Conselhos para meus filhos

Por Leo Babauta – autor e mantenedor do blog zenhabits.net.

Tenho seis crianças adoráveis – uma delas agora adulta, e outras duas quase lá – e penso bastante sobre o que eu acho que elas deveriam saber enquanto crescem e saem para o mundo.

O que eu poderia ensinar de melhor para equipar meus filhos para a vida? Eis o que eu gostaria que eles soubessem:

Você é bom o suficiente. A maior parte das pessoas tem medo de fazer as coisas porque temem não ser boas o suficiente, temem falhar. Mas você é bom o suficiente – aprenda isto e você não terá medo de coisas novas, não terá medo de falhar, não precisará da aprovação dos outros. Você estará pré-aprovado – por si mesmo.

Tudo que você precisa é estar feliz dentro de você. Muitas pessoas procuram felicidade na comida, drogas, álcool, compras, festas, sexo… porque estão procurando felicidade externa. Elas não percebem que as ferramentas para a felicidade não estão fora delas. Elas estão bem dentro de você: atenção, gratidão, compaixão, consideração, a habilidade de criar e fazer alguma coisa significativa, mesmo que seja pequena.

Você pode iniciar o seu próprio negócio. Quando jovem, eu pensava que precisava ir à faculdade e então ter um emprego, e que ter um negócio era coisa para gente rica. Isso estava totalmente errado. É possível para quase qualquer um começar o próprio negócio, e enquanto você provavelmente irá mal no início, você aprenderá rápido. É uma educação muito mais eficiente do que a da faculdade. Tudo de útil que aprendi não aprendi pela faculdade… aprendi fazendo.

Dito isto, tive alguns professores incríveis. Eles porém nem sempre estão na escola: estão em todos os lugares. Um amigo que conheci no trabalho. Meus colegas online. Minha mãe, meu pai, meus irmãos, avós, tios e tias. Minha esposa. Meus filhos. O fracasso. Professores estão em todos os lugares, quando você está disposto a aprender.

Gaste menos do que você ganha. Trinta por cento a menos se conseguir. A maioria das pessoas consegue um emprego e imediatamente gasta sua renda num empréstimo de carro, num aluguel caro ou num financiamento pesado de casa, adquirindo bens e comendo fora usando o cartão de crédito. Nada disso é necessário. Não gaste se você não tem. Aprenda a passar sem, e a ser feliz com menos. Guarde algum dinheiro para que cresça com o poder da renda composta. O seu eu futuro irá lhe agradecer.

Aprenda a amar comida saudável. É tudo uma questão de ajustar suas papilas gustativas, devagar e gradualmente. Aprenda a cozinhar para si mesmo. Tente algumas receitas saudáveis e deliciosas.

Aprenda compaixão. Começamos a vida com uma perspectiva muito egoísta – queremos o que queremos. Mas compaixão é perceber que não somos mais importantes do que ninguém, e que não somos o centro do universo. Alguém está lhe chateando? Saia da sua pequena concha e tente saber como está sendo o dia desta pessoa. Como você pode ajudá-la a sentir menos raiva, menos dor?

Nunca pare de aprender. Se você aprender apenas uma pequena coisa por dia, ela se somará ao longo do tempo imensamente.

Divirta-se sendo ativo. Claro, há muita diversão para se ter online, comendo doces e comida frita, e também em assistir televisão, filmes e jogar videogame. Mas sair e se divertir com amigos, jogar uma bola, nadar, escalar alguma coisa, desafiar um ao outro… isto é ainda mais divertido. E conduz a uma vida saudável, a um coração saudável, e a uma mente mais focada e energizada.

Fique bem com o desconforto. Evitar o desconforto é muito comum, mas um grande engano. Aprender a ficar OK com algum desconforto mudará sua vida.

As coisas que estressam você não importam. Adote uma perspectiva mais ampla: isso será importante daqui a cinco anos? Muito provavelmente a resposta é não. Se a resposta for sim, resolva a situação.

Saboreie a vida. Não apenas os prazeres usuais, mas todas as coisas e pessoas. O estranho que você encontra no ônibus. O sol que toca seu rosto enquanto você caminha. O silêncio da manhã. O tempo com uma pessoa amada. O tempo sozinho. Sua respiração enquanto medita.

Medite.

Não tenha medo de cometer enganos. Eles são dos melhores professores. Ao invés, tente ficar OK com os enganos, e aprenda a aprender com eles, e aprenda a sacudi-los para longe, para que não afetem sua profunda confiança em quem você é.

