Transfomação para autocura: e-book gratuito

Foi lançado recentemente pelo portal Consciencial.org o e-book gratuito intitulado O própósito universal da existência: transformação para autocura, que aborda uma visão espiritual e holística da saúde humana.

Nele estão reunidos oito colaboradores que escrevem sobre diferentes aspectos da busca por uma existência mais feliz e equilibrada, de um ponto de vista primordialmente espiritual.

Os temas abordados no livro são:

– Ponderações sobre o despertar da consciência e prática de autocura pelos chacras (Wagner Borges)

– A autocura como um processo de autoconhecimento e expansão da consciência (Andréa Lúcia)

– O despertar espiritual como caminho essencial da autocura (Samantha Sabel)

– Particularidades da espiritualidade feminina (Ise Mahsati)

– Relacionamento com os mentores espirituais (Victor Rebelo)

– Práticas de cura da alma (Dalton Campos Roque)

– Saúde pública, educação para a paz e espiritualidade (Adilson Marques)

– Qualidade vibracional das músicas (Áurio Corrá / áudio de entrevistas)

A obra compartilha pensamentos, sentimentos, energias e conceitos a respeito da autocura e da evolução consciencial na prática. Sua leitura beneficiará a todos que buscam nos estudos espirituais a oportunidade de realizar boas transformações em si e no seu contexto.

Para baixá-lo, clique aqui.

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Recapitulação

Capítulo II do livro Indulgência
Por Emmanuel/Chico Xavier

Cada dia, na Terra, a vida se te recomeça no coração.

Cada nascer do sol é nova luz para que aí nos desfaçamos da sombra que ainda nos obscurece o espírito.

E, nos círculos da evolução em que ainda te agitas, a claridade matinal é como que o convite sempre renovado para as obras do bem.

A Infinita Bondade do Céu te apagou a lembrança temporariamente, a fim de que o esquecimento te valorize a movimentação da consciência sempre livre para escolher.

Não te detenhas em dúvidas e incertezas.

Vale-te do dia para a sementeira do bem.

Cada pessoa que te busca é alguém que regressa de longe para auxiliar-te na edificação da felicidade ou para auxiliar-te no aprimoramento interior que necessitas desenvolver.

Cada problema que te preocupa é serviço que deixaste à distância, sem solução, retornando-te à esfera de trabalho, para o aclaramento do raciocínio ou para a melhoria do coração.

Cada sofrimento é uma sombra que estendeste no passado e que volta ao presente, a fim de que a transformes em luz.

Cada aflição que te requisita a alma é o espinheiro que cultivaste no pretérito a reaproximar-se de ti, para que convertas os acúleos antigos em flores de amor para a imortalidade.

Vale-te das bênçãos do olvido temporário e dos valores potenciais de cada dia, trabalhando em favor da própria elevação, porque, mais tarde, a memória ser-te-á restaurada no santuário interno e abençoarás a dor e a luta de agora por preciosos recursos de reajuste, concórdia e sublimação.

Permanecer no centro: um ensinamento essencial

Por Omraam Mikhaël Aïvanhov
Traduzido de A New Dawn: Society and Politics in the Light of Initiatic Science – Part 1 (Complete Works: Vol.25)

“… A Ciência Iniciática ensina que a verdadeira força consiste em permanecer no centro, naquele núcleo central de luz e calor, de inteligência e amor. De minha parte, toda a minha vida tenho me esforçado para me aproximar deste centro a fim de ver as coisas como realmente são e, se eu as entendo hoje, é porque eu me movi para mais perto do centro. Se eu desviar do centro – mesmo que apenas por alguns dias – a desordem começa a parecer normal para mim também, e eu começo a me perguntar o que é tão repreensível nela. É por isso que eu entendo as outras pessoas. O problema, porém, é que elas não entendem a si mesmas; não sabem onde estão ou por quê. Eu sei onde elas estão, porque tudo na minha cabeça está devidamente classificado e arquivado onde pertence. Eu sei exatamente onde alguém está e o quão perto ou quão longe está do centro, do mundo divino.