Você não precisa de ninguém mais para lhe fazer feliz ou validar você. Você não precisa de um chefe para lhe dizer que é ótimo no que faz. Você não precisa de um namorado ou namorada para dizer que você é amável. Você não precisa da aprovação dos seus amigos. Ter amigos e pessoas amadas em sua vida é incrível, mas reconheça quem você é primeiro.

Aprenda a ser bom com mudanças. Mudança é a única constante na vida. Você irá sofrer se tentar segurar-se às coisas. Aprenda a deixar ir (a meditação ajuda a desenvolver esta habilidade), e aprenda a ter a mente flexível. Não se acomode com o que lhe deixa confortável, e não se feche ao que for novo e desconfortável.

Abra o seu coração. A vida é incrível se você não se fechar para ela. Outras pessoas são incríveis. Abra seu coração, esteja disposto a encarar as feridas que vêm com um coração aberto, e você experimentará o melhor da vida.

Deixe que o amor seja a sua regra. Sucesso, egoísmo, ter razão… estas não são boas regras sob as quais se viver. Ame família, amigos, colegas, estranhos, seus irmãos e irmãs da humanidade. Ame até mesmo aqueles que pensam ser seus inimigos. Ame os animais, a quem tratamos como comida e objetos. Acima de tudo, ame a si mesmo.

E saiba sempre, não importa o que aconteça: eu amo você com cada pequena parte do meu ser.

Menina sentada

Conhecimento, amor e fé

Por Omraam Mikhaël Aïvanhov, do livro Education Begins Before Birth.

Nunca influenciamos as pessoas por meio de grandes demonstrações de conhecimento. O conhecimento é, claro, um instrumento muito útil e potente: uma grande quantidade de coisas pode ser entendida se tivermos argumentos bons e claros sob nosso domínio. Mas isto não é o suficiente, pois mesmo quando as pessoas entendem, elas não necessariamente se comovem. As únicas forças capazes de estimular e inspirar aos outros são o amor, a fé e a convicção. Estas são forças vivas.

Amor e fé combinados, estes são o poder verdadeiro! Quando você se depara com dificuldades na vida, se você tem bastante aprendizado intelectual e nada mais, você permanecerá hesitante, fraco e apreensivo. Mas se você tiver amor e fé, mesmo que não esteja bem informado, nunca será abatido. Você continuará a avançar, a subir alturas maiores e superar todos os obstáculos que encontrar no caminho.

Conhecimento, amor e fé

Uma estrelinha chamada Mariana

“Meu nome é Mariana. Sou uma estrela que vive no céu. Todas as noites eu apareço juntinho da Dona Lua e das minhas irmãs. Lá de cima, vejo o mar, as praias, as montanhas… Mas o que eu gosto mesmo é de observar os namorados! Vejo os animais dormindo, os homens na varanda contando ‘causos’… Muitas vezes penso, gostaria muito de morar na Terra!”

Retirado de revista da Turma da Mônica. Produzido por Rodrigo Alves Davanso. Música “It will be me“, de Melissa Etheridge.

Serviço espiritual

Por Amber Agha – curadora reikiana e xamânica. Adaptado e traduzido por Melhor Consciência.

Estar a serviço espiritual é uma trilha muito particular – uma jornada pessoal.

Minha prece diária é pedir que me seja mostrada a forma como melhor posso estar a serviço. Todos os dias me pergunto se estou verdadeiramente fazendo tudo o que vim aqui para fazer, e sendo tudo que vim para ser. Estou de fato realizando meu compromisso com o Espírito?

Não cabe a mim dizer a ninguém o que fazer. Há diversas formas de se estar a serviço: pela via do humor, pela arte, pela escrita, pela dança, pela profissão, pelo lugar na família. São muitas as trilhas que conduzem ao Espírito. A chave é realizar ativamente o seu trabalho.

O que devemos lembrar é que estas são trilhas – e não “O” caminho. O único caminho é interior. O único caminho reside em nossa comunhão com o Espírito. Tudo que uma outra pessoa pode nos mostrar é, talvez, como refinar esta comunhão. Impor nossa maneira de ajudar ao outro é renegar a própria natureza de estar a serviço. Começa a se tornar uma outra religião – e por isso, uma forma de controle. Devemos sempre lembrar que temos acesso apenas a pequenos pedacinhos do espelho da verdade. Acreditar que possuímos a verdade completa é cair em ilusão e ego.

Nossas feridas são nossas, e o que quer que as tenha curado é nosso remédio, mas pode não funcionar para outra pessoa. Podemos oferecer nosso remédio também ao mundo, mas nem todos precisarão dele. Alguns podem ter reação alérgica a ele, e outros remédios podem funcionar melhor para pessoas diferentes.

Na sua forma mais simples, é algo honroso querer ajudar o outro e aliviar sua dor. Mas devemos cuidar para não confundir o estar a serviço com o querer o reconhecimento para si, buscar algo para si. Que não tenhamos, então, nenhum tipo de apego ao trabalho que realizamos.

Estar a serviço do outro requer que façamos aquilo que faz nosso coração cantar, aquilo que nos dá a mais pura conexão com o Espírito – e que façamo-lo com toda energia e foco. Se ao longo do caminho outros se identificarem com nossa trilha, ótimo. Podemos, no entanto, continuar fazendo nosso algo especial e nunca realmente receber o reconhecimento que esperamos.

Devemos nos lembrar que poucos dos Grandes Mestres foram chamados de “grandes” nos seus dias. Frequentemente eram excomungados – uma pequena voz que alguns ouviam, mas a maioria ignorava. Uma vez passados para o outro plano, as pessoas acordaram para suas palavras. E o que fez deles Mestres foi a beleza de seu trabalho – não a atenção ou o elogio, mas sim o trabalho pelo trabalho.

Há uma escritora que diz que não estamos todos aqui para sermos guerreiros no campo de batalha. Alguns de nós estão aqui para ficar na cozinha, descascando batatas, de modo que os guerreiros partam para as batalhas bem alimentados. Gosto desta analogia: todos temos um papel a desempenhar, e tudo é igualmente válido.

Faça um teste e diga ao guerreiro que ele deve sair agora e passar o dia todo lutando de estômago vazio, porque aquele que normalmente prepara as suas refeições decidiu que também quer estar no campo de batalha. E veja também como este mesmo cozinheiro vacila ao tentar desempenhar o papel do guerreiro, porque não passou pelos anos de treinamento necessários para estar fisicamente apto, e sim para cozinhar maravilhosas refeições. Suas habilidades residem não em guerrear, mas em cozinhar.

Colocar-se a serviço adquire uma forma única em cada jornada. Não é uma competição. Não há vencedores nem líderes: estamos todos juntos. Enquanto não enxergarmos isto , e até que paremos de rivalizar com nosso vizinho, ou de nos sentirmos melhores que ele – porque fomos àquele workshop e agora temos “paz interior”, porque encontramos nossa “alma gêmea” ou porque “ascendemos” – bem, até lá estaremos iludidos, e o mais longe possível da verdade do que seja estar a serviço.

O serviço é um caminho individual, e é o Espírito que nos guia. Precisamos aprender a escutar e seguir o que o Espírito nos pede. Frequentemente, quando estamos de fato no caminho do serviço autêntico, somos requisitados a fazer coisas que nos amedrontam, e que muito provavelmente não envolverão elogios. Seremos chamados para um aprofundamento interior em direção ao Espírito. Enquanto atravessamos nossos próprios medos e obstáculos pessoais, mergulhamos cada vez mais fundo em nosso self divino e em nosso poder. Dito de forma simples, isto é tudo que nos é solicitado fazer.

Estamos aqui para sermos Amor na sua forma mais autêntica. Nada nem ninguém precisa de nossa “salvação”, no sentido do proselitismo, pois isto implicaria que nós mesmos estaríamos a salvo, e que seríamos de alguma forma mais respeitáveis por isso. Foi este tipo de postura que espalhou tantas guerras ao longo dos tempos.

Os outros precisam é do nosso Amor. De Amor em ação. De Amor que faz. De Amor que remove montanhas para garantir que todos estejam em um espaço de Amor, que todos sejam vistos como parte do Todo. Pois se um sangra, todos sangramos. Se um chora, todos choramos. Não há separação entre homem e Espírito, assim como não há separação entre homem e homem.

Por do sol

Oração de São Francisco de Assis

A Oração de São Francisco é uma oração católica-Cristã de origem anônima que costuma ser atribuída ao santo do século XIII São Francisco de Assis. Na sua presente forma, a oração foi identificada pela primeira vez em 1912 na França, num pequeno boletim espiritual chamado La Clochette (O Pequeno Sino), com autoria desconhecida.

Trata-se de um belo texto que evoca o livre fluir da paz divina através das consciências individuais. Abaixo seguem a oração, um vídeo com linda versão cantada por Singh Kaur, e sua letra em inglês.