Ah, sim, esta questão do centro e periferia é tão importante. Muitas vezes falei a vocês sobre ela e sobre o símbolo do círculo com o ponto no centro que podemos ver em nossos olhos, assim como em outras partes do nosso corpo. E no entanto, apesar de os seres humanos carregarem uma forma simbólica deste ‘livro de sabedoria’ permanentemente em seus corpos, eles nunca o entenderam. Tem sido parte deles por milhões de anos mas nunca apredenderam a decifrá-lo. A periferia e o centro ambos existem e devemos ficar perto, o mais perto possível, do centro, pois apenas lá encontraremos paz. Na periferia existe apenas confusão e desordem e quanto mais vocês se aproximam dela mais em perigo estão de serem jogados para ainda mais longe do centro até que se desintegrem no espaço. O centro representa o ponto mais alto do homem, o ápice do seu ser, sua alma e espírito. E a periferia representa a discórdia e as dificuldades que ele encontra quando a sua consciência se descentra e habita tudo que é estrangeiro e estranho à sua alma e espírito. A maioria dos seres humanos passa o seu tempo balançando para frente e para trás entre o centro e a periferia: um pouco de paz e tranquilidade seguido por dificuldades e desordem; novamente, um momento de paz, e assim por diante. Muito poucos são capazes de permanecer imóveis no centro, no pico do seu ser.

Circulo_e_ponto

Para ilustrar este conceito da periferia e do centro, tenho muitas vezes usado a imagem do ‘rotor’, a plataforma circular giratória que se vê em parques de diversão. Naturalmente, o rotor é apenas um divertimento, mas é um excelente exemplo dos efeitos das forças centrífuga e centrípeta que existem não só no plano físico mas também na vida espiritual. Se você não quiser ser arremessado para fora do centro pela força centrífuga, é necessário checar constantemente a sua posição e, se achar que se afastou em direção à periferia, lembre a si mesmo que sofrerá por isso e, em seguida, sem perder tempo, retorne ao centro.

Quando perceber sinais de caos em sua vida interior, tome isso como um aviso: mais cedo ou mais tarde você está fadado a ser emboscado ou reduzido a pó, derrubado, a bater ou ser atingido por alguém. É assim que a lei funciona. É claro, um médico irá explicar a sua condição dizendo que você está sofrendo de uma falta ou um excesso de minerais ou vitaminas; um padre vai dizer que é porque você não vai à igreja; o político local dirá que é porque você não pertence ao partido dele, etc. Todos eles terão suas próprias teorias sobre o que o aflige, mas eu posso dar-lhe a explicação real – e é muito simples: é porque você se desviou do centro. Vocês podem não entender o que estou dizendo realmente, mas esta é a explicação mais precisa; muito mais precisa do que as explicações oferecidas por médicos, padres e políticos, porque resume toda uma filosofia.

A linguagem que eu uso vem de muito longe e muito alto. Não é a linguagem complicada que vocês usam, com todas aquelas palavras e frases que sou obrigado a adotar a fim de me fazer entender por vocês. Eu preferiria muito mais falar com vocês na minha própria linguagem, a linguagem de símbolos cabalísticos, astrológicos, geométricos. Mas vocês não conhecem esse idioma e nenhum de vocês me entenderia. Eu tenho que usar a sua linguagem e tirar exemplos das coisas que vocês vêem e experienciam em suas vidas diárias se eu quiser que me entendam, mas ainda tenho a minha própria linguagem especial. Sei de antemão que, se eu disser a alguém, ‘Você está muito fora do centro, camarada!’, ele não vai entender, e no entanto é a explicação mais precisa para as suas dificuldades. Tentem entender, portanto, que devemos constantemente nos aproximar deste centro dentro de nós. É isto que estamos fazendo aqui, todos os dias, várias vezes ao dia, por meio de nossas meditações e exercícios espirituais e, em especial, todas as manhãs ao nascer do sol.

Na medida em que nos aproximamos do sol – simbolicamente falando – recebemos mais luz e maior calor e a vida se torna mais intensa. Aqueles que se afastam do centro, do sol espiritual, perguntam-se por que estão frios e na escuridão, por que a vida os abandona. Posso dizer-lhes; é muito simples: ‘Você se desviou para muito longe do centro; você precisa retornar a ele a fim de encontrar luz, calor e vida.”