Oração de São Francisco de Assis

Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz
Onde houver ódio, que eu leve o amor
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão
Onde houver discórdia, que eu leve a união
Onde houver dúvida, que eu leve a fé
Onde houver erro, que eu leve a verdade
Onde houver desespero, que eu leve a esperança
Onde houver trevas, que eu leve a luz
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria
Ó Mestre Divino,
Concedei que eu não busque tanto
Ser consolado, quanto consolar
Ser compreendido, quanto compreender
Ser amado, quanto amar
Pois é dando que se recebe
É perdoando que se é perdoado,
E é morrendo que se nasce para a vida eterna.

Prayer of Saint Francis:

(Singh Kaur)

Lord, make me an instrument of thy peace
Where there is hatred, let me sow love
Where there is injury, pardon
Where there is doubt, faith
Where there is despair, hope
Where there is darkness, light
And where there is sadness, joy
O Divine Master,
Grant that I may not so much seek
To be consoled, as to console
To be understood, as to understand
To be loved, as to love
For it is in giving that we receive
It is in pardoning that we are pardoned
And it is in dying that we are born into eternal life.

Vida após a morte

E vai recomeçar tudo…
Sabe Deus em qual situação!
Quando ouvir alguém falar orgulhosamente:
Sabes com quem está falando?
Sorria! :-)

Vida após a morte

Postado originalmente no Facebook por Saulo e Dalton

O verdadeiro respeito

Trecho do livro “A flauta nos lábios de Deus: o significado oculto dos evangelhos” (Osho)

Jesus diz:

Se alguém quer ser o primeiro, sera o último e servo de todos“.

Ele está simplesmente afirmando um fato: que aquele que compreendeu a feiura do ego, a feiura, a violência, o veneno da ambição – nessa compreensão tal indivíduo não competirá, ficará feliz onde estiver. E nessa felicidade, verá que Deus está em toda parte. E nessa experiência de Deus em toda parte, ele se tornará um servo.

Não que ele terá de praticar, não precisará buscar um lugar para onde ir ou como servir. Onde ele estiver, tudo é Deus, e o servo é a parte do todo. Não há um esforço deliberado para servir. O serviço vem quando você está em silêncio. O serviço flui de seu ser quando você está feliz, quando está tão pleno de energia que, ao surgir a necessidade, você serve.

Um cão está morrendo e você serve. Uma árvore está secando e ninguém lhe deu água; mas você lhe dá. E não finge nem se gaba de ter servido. Não sai clamando a todos: “Olhem que grande servo eu sou! Ajudei essa árvore a ficar verde de novo”. Não é essa a questão. Ao ajudar a árvore a ficar verde, você deixou sua própria vida verde também. É a recompensa, não há outra. Ao ajudar o cão moribundo, você ajudou a si próprio – porque tudo é um.

Quando você bate em alguém, está batendo em si mesmo. Quando mata alguém, está se matando – porque somos todos um. E quando você serve a si próprio, não há necessidade de se gabar. Você não se torna um grande missionário, um grande servo do povo, e coisas assim. Você não se torna ninguém, tudo ocorre naturalmente. Quando uma pessoa está feliz, sua compaixão é natural; por causa da felicidade, a pessoa é compassiva. [...]

Observe uma flor, penetre fundo o coração da flor e tocará Cristo. E quando Cristo for tocado, aprofunde-se um pouco mais e tocará Deus.

Você pode tocar Deus em cada coração, em cada gota de água, em cada pedregulho, em cada pedra – Deus está em toda parte. E não se trata de ser o primeiro, e sim o último; é uma questão de se desprover do ego. Só assim você será capaz de respeitar uma criança, do contrário, respeitará um rei, não uma criança; respeitará um homem rico, não uma criança desamparada. Você alguma vez respeitou uma criança? Se não respeitou uma criança, não sabe como respeitar Cristo. Você dirá: “Para quê?”

Nós respeitamos as pessoas porque elas têm habilidades. Fulano é um grande pintor, e você o respeita. É um Picasso, e você o respeita. Por quê? Porque ele é famoso? Porque tem um ego muito famoso? Porque ele é alguém e você gostaria de ter uma ligação com ele? Esse homem é um grande músico, aquele é um grande poeta, aquele outro é um grande filósofo. Esse homem é um grande homem de Deus – um Cristo, um Buda. Você quer respeitá-lo porque gostaria de se aproximar dele. Se se aproximar dele, ficará satisteifo em seu ego. [...]

Esse não é o respeito verdadeiro. O respeito verdadeiro não é pela fama, pelo nome; é algo totalmente diferente. Você respeita uma flor porque Deus está nela, plenamente vivo; respeita um pássaro porque Deus está nas asas dele; respeita uma criança porque nos olhos dela há inocência, os olhos dela são exatamente como os de Cristo. Você respeita os animais, as árvores, as pedras, porque Deus se oculta neles; a assinatura dele está em todo lugar.