Omraam Mikhaël Aïvanhov
Le Bonfin, 15 de Julho de 1968

O plano astral ilustrado por Fernando Picheli

Tivemos o prazer de conhecer o trabalho do Fernando Picheli, autor do HQ Plano Astral. O Fernando produz ilustrações muito interessantes, de temáticas espirituais.

A linguagem dos quadrinhos usada pelo HQ Plano Astral possui uma grande riqueza, pois ela desperta uma sensibilidade maior, amplia horizontes de percepção, e coloca o pensamento e a imaginação em pontos que outros veículos não conseguem.

O Fernando gentilmente aceitou responder algumas perguntas que fizemos, em uma mini entrevista, que segue abaixo.

Fale um pouco sobre você, quem é o Fernando, de onde você é, e como ocupa o seu tempo atualmente?

Costumo dizer que somos Espíritos imortais vivendo uma experiência na Terra. Então vou falar um pouco do que estou vivenciando nesta atual experiência.
Sou um admirador das ciências exatas e também das artes gráficas. Como um bom libriano busco o equilíbrio em todas as áreas da minha vida. Equilíbrio é a palavra que melhor define a minha busca nesta existência.

Hoje tenho trinta e nove anos, nasci na cidade de Santo André SP, sou formado em Engenharia Mecânica e trabalho como Engenheiro Projetista no ramo automobilístico.
Atualmente meu tempo é dividido entre as atividades do trabalho e de casa, os desenhos que faço como um hobby, a busca e o estudo constante da espiritualidade e os momentos que passo com minha família e amigos.

Como você se envolveu com a arte da ilustração e dos quadrinhos? Como você aprendeu a desenhar? Fez algum treinamento ou é um talento natural?

Comecei a treinar e aperfeiçoar as técnicas de desenho sozinho, por volta dos nove anos de idade. Sempre busquei nos desenhos uma forma de expressar idéias e sentimentos , é algo natural que foi sendo desenvolvido e permanece até hoje. A ideia de desenvolver um trabalho onde eu pudesse juntar conhecimentos da espiritualidade e aperfeiçoar minhas técnicas de desenho é antiga, mas só consegui colocar em prática recentemente, há cerca de um ano e meio. A graphic novel HQ Plano Astral , Os Cartoons e o Diário Ilustrado são hoje o foco deste meu projeto.

Você acompanha HQs hoje em dia, e quais você gosta de acompanhar?

A admiração pelos quadrinhos vem desde criança, posso dizer que as histórias do universo Marvel e DC Comics fizeram parte de toda minha infância e foram a inspiração no que se refere a arte de desenhar. Posso citar aqui a arte de Frank Miller, John Byrne e Chris Claremont como uma das minhas preferidas.
Atualmente dedico meu tempo mais para aprimorar as técnicas de desenho, acompanho alguns Animes e Mangás para estudar os traços e características de desenhos que quero me aperfeiçoar.
Para aqueles que gostam de HQs eu recomendo a leitura de Desvendando os Quadrinhos de Scott McCloud, uma verdadeira viagem ao mundo da arte em quadrinhos.

Como você se envolveu com os assuntos da espiritualidade, e as experiências fora do corpo?

Tive contato desde pequeno com a religião católica, espirita e umbandista de forma natural sem preconceitos e dogmas. Isso permitiu desenvolver e aprender diferentes pontos de vista e enxergar a religião de uma forma mais espiritualista.

Na adolescência estudava muito o espiritismo e participava de trabalhos de assistência espiritual em um pequeno grupo espiritualista coordenado por uma amiga médium a quem considero a pessoa que mais contribuiu para a formação da minha base dentro da espiritualidade.

As experiências fora do corpo começaram aos vinte e três anos de idade, em uma experiência de quase morte. Após uma cirurgia eu despertei fora do corpo totalmente lúcido, estava no quarto do hospital, pude sair andando pelos corredores, saí do hospital e visitei uma cidade extrafísica. Uma experiência fantástica. O fenômeno passou a se repetir quase todos os dias durante os oitos meses de recuperação, e durante esse período me dediquei aos estudos para entender o que estava acontecendo. Desde então as experiências de saída do corpo tem acontecido de forma espontânea.

Quais são autores/pesquisadores ou linhas de estudo que você tem contato, ou tem influência, na espiritualidade?