Jesus Cristo

Bênçãos ocultas – Ramana Maharshi

Extraído e traduzido da página do Facebook dedicada a Ramana Maharshi

Pela maior parte do dia Sri Bhagavan Ramana Maharshi costumava sentar-se no seu sofá, que ficava ao lado da janela. Esquilos ocasionalmente entravam pela janela e corriam em seu entorno, perto dele. Sri Bhagavan frequentemente respondia a eles alimentando-os com castanhas ou comidas pelas suas próprias mãos.

Um dia Sri Bhagavan estava alimentando os esquilos quando um devoto muçulmano, que o estivera observando, entregou-lhe uma nota em que estava escrito: “Os esquilos são muito sortudos porque estão recebendo comida de suas próprias mãos. Sua graça é tanta para eles. Sentimos inveja dos esquilos e que também deveríamos ter nascido esquilos. Isto teria sido muito bom para nós.”

Sri Bhagavan não pôde conter a risada ao ler esta nota.

Ele disse ao homem: “Como você sabe que a graça não está com você também?” E então, para ilustrar este ponto, começou a contar uma longa história.

“Um santo tinha o siddhi (poder sobrenatural) da profecia. Ou seja, o que quer que ele dissesse tornava-se verdade. A qualquer cidade que fosse, as pessoas locais vinham até ele para ter a sua visão e obter suas bênçãos. O santo, que também era cheio de compaixão, removia a infelicidade das pessoas abençoando-as. Porque suas palavras sempre se tornavam verdade, as bênçãos sempre surtiam efeito. Por isso se tornou tão popular.

Durante suas peregrinações ele chegou a uma cidade na qual, como de costume, muitas pessoas se dirigiram a ele para obter suas bênçãos. Entre os buscadores de bênçãos estava um ladrão. Ele foi ter a visão do santo à noite e pediu suas bênçãos. Quando o santo o abençoou, o ladrão ficou muito feliz. Ele tinha certeza de que, por causa destas bênçãos, quando ele saísse para roubar à noite, ele teria sucesso. Mas o resultado foi outro. Sempre que tentava arrombar uma casa, uma pessoa ou outra daquela casa acordava e ele tinha de fugir correndo. Ele tentou em três ou quatro lugares e não teve sucesso em nenhum. Por causa de sua derrota, o ladrão ficou furioso com o santo.

Cedo na manhã seguinte ele voltou ao santo e disse com raiva: ‘Você é um impostor! Você está dando falsas bênçãos às pessoas.’ O santo muito pacificamente perguntou a razão de sua ira. Em resposta, o ladrão narrou em detalhes o quão infeliz tinha sido em suas tentativas de roubar na noite anterior.

‘Tendo ouvido esta história’- disse o santo – ‘neste caso, as bênçãos surtiram efeito.’
‘Como?’ perguntou o ladrão, estupefato.
‘Irmão, primeiro me diga: ser um ladrão é um trabalho bom ou mau?’
‘É mau’, admitiu o ladrão, mas então se defendeu dizendo ‘mas o que faço com o estômago que preciso alimentar?’

O santo continuou com sua explicação: ‘Não ter sucesso num trabalho mau significa que as bênçãos realmente deram frutos. Há tantas outras maneiras de alimentar o estômago. Você deveria aceitar qualquer uma delas. Para chegar a esta conclusão foi necessário que você falhasse no seu trabalho de ladrão.’

O ladrão compreendeu e informou ao santo que no futuro ele iria ocupar-se de um outro trabalho, honesto. Ele prostrou-se diante do santo e saiu.”

Tendo narrado a história acima, Sri Bhagavan perguntou ao devoto muçulmano: “Você quer dizer que se tudo for conforme os seus desejos, só então é possível dizer que a graça de um santo funcionou?”

“Não entendo”, respondeu o devoto.

Sri Bhagavan explicou em mais detalhe: “As bênçãos de um santo operam um trabalho purificador na vida. Estas bênçãos não podem aumentar a impureza. Aquele cujo entendimento é limitado pedirá bênçãos para que ele possa satisfazer certos desejos, mas se os desejos são tais que a sua satisfação fará o buscador mais impuro ao invés de mais puro, as bênçãos do santo não o permitirão satisfazer os desejos. Desta forma, o buscador é salvo de impurezas maiores. Neste caso, não são as bênçãos do santo um presente de compaixão?”

O devoto muçulmano finalmente compreendeu e satisfez-se com estas palavras.

Ramana Maharshi esquilo