O Espiritismo, Budismo, Hinduísmo e a Teosofia são as linhas filosóficas onde mais busco informação atualmente.
O primeiro livro que realmente me influenciou foi Nosso Lar, autoria do espírito André Luiz e psicografado por Chico Xavier.
Falando mais especificamente sobre a projeção astral, gosto muito do trabalho realizado pelos pesquisadores Wagner Borges, Moises Esagui e Saulo Calderon. Dentro deste tema, destaco os livros Projeciologia, autoria de Waldo Vieira, Viagem Espiritual II, autoria de Wagner Borges, e o livro Iniciação Viagem Astral, autoria do espírito Lancellin, e psicografado por João Nunes Maia. São sem dúvida três ótimas referências para aqueles que querem aprender mais sobre o assunto.

Como acontece a inspiração para criar algo novo, e como é o seu processo criativo?

Vou definindo aquilo que eu quero transmitir, pode ser uma uma mensagem, uma informação, vou usando a intuição. As imagens vão surgindo na mente, quando a imagem criada transmite a emoção que estou buscando eu armazeno na memória ou faço um rascunho no papel, para não perder a ideia. Muitas das ideias, lugares, situações vem das experiências de saída do corpo que vivenciei.
Muitas vezes a inspiração vem sem eu estar pensando nisso, ouvindo uma música, caminhando, meditando. Elas aparecem na imaginação como blocos de imagens que representam fragmentos de histórias, aí eu vou montando o quebra cabeça, organizando. É um mundo gigantesco que vai se formando dentro da mente, pode ter movimento, cenário, sons ambientes e até música de fundo, é como construir um filme dentro da mente. No caso da Graphic Novel “HQ Plano Astral” eu já tenho quase todos os capítulos feitos na minha mente, já tenho cenas de cada um deles armazenadas na memória, já tenho escolhidas quais as saídas do corpo que realizei que irão fazer parte da obra. O trabalho agora é transferir tudo isso para o desenho, de forma que as pessoas possam visualizar aquilo que já foi criado. Os Cartoons já são mais direcionados a transmissão de uma ideia, o processo é um pouco diferente, mais direto, é colocar no papel de forma artística um conceito, uma mensagem. E por fim o Diário Ilustrado, que nada mais é do que transmitir uma experiência real vivenciada no plano astral.

HQ Plano Astral - Diário Ilustrado

Mantras e uma canção para Ganesha

Mantras são estruturas verbais ou sonoras de natureza sagrada que infundem vibrações de cura psíquica e espiritual naqueles que os proferem, em voz ou em pensamento e sentimento.

Cada mantra é evocativo de um objetivo ou qualidade espiritual em particular. No Hinduísmo, no Budismo e em outras tradições milenares, a prática de entoar e mentalizar mantras é uma ferramenta importante de autoconhecimento e auto desenvolvimento espiritual.

Ao longo dos séculos, muitos mantras foram revelados e difundidos para além dos contextos iniciáticos das tradições religiosas. Nos tempos de ampla abertura à informação espiritual que vivemos hoje, os mantras foram incorporados também pela musicalidade secular, gerando canções maravilhosas como a do vídeo abaixo, dedicada a um dos deuses mais conhecidos e adorados do panteão Hindu, Ganesha.

Dentre outros simbolismos, Ganesha representa a sabedoria e o discernimento espiritual, a remoção de obstáculos (mas também a colocação dos obstáculos necessários ao desenvolvimento da sabedoria), a proteção e o refúgio contra a ignorância.

Composições como esta reúnem o poder iluminador, curativo e meditativo dos mantras com a inspiração advinda das belas harmonias musicais. São excelentes para ambientar o próprio lar, locais de trabalhos de cura e quaisquer outros lugares que busquem manter uma atmosfera psíquica limpa e uma sintonia espiritual elevada.

Música: Om Hari Om/Sharanam Ganesha (Refuge)
Artistas: Sean Johnson & The Wild Lotus Band

Letra:

Om Hari Om
Sharanam Ganesha
Om Gam Ganapataye Namaha
Ganesha

Vakra-Tunda Maha-Kaya
Surya-Koti Samaprabha
Nirvighnam Kuru Me Deva
Sarva-Karyesu Sarvada

Jai Ganesha, Jai Ganesha Deva
Mata Jaki Parvati, Pita Mahadeva

Significado aproximado:

Om Hari Om: é um mantra associado a Krishna como removedor do sofrimento.

Sharanam Ganesha & Om Gam Ganapataye Namaha: são mantras celebrando Ganesha como removedor de obstáculos.

Vakratunda Mahakaya Mantra: Saudações ao supremo Senhor Ganesha, cuja tromba curvada (vakra-tunda) e corpo maciço (maha-kaya) brilham como milhões de sóis (surya-koti), que dispensa suas bênçãos a todos (sama-prabha). Ó senhor dos senhores Ganesha (kurume-deva), gentilmente remova todos os obstáculos (nir-vighnam), sempre (sarva-), para sempre (sarvada-), de todas as minhas atividades e esforços (sarva-karyeshu).

Mata Jaki Parvati, Pita Mahadeva: Nascido de Parvati, filha dos Himalayas, e do grandioso Shiva.

Há Algo Mais… Um Amor, Uma Luz – Novo livro de Wagner Borges

Acabou de sair mais uma bela obra do médium, pesquisador e escritor espiritualista Wagner Borges. É o livro “Há Algo Mais… Um Amor, Uma Luz”, uma coletânea de textos sobre a imortalidade da consciência.

O livro está disponível em formato PDF para ser baixado gratuitamente. É acompanhado de um vídeo, onde Wagner fala um pouco sobre a produção dos textos.

Wagner Borges é uma das maiores autoridades no campo da espiritualidade e das experiências fora do corpo. Seu novo livro é um verdadeiro presente, indicado para quem passa pela dor da perda, ou para quem apenas deseja se conectar com algo maior.

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Apertando o grande botão reiniciar

Por John Gottman. Tradução do original Hitting the Big Reset Button

Os feriados de fim de ano são sempre tão estressantes. Por que isso? E o que pode ser feito para aliviar as grandes tensões geradas pelas festas de fim de ano? Eu vou lhe dizer.

O projeto de cada temporada de festas tem a ver com o resurgimento planejado da esperança. As festas de fim de ano tentam fazê-lo reconsiderar a esperança e dar a ela uma nova chance.

Algumas esperanças são, na verdade, propositadamente construídas para a temporada de férias. A esperança de ser capaz de coroar o amor acima do ódio, de fazer a tolerância prevalecer acima da xenofobia, a compaixão acima do cinismo, de lagar mão da inveja, de colocar o altruísmo acima da ganância.

Sim Sim Sim. Eu sei. Blá blá blá.

Mas milagres existem. Todos os anos, os feriados de fim de ano são projetados para nos lembrar intencionalmente de que milagres realmente acontecem. Não toda hora, mas às vezes. Para nos lembrar de que podemos ter esperança e que podemos acreditar de novo, e mais importante, que nós mesmos podemos começar de novo. Podemos ter esperança de que seremos perdoados pelos nossos erros. Podemos esperar que o mundo, enfim, vai abrir os seus grandes braços para nós.

Acima de tudo, esperamos que, finalmente, poderemos apertar o grande botão Reiniciar e começar de novo, como se estivéssemos novos outra vez. O que torna esta época tão estressante é que precisamos tanto dessa última esperança, a de apertar o grande botão Reiniciar.

Esperamos que os maus padrões em nossas vidas irão suavizar, que nossos caminhos errados vão se endireitar, e que as mágoas do passado vão milagrosamente desaparecer. Esperamos tanto que nutrir a nossa gratidão no dia de Ação de Graças pode nos descentrar das muitas decepções que acalentamos durante o ano. Esperamos muito que no Natal o amor irá se espalhar abundantemente para nós, e sem qualquer tensão. Esperamos muito que cantar as lindas músicas típicas da temporada vai finalmente nos unir como um só povo. Esperamos muito que os presentes que daremos e receberemos irão abafar o desespero. Esperamos tanto que a nossa boa comida vai encher além de nossas barrigas, que irão nos preencher com bom ânimo. Esperamos tanto que apenas o fato de estarmos juntos vai criar em nós verdadeira boa vontade para com todos.

Mas o medo nos impede de ter esperança.

Assim como o medo de não ganharmos o prêmio no jogo do parque de diversões, temos medo de que a temporada de festas vai virar para outro lado e que o grande botão Reiniciar irá se revelar uma ilusão, que o milagre da esperança era só uma história que alguém inventou. Os nossos medos acabam com a esperança. E o grande botão Reiniciar desaparece na neblina.

Testemunhamos a chacina em Paris. Estamos horrorizados. Então decidimos que é justo fechar os nossos corações para todos os refugiados, apesar de sermos nós mesmos uma nação de refugiados. Sentimos que é justificável virar o nosso olhar para longe das caravanas das famílias que vemos na Europa, que se estendem para além do horizonte. Vemos esses refugiados também correndo com medo e com horror, todos eles também tentando, desesperadamente, apertar aquele mesmo botão de Reiniciar. Nós nos fechamos e decidimos que eles simplesmente não são como nós.

Vemos crimes horríveis de intolerância religiosa e assim nos sentimos justificados em também sermos intolerantes, justificados em entrarmos nessa temporada de fim de ano fechados com medos primordiais por nossa própria segurança. O medo nos faz entrar nas festas de fim de ano com nossos corações aprisionados no gelo. E por isso pensamos que a esperança não é real, e que os presentes que recebemos não vão derreter nossos corações gelados, e os presentes que damos nos deixam ocos e vazios.

Tememos que não seremos amados e, pior ainda, que não seremos capazes de amar. Tememos que nossas vidas, na verdade, não têm significado real, e que não existe nenhum botão Reiniciar, que o nosso único recurso, depois de limpar os detritos da falsa celebração, é retirar-se para um lugar cínico, protegido contra a decepção, endurecendo os nossos corações ao sofrimento dos outros. Temos medo de nos tornar Scrooge.

O que pode ser feito? Certa vez, ouvi o Dalai Lama dizer que a nossa única obrigação moral é aumentar a compaixão ao nosso redor. Se você olhar de perto, todas as tradições religiosas principais levam a mesma mensagem de amor, compaixão e perdão. Então aqui está o meu conselho. Tire algum tempo sozinho nesta temporada de férias. Faça duas coisas:

1) Faça uma lista de todas as pessoas que são importantes pra você nesse mundo. Pergunte a si mesmo: “O que é que eu posso fazer para que cada uma dessas pessoas se sinta mais amada agora?” Em seguida, realize todas essas coisas de sua lista.

2) Pense sobre o novo caminho que agora você vai tomar. Liste como esse novo caminho será diferente do caminho que você está atualmente. E agora, de verdade, aperte aquele grande botão Reiniciar.

Faça isso para que no próximo ano você possa olhar para trás e dizer: “Aquele 2015, ele foi o ano em que minha vida mudou para sempre, porque naquele ano eu finalmente apertei o grande botão Reiniciar. Naquele ano eu comecei realmente a amar”.

Laços eternos

Pelos Espíritos Joanna de Ângelis e Marco Prisco
Psicografia de Divaldo Pereira Franco

A reencarnação estreita os vínculos do amor, tornando-os laços eternos, pelo quanto faculta de experiências na área da afetividade familiar.

Enquanto as ligações de sangue favorecem o egoísmo, atando as criaturas às algemas das paixões possessivas, a pluralidade das existências ajuda, mediante a superação das conveniências pessoais, a união fraternal.

Os genitores e nubentes, os irmãos e primos, os avós e netos de uma etapa trocarão de lugar no grupo de companheiros que se afinam, permanecendo os motivos e emulações da amizade superior.

O desligamento físico pela desencarnação faz que se recomponham, no além-túmulo, as famílias irmanadas pelo ideal da solidariedade, ensaiando os primeiros passos para a construção da imensa família universal.

Quando a força do amor vigilante detecta as necessidades dos corações que mergulharam na carne, sem egoísmo, pedem aos programadores espirituais das vidas que lhes permitam acompanhar aqueles afetos que os anteciparam, auxiliando-os nos cometimentos encetados, e reaparecem na parentela corporal ou naquela outra, a da fraternidade real que os une e faculta os exemplos de abnegação, renúncia e devotamento.

***

Este amigo que te oferece braço forte; esse companheiro a quem estimas com especial carinho; aquele conhecido a quem te devotas com superior dedicação; estoutro colega que te sensibiliza; essoutro discreto benfeitor da tua vida; aqueloutro vigilante auxiliar que se apaga para que apareças, são teus familiares em espírito, que ontem envergaram as roupagens de um pai abnegado ou de uma mãe sacrificada, de um irmão zeloso ou primo generoso, de uma esposa fiel e querida ou de um marido cuidadoso, ora ao teu lado, noutra modalidade biológica e familiar, alma irmã da tua alma, diminuindo as tuas dores, no carreiro da evolução e impulsionando-te para cima, sem pensarem em si…

Os adversários gratuitos que te sitiam e perturbam, os que te buscam sedentos e esfaimados, vencidos por paixões mesquinhas, são, também, familiares outros a quem ludibriaste e traíste, que agora retornam, necessitados do teu carinho, da tua reabilitação moral, a fim de que se refaça o grupo espiritual, que ascenderá contigo no rumo da felicidade.

***

Jesus, mais de uma vez, confirmou a necessidade dessa fusão dos sentimentos acima dos vínculos humanos, exaltando, a superior necessidade da união familiar pelos laços eternos do espírito. A primeira, fê-lo, ao exclamar, respondendo à solicitação dos que lhe apontavam a mãezinha amada que O buscava, referindo-se: — “Quem é minha mãe, quem são meus irmãos, senão aqueles que fazem a vontade do Pai?” Posteriormente, na Cruz, quando bradou, num sublime testemunho, em resposta direta à Mãe angustiada que O inquirira: — “Meu filho, meu filho, que te fizeram os homens?” elucidando-a e doando-a à Humanidade: — “Mulher, eis aí teu filho” — referindo-se a João, que chorava ao seu lado — “Filho, eis aí tua mãe”, entregando-o ao seu cuidado, através de cuja ação inaugurou a Era da fraternidade universal acima de todos os vínculos terrenos.

A Paz: suprimir primeiro em si as causas de guerra

por Omraam Mikhaël Aïvanhov
em “Respostas a alqumas questões actuais” (Fascículo nº1*)

Inúmeras pessoas dizem que trabalham para a paz no mundo! Por enquanto, esse trabalho consiste sobretudo em se acusarem umas às outras de serem causadores de guerra. Para uns, os culpados são os ricos; para os outros, são os intelectuais, ou os homens políticos, ou os cientistas. Os crentes acusam os descrentes de conduzirem a humanidade para a sua perda, os descrentes acusam os crentes de fanatismo, e por aí adiante… Observem-se e verão que é sempre suprimindo estas ou aquelas pessoas que os humanos julgam poder instalar a paz. E é nisso que se enganam: mesmo que se suprimissem os exércitos e os canhões, no dia seguinte as pessoas teriam inventado outros meios para se combaterem. A paz, na realidade, é um estado interior e nunca se conseguirá obtê-lo suprimindo alguém ou alguma coisa no exterior. É dentro de nós próprios, em primeiro lugar, que é preciso suprimir as causas da guerra.

A partir do momento em que alimenta em si certos estados interiores, como o descontentamento, a revolta, a inveja, o desejo de possuir sempre mais, o homem não pode estar em paz, faça o que fizer. Pelos seus pensamentos e pelos seus sentimentos, ele não só introduz no seu íntimo os germes da desordem e da guerra, como semeia esses germes por toda a parte à sua volta.

Imaginem alguém que come e bebe o que calha: essa pessoa introduz no seu organismo certos elementos nocivos que a tornarão doente. E que paz se pode ter quando se perturba o funcionamento do seu organismo, do estômago, do fígado, dos rins, dos intestinos?… Pois bem, no plano psíquico existe a mesma lei: não se deve comer o que calha, senão fica-se doente.

A paz é, pois, consequência de um saber profundo sobre a natureza dos elementos de que o homem se alimenta em todos os planos. Ela só pode instalar-se naqueles que decidiram manifestar-se com bondade, generosidade, desapego. Só esses seres podem espalhar a paz ao seu redor.

Com o pretexto de que criam associações ou militam em movimentos pacifistas, muitas pessoas imaginam que trabalham para a paz. Não, porque a sua vida não é uma vida para a paz: elas nunca pensaram que primeiro são todas as células do seu corpo, todas as partículas do seu ser físico e psíquico que devem viver segundo as leis da paz e da harmonia, a fim de emanarem essa paz para a qual elas pretendem trabalhar. Enquanto falam da paz e escrevem acerca da paz, continuam a alimentar a guerra em si e à sua volta, pois estão incessantemente a lutar contra uma coisa ou outra… A paz, o homem tem primeiro de instalá-la em si mesmo, nos pensamentos, nos sentimentos e nos atos da sua vida quotidiana. Só então é que ele trabalha verdadeiramente para a paz.

*Fascículos antigos publicados em Língua Portuguesa, sem previsão de reedição, enviados periodicamente pela newsletter da Publicações Maitreya. Adaptado ao Português Brasileiro.

Obrigado, Waldo Vieira

Ocorreu ontem o desencarne do Prof. Waldo Vieira, às 17h50, no Hospital Ministro Costa Cavalcante, em Foz do Iguaçu. A pedido do Prof. Waldo não houve cortejo fúnebre e o corpo foi cremado ainda na noite de ontem.

Nossa imensa gratidão ao Prof. Waldo pelo trabalho singular e exemplarismo carismático. O IPPC continuará o seu trabalho com dedicação e inspiração!

A homenagem deste blog com um texto psicografado por ele mesmo.


Alguns parcos vinténs

A alma não se alimenta de filé, não se veste pelos figurinos de passarela, não se maquila, nem tem registro de nascimento nos cartórios humanos.
Fora das realizações de consequências nobilitantes e duradouras, todas as cogitações da criatura mostram-se insatisfatórias.
Dinheiro, beleza física, popularidade, poder, juventude, força ou dominação social não comunicam nenhum descanso de espírito referente ao amanhã.
Dinheiro exige carteira para guardá-lo, apetrecho que a alma não carrega.
Toda beleza exterior se desfaz com sol e chuva.
Em qualquer setor ou lugar, a popularidade se esfuma de um mês para outro.
Poder terrestre exprime simples reflexo de contingências instáveis.
A cada dia a juventude se desmancha.
Força, por mais se suponha vitoriosa, exprime processo de violência.
Brilhos mundanos são fulgurações terra-a-terra que vigem até que a moda os apague ao sopro de seus caprichos.
Ocupada unicamente com tais mecanismos superficiais do cotidiano, a pessoa, por maior seja a sua capacidade de iludir-se e atordoar-se, acaba constrangida à frustração pelo auto desperdício.
De tanto baratear-se, acorda como que desmoralizada ao mundo de si mesma. Suicídio moral em que atira fora, sem objetivo, os talentos da vida eterna que carreia e, instintivamente, reconhece possuir.
Atingindo esse ponto, a criatura já conheceu todos os itinerários humanos sem afazer-se a nenhum. Confundida e agitada, a consciência, então, só repousa na paz quando começa a crer racionalmente e a servir na edificação da melhoria comum.
Eis porque se pergunta: onde a maior força da Doutrina Espírita? A resposta fundamental é sempre única: na certeza do futuro de amor e felicidade para onde caminhamos.
Carece o espírito da fé incorruptível que lhe afugente, em definitivo, o medo da morte. Nada melhor que as realidades do Consolador para suscitar essa confiança.
Ponderemos nossas obrigações ante os princípios que manejamos.
Não queira viver só de você. Ninguém, em estado normal, o consegue.
Acima de suas moedas, você dispõe de tesouros muito mais vastos: seus sentimentos. Além de sua autoridade social, uma vantagem maior você possui: sua compreensão da Imortalidade.
Escolha o seu posto de atividade: sustentação do estudo, auxílio à nova geração, exposição de postulados libertadores, distribuição de consolo, socorro aos doentes, recuperação dos obsessos, proteção aos desvalidos, apostolados multiformes que convertem o Espiritismo num parque de construções e de bênçãos.
Não seja avaro de espírito.
Aja sem demora. Produza. Mostre o seu rendimento. Que fez você esta semana na distribuição de, pelo menos, alguns parcos vinténs dessas verdades?

(De “Técnica de Viver“, de Waldo Vieira, pelo Espírito de Kelvin Van Dine)

Obrigado, Waldo Vieira